miércoles, 28 de julio de 2010

Amigos - happy friend's day (delayed)

Estou de volta a Salvador depois de dias maravilhosos em São Paulo. Não fiz nada de extraordinário. Não fui a nenhuma grande exposição, não vi um filme ou uma peça de teatro que tenham me emocionado, não estive em nenhum mega evento e nem em um show com algum artista internacional. Opções de lazer que São Paulo é um dos melhores lugares para se viver. Não fiz nada disso, mas comi muito bem, em restaurantes e nos lares aconchegantes de alguns amigos e meus dias foram deliciosos porque a natureza me agraciou com dias ensolarados e quentes em que foi possível ver um céu azul anil durante o dia e um luar nas minhas noites de alegria. O bom tempo deu clima perfeito, contradizendo a meteorologia que dizia que a frente fria chegaria no final de semana. Mas a essência da felicidade desses dias foram as pessoas. Encontros e reencontros com velhos e novos amigos que me fazem sentir afortunada.
Abençoada por ter relações de amizades de tão longa data com pessoas que o tempo e a distância não transformam em ausência.
Feliz por sentir que mantenho laços antigos com a mesma facilidade que faço novos e que surpreendentemente os novos já parecem de tempos remotos, já se tornando parte da minha vida e do rol das pessoas que quero bem e quero estar. Não que eu faça amizade e seja amiga de "todo mundo", isso vale pouco na real. Mas gosto de cultivar e abrir os horizontes para pessoas que tem o que dizer e sabem escutar.

O tempo passou sem ansiedade, claro que gostaria de ter ficado mais dias e mais tempo com cada um dos amigos, mas o tempo foi intenso, verdadeiro e divertido.
Ah! quanta risada dei durante esses dias. Quantas histórias contei e ouvi. Quanta saudade matei para já voltar a sentir.
Não consegui estar com vários amados amigos, mas prometo, agora que deixei de ser catalana para ser baianinha, que irei mais vezes a São Paulo e que os amigos do Rio, Curitiba, Porto Alegre aguardem que qualquer hora também apareço por essas bandas.

Então esse texto é só para deixar registrado meu obrigada ao carinho de todos os amigos, os que encontrei e os que esse encontro está por acontecer. Aproveitando que dia 20 foi dia do amigo, e que todo dia é um bom dia para dizer as pessoas o quanto ela são importantes em nossa vida e deseja-las felicidades.
Besossss y abrazosss
Quel

jueves, 15 de julio de 2010

Tudo pode dar certo

Tenho estado atenta as minhas emoções e quando um sentimento de angustia, ansiedade e preocupação, que são todos facetas disfarçadas do medo, querem ganhar vida dentro de mi, eu simplesmente aborto.
Ultimamente vinha percebendo uma ponta de preocupação relacionada a um artigo que tenho que escrever. A princípio o tal trabalho tinha um prazo longo, parecia perfeitamente tranquilo desenvolve-lo naquele período, mas o tempo foi passando e eu tinha o tema do artigo, mas não encontrava o objeto de estudo que me despertava motivação em investigar e ai, o prazo agora ficou curto.
Ontem depois de muito navegar pela internet e pesquisar, me rendi a mais um dia sem encontrar o foco da pesquisa e uma vez mais senti a tal da preocupação e ansiedade dialogarem com o meu ego.
Sem censura disse a mim mesma que o melhor seria dormir, mentalizar positivo, e viver o poder do Agora, que naquele momento era um sono reparador.
Hoje pela manhã, em minhas visitas rotineiras as mídias sociais, encontro um link de meu interesse no twitter, que me leva a outro link e mais outro, e pimba! Lá estava a experiência que faltava para completar o que queria investigar e escrever.
E a partir daquele instante, uma sensação já conhecida estava (e esta) presente em mim. Tudo vai dar certo!
O que fez minha cabeça linkar outro pensamento, o novo filme do Woody Allen "Whatever Works", ou traduzido aqui no Brasil como "Tudo poder dar certo".
Desde que li a crônica de Martha Medeiros sobre o filme há alguns meses atrás fiquei com uma enorme vontade de assistir e há dias venho ensaiando pegar a matinê, porque aqui em Salvador só tem um cinema passando e no horário da tarde.
Os últimos filmes que vi de Woody Allen me agradaram justamente pela leveza, o humor e verborragia continuam presente, mas a filosofia é mais simples e não menos reflexiva.

Boris, o protagonista mal humorado da obra já avisa por onde o filme caminha com as frases no inicio: “As pessoas tornam a vida pior do que é preciso”, “Às vezes, os clichês são a melhor forma de dizer as coisas”. Mas a idéia do filme se completa com o que a Martha expõe em sua crônica, para ela Woody Allen se havia dado alta.
“Em seus filmes anteriores, mais ricos e consistentes em questionamentos existenciais, o diretor parecia dizer: “Não há cura”. Em sua resignada fase atual, ele parece dizer: “Não há doença”. O diretor está apenas confirmando que não temos nenhum domínio sobre os mistérios que nos rondam e sobre as experiências nunca testadas. Então, não importa o que façamos, o risco de dar certo é o mesmo de dar errado, e, até quando parece que dá errado, funciona. Qualquer coisa funciona".

E eu complemento as palavras de Martha. O deu errado, é um deu certo de outro modo. Whatever works!

Volto para minha rotina, de investigar e escrever, com a certeza que é besteira ter certezas, que o caminho certo, seja o do meu artigo ao qualquer outro é aquele em que eu me sinta bem.

Besos e axé!
Raquel

jueves, 24 de junio de 2010

O pôr do sol de São João


Os últimos anos eu passei a data do dia 23 (e sua véspera), curtindo "San Juan" em Barcelona. Uma festa de boas vindas ao verão, celebrada a beira do mar, com direito a fogos de artifício, fogueira, música e alegria. Uma festa para se viver entre amigos e que lembra demais o ano novo em nossas praias brasileiras. Cada ano, em seu dia de San Juan teve uma história, a melhor sem dúvida foi a vinda de Dali, meu gato, para casa, com apenas 2 meses de idade e assustadíssimo pela casa nova, gente estranha e os fogos que não cessavam de estourar nos céus da cidade. Porém a história de Dali merece um post a parte.


Foto do Dali no dia que chegou em casa

E o dia que vivo hoje já não é de San Juan é de São João da Bahia. São João no nordeste é coisa série. É feriado. A cidade de Salvador se esvazia para que o interior possa ganhar protagonismo em suas diferentes pequenas cidades cheias de gente de todo canto, que pega horas de congestionamento a fim de viver esse arraial, em que o calor e a alegria estão garantidos. E o tempo tem ajudado muito. Apesar de inverno, provavelmente está mais quente aqui do que no velho continente.

Eu fiquei na capital. Há uns 7 anos eu vivi um delicioso São João no interior na Bahia, já sei como é e preferi desfrutar de uma cidade tranquila e quase desabitada. Mas quem fica se encontra. A festa é certa no pelourinho ou em bairros como o Santo Antônio. Eu fui conferir e não me arrependi. Pude tomar licor de maracujá, comer milho, bolos e outras guloseimas características dessa festa.

Licor caseiro das mais variadas frutas

É uma festa para todos os públicos, que me fez lembrar em alguns aspectos as festas juninas da minha infância no interior de São Paulo. A diferença mais notável veio na hora da competição entre quadrilhas, a roupa dos concursantes e o modo de dançar lembravam mais a uma festa de carnaval. É a quadrilha na Bahia!

E as pessoas.. todos aqueles rostos negros, mulatos felizes me fizeram lembrar que estou num outro estado e me fez sentir num outro país. Lembro do carnaval que vivi em Cuba...


Agora o melhor do dia não foi a comida, a quadrilha, a música, as pessoas, o espetáculo feito por essa gente, mas foi o espetáculo da natureza. Que acontece todos os dias, em todos os lugares mas que raramente paramos para contemplar.


A vista da Bahía de Todos os Santos, desde cima do elevador Lacerda, com um pôr do sol de tirar o fôlego, me faz pensar que São João está feliz com as comemorações de Salvador e estou feliz por presenciar, registrar e compartir esse momento.



Para completar o dia, ou melhor a noite que surgia depois do pôr do sol, São João mandou a lua tão redonda e cheia de si, trazendo ainda mais beleza para essa festa.


Fotos: Raquel G. Oliveira
Para ver fotos de San Juan clique aqui


Feliz São João! ¡Feliz San Juan!
Beso e "xero"
Quel

viernes, 18 de junio de 2010

Dios es el silencio del universo y el hombre es el grito que da sentido a ese silencio

"Há momentos assim na vida: descobre-se inesperadameente que a perfeição existe, que é também ela uma pequena esfera que viaja no tempo, vazia, tranparente, luminosa, e que às vezes (raras vezes) vem na nossa direcção, rodeia-nos por breves instantes e continua para outras paragens e outras gentes."
In Manual de pintura e caligrafia, ed. caminho, 6ªed., p. 291

Não me sinto capaz de escrever sobre esse grande homem, mais por outro lado a vontade de dividir a tristeza e a imensa admiração é grande, por isso faço uso desse espaço e compartilho três links que me parecem ilustrador, importante e uma boa aportunidade de conhecer Saramago através da hipermídia.

O primeiro é um excelente texto do também admirável Humberto Eco, "Un bloguero llamado Saramago", prólogo da edição italiana do El Cuaderno, obra que recolhe os comentários que o Nobel português publicou em seu blog até março de 2009 (e agora é mantido pela fundação José Saramago).


O terceiro link é uma galeria de fotos sobre uma exposição feita sobre o autor.
Saramago,
A você sossego e a nós, só nos resta o desassossego. Descanse.
.....
E a vida segue... enquanto isso aqui na Bahia, Maria Bethania comemora 64 anos como "uma jovem senhora cheia de juventude". Parabéns e vida longa!
Besosss a todos
Raquel

domingo, 9 de mayo de 2010

Lembranças de vovó




Fecho os olhos e volto no tempo. Tenho 10 anos de idade. Estou brincando com outras crianças em uma rua de terra, em Lorena, uma cidade do interior de São Paulo. Minha vó grita e o cachorro late e sei que que é hora de entrar para almoçar. Não sem antes lavar as mãos e ajudar a colocar a mesa. Saboreio uma comidinha simples e deliciosa: arroz, feijão e bife acebolado feitos num fogão a lenha, e acho até gostoso salada de chicória temperada com limão. Não tem ninguém que faça uma salada de chicória igual a Vó Alzira. Depois do almoço escuto minha vó repetir o seu ditado preferido: “serviço de criança é pouco, mas quem perde é louco” e assim sei que tenho que ajudar a arrumar a cozinha. Assitimos juntas alguma novela do Vale a pena ver de novo, e lá vou eu novamente brincar na rua, jogar queimada com bola de meia, esconde esconde, pular corda, ver os meninos empinarem pipa ou sem que vovó saiba brincar de salada de frutas, em que o cardápio é beijo, abraço ou aperto de mão. A tarde passa rápido é hora do café passado no coador de pano, se tenho sorte será acompanhado de um bom pedaço de bombocado de fubá quentinho e se quiser tem também a melhor paçoquinha do mundo, feita num enorme pilão de madeira e acompanhada de banana.
Chegou as férias e posso ficar uma semana na casa de vovó, sem papai, mamãe e os meus irmãos. Vendo televisão na sua enorme e confortável cadeira de balanço. Brincando no quintal repleto de árvores e com uma banheira antiga, algo que sempre me pareceu surreal, por que uma banheira no quintal? Mas ao mesmo tempo muito legal, essa banheira se transformava em tantas coisas em minha imaginação, podia ser uma nave, uma cama, um caldeirão mágico e até uma banheira. Brincar, brincar e brincar na rua cheia de crianças ou com meus primos que vejo tão pouco durante o ano. A noite sempre tem histórias no quartão de sua casa, ela me conta do tempo que era moça ou sobre as façanhas do meu vovô Silvio, um homem bom e corajoso que que se alistou aos 17 anos para servir o país numa Itália em tempos de guerra, ou alguma história da minha mãe ou de alguma outra tia. Histórias que nem me lembro mais, mas eram contadas por um senhora bonita, elegante e batalhadora que criou seis filhas e um filho com muita luta e dignidade e ajudou no que pode na criação dos netos.
Uma saudade profunda e dolorida faz com que me sinta feliz por ter essas imagens de minha infância e triste por não poder dizer mais a vovó o quanto a amava, o quanto a achava bela e fui feliz em sua casa.


Depois de uma semana difícil, numa cidade em que não conhecia nada, nem ninguém, prestando um concurso em que utilizei todas as minhas forças e coloquei toda a minha fé, uma experiência válida, por me mostrar o quanto sou capaz, e ao mesmo tempo injusta, porque não adiantava quanto esforço eu colocasse, o concurso já tinha a sua única vaga reservada para uma candidata específico, estava eu exausta no aeroporto esperando o voo que estava atrasado para voltar a Salvador. Resolvo dar uma olhada rápida na internet e vejo que uma prima minha coloca em seu orkut, “Luto. Saudades, te amarei para sempre” abaixo da foto de minha vózinha. Fico sem entender por alguns segundos até que a ficha cai. Minha avó morreu. Ligo correndo para minha mãe que não está em casa, pois tinha viajado para ir ao velório. Fico perplexa e não consigo me conter e sozinha desabo a chorar compulsivamente naquele saguão de aeroporto. Alguém vem e me oferece um copo de água. O embarque se inicia, levanto e sem perceber deixo cair meu RG no chão. Alguém me devolve. O voo estava cheio, e tive que viajar ao lado de um cara que não parava de falar, quando tudo que eu precisava era de silêncio, era que me deixassem chorar em paz.

Em Salvador, consigo falar com minha mãe que me explica que não havia me dito nada, pois eu estava no meio de um concurso de vários dias e a noticias iria me desestabilizar. Eu a entendo, mas sofro por não haver estado presente nesse ritual de despedida. Ela me acalma e diz que foi lindo, que todos os filhos estavam presentes e alguns netos e bisnetos e que teve choro, risos e cantoria. Ela me conta que o velório foi emocionante, e que a atmosfera foi de muita paz. Tranquilizo-me, mas ainda sinto por haver perdido esse momento.

Ela me conta que em seu retorno, de madrugada, um caminhão bate na traseira do carro em que estavam, e que o carro saiu da pista, ficou bem amassado, mas que eles não sofreram nenhum arranhão. Agradeço imensamente a Deus por ter poupado meus pais, pois posso lidar, não sem dor, com a passagem da minha avó, mas não estou preparada para perder meus pais. E possivelmente nunca estarei.

Vivo dias difíceis, mas surge uma brecha no trabalho e não penso duas vezes, de um dia para outro estou voando seis horas para passar o dia das mães com minha mainha.

Hoje estou em paz, feliz, realmente feliz por estar ao lado dela, de podermos viver esse luto juntas, de compartilharmos a lembrança e o amor que sentíamos por nossa amada Alzira Camoezi Gomes.

Agradeço a vovó por ter me dado uma mãe tão fantástica e agradeço a minha mãezinha pela oportunidade de ter convivido com uma avó que mesmo morando longe, durante toda minha vida sempre esteve presente.

Desejo que todas as filhas/os possam curtir imensamente suas mães e que todas as mamães possam curtir imensamente seus filhos, fisicamente ou na lembrança e que Deus abençoe muito essa relação tão divina que é ser mãe e ser filha/o.

Felicidade, paz e amor a todos que aqui passarem.
Besosss
Quel

jueves, 6 de mayo de 2010

O livro de sua vida - Dançando para aprender a viver


Dançando ela pensa em escrever um livro. Na verdade ela já pensou várias vezes. Já pensou em livro acadêmico, de viagem, de fotos, mas ela acha que o melhor mesmo seria um livro da sua vida. Ela poderia sentar e começar escrever agora mesmo. Afinal histórias para contar não lhe faltam. Imagens de um filme bem acelerado passam em sua mente.
Quantas histórias na mesma história. Histórias que se fecham e voltam a se abrir. Histórias com começo estranho e final bacana. Histórias que eram conto de fadas, virou filme de terror, e depois animação em 3D.
Histórias de suspense, de superação, e claro muito romance! Porque se tem um coisa que ela não desiste é do amor.
Ai quantos amores e desabores essas menina-mulher já teve.
Podia estar casada, separada, viúva e com filhos. Mas não, ela está solteira e se sente bem, se sente livre, jovem e também madura.
Está com toda vontade de arriscar, seja num novo romance, numa nova cidade e num trabalho diferente, ou seja ficando só, na mesma cidade e com a mesma atividade.
Ela quer arriscar querer e conseguir mais, de tudo! Alias, isso para ela nem é arriscar, é seu estado de espírito natural. A diferença de agora é que ela se arrisca com o mesmo peito aberto, mas qualquer imprevisto, ou surpresa, ela tem um plano B, ela aprende a lição mais rápido e continua em frente.
Claro que ela olha para trás, na verdade ela faz isso bem frequentemente, porém só como ponto de referência para o momento atual e para melhor seguir fazendo planos e alcançando metas.
Acho que ela herdou isso do pai, da profissão dele. Profissionalmente, ela acabou tomando um rumo bem diferente do seu progenitor, mas leva muito dele em suas atitudes.
E o que falar do que ela traz da mãe. Caramba, elas são uma em duas, ou duas em uma? Vou usar uma metáfora literalmente bem pobre e infantil. Sabe aquele chiclete ping pong 2X1 (nem sei se existe mais, há tempos só masco chiclete sem açúcar) - Dois sabores no mesmo chiclete. Tipo morango banana, melão com laranja, marshmallow e Coca Cola... quando você coloca na boca da para sentir os dois sabores e conforme você vai mastigando os gostos vão se misturando. Assim, é ela e su mamazita, com a vantagem, que diferente do chiclete, elas não perdem o gosto quando o tempo passa.
Ela ainda leva atitudes que foi colhendo ao longo da vida, com seus irmãos, amigos, mestres e aquelas pessoas estrategicamente colocadas no universo e com aquelas que ela nem se da conta, características de suas personagens favoritas e de gente anônima do dia a dia.
Mas voltando a pensar no pensamento dela, ela divaga em como poderia começar seu livro, há tantas maneiras...
Em que momento da história ela começaria a narrar? Começaria com o momento presente ou com o passado?
Nada muito certinho, agora não se usa mais narrativa linear, nada contra, acho que tanto em roteiro de filme, como em enredo de um bom livro, o clássico, começar pelo começo, o meio é onde o conflito é gerado e o final é o desfecho, nunca vai ficar fora de moda, quando se tem uma boa história nessa estrutura e bons personagens. Porém muito provavelmente, ela vai vai narrar de maneira mais desconstruida, porque é assim que as imagens de sua história vão aparecendo em sua cabeça e o leitor com sua subjetividade interpreta como quiser ou conseguir. Desculpe o óbvio, mas a história de alguém não começa no dia em que ela nasce e não termina no dia que ela morre.
Bom, o livro ainda não vai sair, porque antes de apresentar o quebra cabeça para vocês, ela precisa resolver algumas questões, encaixar algumas peças, jogar mais de aprender a viver.
No caso dela, acho que me expressaria melhor dizendo:
Ela vai continuar dançando para aprender a viver e contar.

jueves, 15 de abril de 2010

Esse papel não me pertence



Como muitos sabem já fui atriz de profissão, alguns dizem que sempre serei, é só eu querer que poderia voltar à ativa. Pode ser. Mas a verdade é que todos somos atores em nossas próprias vidas, vivendo diferentes personagens conforme a situação nos pede.

Repetindo o mesmo texto batido em tantos discursos que, às vezes já nem sabemos mais se acreditamos naquilo. Mudando o texto quando é conveniente e preciso, ou improvisando quando não há outra saída.

Trocando de figurino quando já está apertado, velho, desgastado, ou simplesmente não é o traje adequado para o papel, a cena ou o cenário.

Usamos máscaras quando não conseguimos expressar o que sentimos, ou não estamos seguros poder transmitir. Usamos para exagerar os sentimentos e ganharmos visibilidade, ou quantas vezes não as usamos para esconder aquilo que não desejamos revelar, para sentirmos protegidos.

Somos filhos, pais, amigos, namorado, marido, chefes, empregados, estudantes, submissos, autoritários, desocupados ou worlkaholic, diversos papéis que o mesmo ator representa, ou vive, se a palavra representar parecer inadequada.

Em todos os papéis podemos ser também diretores da cena, ou marionete da execução. Ás vezes decidimos conscientemente, outras vezes o destino, a vida decide por nós.
Entretanto, tem um papel que, nem sendo profissional ou amadora, nem decidido ou imposto eu nunca gostei de atuar. O de vítima. Ô papelzinho chato, desqualificado e comum. Sempre tem alguém perto da gente que adora esse papel, que o faz com maestria, mas que nem assim me da inveja.

Claro, reclamo da vida, me queixo do mundo, me revolto com as injustiças sociais e políticas, me decepciono com a atitude alheia, e me frustro com meu próprio comportamento. Sou humana, sou normal (não muito de perto), sou emocional e é inevitável não fazer o papel de vítima hora ou outra. Mas venhamos e convenhamos, quando podemos escolher onde queremos encenar, com quem queremos contracenar, quem será a nossa platéia, qual a emoção que rege a cena, qual o texto que vamos falar, tem tanto papel melhor para se viver.

Posso e sou vítima sim em alguns momentos, mas que sejam momentos breves e que eu logo perceba que há figurinos mais glamorosos, sexy, interessantes e inteligentes de se vestir. Tem tanto papel mais produtivo para mim e para sociedade, então prefiro viver o papel de guerreira, de aprendiz, de comunicadora, de mutante, de louca, de ambientalista, de viajante, de cidadã, de amante...

Amante do meu espetáculo diário, do espetáculo do outro, da arte, da vida, da natureza, do nascimento, do amadurecimento, da mudança, da prosperidade, da superação e da solidariedade.

Muita Merda!

Que abram as cortinas, quero pisar firme no palco, encarar meu público de frente, soltar o verbo, mexer o corpo, me emocionar, emocionar, pois há tempos já estou em cena.

Besosssss

Raquel G. Oliveira

domingo, 11 de abril de 2010

Dói sim, mas eu escolhi assim


Enquanto estivermos vivos sempre temos, no mínimo, duas opções:
Ficar parado ou seguir em frente.
Remoer o passado ou viver o presente.
Viver no futuro ou deixar ele acontecer.
Seguir insatisfeita e junto a alguém, ou separar e poder ser feliz.
Correr riscos ou ficar na mesmice.
Odiar o chefe ou mudar de emprego.
Reclamar da vida ou agradecê-la.
E a lista segue...

Às vezes, o que acontece é que sabemos qual opção, caminho, escolha ou decisão devemos tomar, mas nos falta coragem. Porque tal decisão acarretará uma serie de outras opções, caminhos, escolhas ou decisões que ainda não conhecemos.
Também acontece, em alguns casos, que já fizemos nossa aposta, mas ela segue interna. Entre saber o que fazer e conseguir fazer, existe uma distância absurda. A boa notícia é que conforme essa decisão vai crescendo dentro da gente, a brecha vai diminuindo e quando vemos, a ação está feita.
Perdemos a segurança que tudo vai dar certo, que nossos sonhos serão realizados, não no tempo que queremos, e sim no tempo que lhe é devido.
Falta-nos força para não voltar atrás, porque o que ficou conhecemos e o que virá só o tempo dirá.
Esquecemos que é importante confiar em Deus, na benção que é estar vivo, na magnífica força que cada um trás dentro de si.
Dar um passo adiante significa mudar de lugar, de perspectiva. É a possibilidade de olhar e ver diferente. E, possivelmente teremos que nos acostumar com a nova luz, da distinta paisagem.

Vivemos apegados, a roupas, livros, papéis, pessoas, cidades, situações, histórias, palavras, promessas, sentimentos que já fazem parte de um passado que nada tem a ver como o nosso presente e muito menos com o futuro que sempre desejamos.

Deixamos de sentir que viver é reinventar-se, redescobrir-se e amar-se cada dia mais.

Doem algumas decisões, machuca alguns caminhos, dilaceram determinadas escolhas, mas também nos liberta, quando fazemos a opção certa.

E certa é aquela, que contrariando o que a razão diz, o coração grita, os sentidos não escondem e são unânimes no mesmo sentir.

Dói porque fazer o certo, não quer dizer fazer o mais fácil.
Dói porque teremos que contar mais com a gente mesmo, e quem sabe, não teremos nada mais do outro.
Dói porque estamos vivos, sentimos e o sentir faz com que as lágrimas não tenham controle, que as mãos suem e tremam, que o coração fique apertado e realmente com aquela sensação de rachado. Dói porque as palavras hora faltam, hora atropelam. Dói porque morder os lábios passa a ser uma dor agradável. Dói porque seguimos vendo um filme dessa história na nossa cabeça. Dói porque seguimos aprendendo com os erros e acertos, mais principalmente com os erros. Dói porque não queremos sentir remorso, resignação, nem frustração. Dói porque é assim que tem que ser.

Mas é assim que tem que ser, porque escolhemos a opção de sofrer pelo tempo que for necessário. Poderíamos paliar a dor, enganar os sentimentos, distrair os pensamentos, mas essa não seria a opção certa. Tudo isto estaria dentro da gente esperando, e possivelmente crescendo até o momento em que não pudesse mais e se exacerbasse.

Temos sempre a opção de fazer isso ou aquilo, de pensar assim ou assado, de dizer pouco ou dizer muito, de sentir tudo e não sentir nada, de viver dessa ou daquela maneira. Eu escolho a intensidade.

Se não for para ser inteiro, verdadeiro, completo e intenso não serve para mim. Por isso hoje, escolho sofrer, pois sei que é uma catarse, que logo, bem ali adiante vai me dar à possibilidade de escolher ser feliz.

Porém sempre, sempre mesmo, tem uma opção, que não abro mão: ser agradecida por tudo que vivo.

Beijos no coração e abraços na alma a todos que passarem por aqui
Raquel G. de Oliveira

miércoles, 24 de marzo de 2010

A dança da narcisa contente


Danço sozinha,
Feliz
Porque sou minha melhor companhia
Danço a vida
A morte
O estar presente
Danço o fim
O recomeço
O seguir sempre em frente
Danço com música
Danço com o vento
Com o mar
Com tudo que haja movimento
Danço por que amo
Porque sofro
Danço pelo riso
Pelo choro
Ou por qualquer emoção que nasça do peito
Danço pelo Sou
Pelo Estou
Pelo fui, pelo estive
Pelo serei, pelo irei
Danço nua
Danço bela
Dança etérea
Dança que regenera
Bailo livre,
em comunhão com o universo
o ritmo que toca no meu coração.


Raquel Gomes de Oliveira


miércoles, 17 de marzo de 2010

De onde você é?



Pelos caminhos que ando,
um dia vai ser.
Só não sei quando.
Leminski





Tem uma pergunta bem simples que acho super chata de responder, na verdade há anos que já tenho esse desprazer de contestar a dita cuja, mas de um tempo para cá, vem sendo pior.
A tal perguntinha é a seguinte: De onde você é?
O que essa indagação realmente quer dizer? Onde eu nasci? Onde eu vivi? Onde eu vivi em qual fase da minha vida? Ou quer dizer: De onde eu me sinto? Ou, da onde é o meu sotaque? Qual é meu país ou qual é a minha cidade?
Sei que uma pergunta simples assim, ingênua até eu diria, não deveria me fazer titubear tanto para responder. Mas vejam bem meu histórico:
Meus pais se conheceram em Lorena, interior de São Paulo, tiveram 3 filhos, um em cada cidade. Eu nasci em São José dos Campos, mas deixei a cidade com 2 anos de idade e depois poucas vezes voltei. Sei que é uma cidade muito bacana, porém não a conheço, não tenho memória desse lugar, então realmente não me sinto “Joseense”.
Depois meus pais foram morar em Araras, também interior de São Paulo, e lá vivi 15 anos, ou seja, minha infância e o inicio da minha adolescência são ararenses. Hoje são poucas as oportunidades que tenho de visitar essa cidade, mas a guardo com todo amor em meu coração, não só pelas muitas histórias que vivi neste lugar, mas principalmente pelas pessoas que conheci. Desde minha amada afilhada e sua família, a amigos que estudei junto durante 10 anos, ou vizinhos que se tornaram amigos para toda a vida. Tenho o privilégio de manter uma amizade sólida e bela com várias pessoas dessa época. Amizades que tem 20, 25 anos e certamente terá 30, 40 se seguirmos cultivando esse carinho, e a Internet facilita muito esse contato.
Entretanto, durante esse período estudei 3 anos em Pirassununga, e na cidade da cachaça 51, tomei meu primeiro porre, de pinga claro! Fui atriz, fui professora primária e fiz excelentes amizades que também cultivo até hoje e fui muito, mais muito feliz. Foram 3 anos tão intensos de descobertas e aprendizados que certamente muito do que sou hoje está relacionado com esse período.
Até ai, vocês poderiam me dizer: você é de São Paulo. Só que eu não sou da capital, então já tenho que especificar, sou do interior de São Paulo, mas as pessoas não se contentam com essa resposta e sempre perguntam: Interior! Percebi pelo seu sotaque. De onde?

Depois meus pais foram a Curitiba. Eu achei o máximo mudar de cidade e de Estado!
Foi fantástico, me profissionalizei como atriz, me formei como Relações Públicas, vivi minha experiência amorosa mais intensa e literalmente maluca. E depois de 8 anos vivendo na cidade, como não sentir um pouco Curitibana? Como não gostar de usar casacos e botas e pertencer um pouco a cidade de Leminsky e Dalton Trevisan.

Eu terminei a faculdade e queria cair no mundo e meu pai se aposentou e queria sossego. Fui para Grã Bretanha, morei na capital do País de Gales, Cardiff e na Inglaterra vivi 5 meses em Londres. Está certo, não é meu idioma, nem meu país, mas assimilei algumas coisas daquela cultura que não quero abrir mão jamais. Só para citar uma delas o costume diário de dizer palavras gentis como: thank you, sorry and excuse.

Voltei ao Brasil e vivi um ano com meus pais, que haviam se mudado para Itajaí, em Santa Catarina, novamente uma outra cidade e um outro estado. Na verdade tinha a casa de meus pais como referência pois durante esse ano passei um tempo em João Pessoa e trabalhei uns meses na praia do Rosa, uma praia paradisíaca de SC. Porém meus planos eram claros e fui a Barcelona por 7 anos para fazer mestrado e doutorado. Sempre voltava a casa uma vez por ano, e sentia que aquela casa, naquela cidade era também meu lar. Santa Catarina é bela e perfeita para momentos em família.

Sobre Barcelona, não preciso nem dizer como me identifico com vários aspectos da cultura catalana e como amo aquela cidade. Mesmo assim, vivendo nela algumas vezes pensei e senti como Fernando Pessoa, que minha pátria era minha língua, a língua portuguesa. Hoje essa máxima me parece limitada.

Agora estou na Bahia, e me sinto muito bem aqui. Porém há momentos que me sinto mais estrangeira do que quando vivia em Barcelona, meu sotaque me denuncia. É eu abrir a boca que mais rápido que eu imagine alguém lança a fatídica pergunta.
Você é da onde?
Já dei tantas respostas diferentes. Tento pensar rápido, as vezes resumidamente conto sobre os lugares que passei, outras vezes simplesmente digo São Paulo, sentindo o coração dentro do peito bater diferente querendo dizer: “e os outros lugares que também estão aqui?”

Pensei numa resposta que me satisfaça, mas que certamente não cessarão novos questionamentos.
Por hora digo: sou Baiana.
E a pessoa reage: Baiana?
Sim, porque eu sou da onde eu estou, e me sinta bem!
E mais rápido do que alguém possa argumentar, faço eu a pergunta:
Algum problema com isso?


Besitossss e axé
Quel

domingo, 7 de marzo de 2010

Número 7 - e o selo perfeito

Tempinho atrás recebi um selo todo etéreo, como a mescla de brisa e borboleta, realmente a minha cara! A cara do ComuniQuel. Adorei o presentinho da minha afilhada Laís, do blog Leis da Laís, que por sinal sempre tem textos... como dizer... doces!!! hehehe (quem frequenta o blog dela sabe porque escolhi essa palavra). Enfim, vale a pena conferir, já falei isso aqui no ComuniQuel, e não é porque é minha afilhada.
Bueno... voltando ao selinho, como hoje é dia 7 resolvi postá-lo com suas devidas exigências. Ele vem acompanhado da premissa que tenho que escrever 7 coisas sobre mim e 7 blogueiros merecedores do selo!

Regras: 7 coisas sobre mim e 7 blogueiros merecedores do selo!

1º. Adoro o número 7. Nasci num dia 7 de 77, o que me fez gostar ainda mais deste selinho.

2º Amo viajar, meu trabalho mágico e ideal seria ser repórter de um programa de viagem, e poder contar todos os bastidores aqui no blog.

3º. Sou “multigóstica”. Não sou daquelas que tem UM gosto super definido para as coisas. Não tenho UMA cor preferida, nem UM prato predileto, nem existe A música, ou O filme que eu MAIS goste. Gosto de vários, ou alguns em cada categoria. Minhas escolhas dependem do momento, da situação ou do estado de espírito. Ah! Acabei de revalidar que toda regra tem sua exceção e descobrir que eu tenho O número, o 7 é o meu preferido!!!! Depois vem o 3, e qualquer dia escrevo sobre ele...

4º. Gosto de inventar palavras. Às vezes acho que faltam palavras no vocabulário, ou que deveriam ter mais significados ou significados mais amplos. Por exemplo: a palavra familiar, deveria também ter o significado de amar a família. Você poderia dizer: Esse fim de semana eu vou familiar. Isso quer dizer que você vai passar um tempo com sua família e vai ama-los muito. Óbvio que também inventei “multigóstica”, mas achei que soou bem. Que tal?

5º.Preocupa-me demais a quantidade de lixo que produzimos, e como desperdiçamos tantas coisas (água, luz,...) e como as pessoas, de modo geral, estão pouco sensibilizadas para questões relacionadas ao meio ambiente.

6º. Também me tira do sério quem abandona os animais de criação, como se eles fossem brinquedos descartáveis, que no primeiro problema ou grande gasto se desfazem deles com a maior facilidade.

7º Sou imensamente agradecida por tudo que sou e tenho, e por todos os momentos vividos.

Blogs que indico e regalo o selinho:

Djabal: http://djabalmaat.blogspot.com/
Lau:
http://renascendo-lau.blogspot.com/
Ana Guimarães:
http://ogozodaletra.blogspot.com/
Calmon:
http://viverpuramagia.blogspot.com/
Elika:
http://elikatakimoto.blogspot.com/
Priscila:
http://priscilarode.blogspot.com/
Rose:
http://rosasasclaras.blogspot.com/

Como adoro o número 7, deixo aqui algumas assossiações fantásticas com esse número.
O número 7 é sagrado, perfeito e poderoso; afirmou Pitágoras, matemático e Pai da numerología.
A soma de 3 + 4 = 7 está presente em várias religiões.O 3, representado por um triângulo (a Santíssima Trindade, por exemplo) é o Espírito; o 4, representado por um quadrado (a representação dos elementos do mundo físico: terra, água, ar e fogo) é a Matéria. Sendo assim o 7 é o Espírito na Terra, sustentado pelos quatro Elementos, ou a Matéria "vivificada pelo Espírito". É o espírito encarnado.

VEJAMOS ALGUMAS CURIOSIDADES RELACIONADOS AO NÚMERO SETE:


7 são as virtudes: Fé, Esperança, Caridade, Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança.

7 são os pecados capitais: Soberba, Ira, Inveja, Luxúria, Gula, Avareza e Preguiça.

7 são os sacramentos da Igreja Católica: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Ordem, Matrimônio e Extrema União.

7 são as Obras de Misericórdia:Dar de comer a quem tem fome, Dar de beber a quem tem sede, Vestir os nus, Dar Pousada aos Peregrinos, Visitar os enfermos e encarcerados, Remir os cativos e Enterrar os mortos

7 são os braços do candelabro Judeu, indicando os 7 dias da criação.

7 são as notas musicais com 7 escalas , 7 pausas e 7 valores.

7 são as cores do Arco- Íris.

7 foram as pragas do Egito.

7 são os Arcanjos: Miguel, Jofiel, Samuel, Gabriel, Rafael, Uriel e Ezequiel,

O Pai Nosso e a Ave Maria são orações compostas cada uma delas, de 7 orações (frases).

7 são as Leis Universais: Natureza, Harmonia, Correspondência, Evolução, Polaridade, Manifestação e Amor.

7 são os dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor a Deus.

São 7 as glândulas endócrinas:Hipófise, Tireóide, Paratireoides, Supra-renais, Sexuais, Timo e Pâncreas.

São 7 os nossos chacras :Básico, Esplênico, Umbilical, Cardíaco, Laríngeo, Frontal e Coronário.

7 são os grandes mensageiros:Krisna, Buda, Lao-Tse, Confúcio, Zoroastro, Moisés e Jesus.

7 meios tem o homem para se tornar puro (segundo o Budismo): Domínio de si mesmo, Investigar a verdade, Energia, Alegria, Serenidade, Concentração e Magnanimidade.

7 são as Obras de Misericórdia Espiritual:Dar um Bom Conselho, Instruir os Menos Esclarecidos, Corrigir os que Erram, Consolar os Aflitos, Perdoar as Injúrias, Suportar Pacientemente as Fraquezas do Próximo e Rezar pelos vivos e Falecidos.

A Lua tem 4 fases de 7 dias cada.

E a lista segue...

Espero que tenham gostado, eu adorei ganhar o selinho, pensar em 7 coisas sobre a minha pessoa, escolher 7 blogs e pesquisar sobre o número 7.

Então só posso me despedir com 3 beijos + 4 abraços.

Quel

jueves, 4 de marzo de 2010

ChicaBacanaCatalanaBahiana


Tanta coisa aconteceu nos últimos meses, tantas emoções vividas e assimiladas com dificuldades que acabei não conseguindo plasmar em palavras o vivido.
Primeiro foi a angústia de fim de tese, que de alguma maneira vocês acompanharam. Capítulo seguinte foi a defesa da mesma, que ficou bem postada neste blog e depois veio a mal registrada incerteza do futuro profissional.
Dividi com vocês que estava me despedindo de Barcelona, depois de morar 7 anos nessa maravilhosa capital catalana, mas não contei para onde ia. Porque na verdade, há algum tempo sabia que deixaria a cidade, mas não sabia onde era meu destino.
Surgirão duas possibilidades mais fortes. A possibilidade de fazer um concurso em Manaus para dar aula na Universidade Federal da Amazônia, no curso de mídias digitais. Digo a possibilidade, porque num primeiro momento meus títulos espanhóis não estavam validados no Brasil e eu não poderia de fato participar. E a segunda opção seria me candidatar a uma bolsa CAPES para novos doutores, na Universidade Federal da Bahia, num projeto sobre internet e democracia, ou seja num projeto que eu não tinha o perfil desejado.
Para minha grata surpresa as duas possibilidades se concretizaram e quase pirei pensando onde deveria morar e qual trabalho deveria aceitar. Os dois caminhos tinham claros vários prós e contras, e colocar na balança foi complicado.
Por um lado estava a segurança de virar funcionária pública de uma universidade em Manaus, com um excelente salário, dando aula sobre um tema sobre o qual havia estudado. E não ter, que por um bom tempo, pensar em me mudar e já poder planejar outras áreas da minha vida.
Por outro, estava um salário reduzido a metade, num projeto que eu desconhecia, e da qual teria que estudar muito para acompanhar e aportar conhecimento, mas numa área interessante e necessária a qualquer cidadão pensante, a área de política. Além do desafio de entrar crua num grupo de estudo já avançado em pesquisas na área de democracia digital, também estava o desafio de fazer parte do quadro de professores de uma das melhores universidades de comunicação do país, que já é qualificada com conceito 5 da CAPES, o que significa o mais alto índice de qualificação como referencia nacional de estudo de pós graduação em comunicação. E batalhando para conseguir o conceito 6, o que constituiria referência internacional. Ou seja, resumindo estaria num ambiente acadêmico bem exigente.
Como boa libriana consultei minha cabeça e meu coração muitas vezes, eles manifestavam posições distintas. A cabeça dizia que eu deveria buscar a estabilidade financeira e profissional, o que poderia também gerar uma estabilidade emocional, pois facilitaria a vinda de meu namorado e meu gato da Espanha...rsrsrsr
Entretanto o coração, em seu discurso dialético, dizia que eu não precisava ter pressa de buscar essa estabilidade, que esse momento chegaria, que agora valia mais a pena seguir me formando e ampliando horizontes com o pós doc.
Outro ponto que pesou muitíssimo foi as cidades em que moraria: Manaus ou Salvador? E todos foram unânimes quando contei meu dilema: Salvador !
Consultei mais uma vez o meu coração e a decisão se consolidou. Comecei então de fato a me despedir com mais agilidade de tudo e de todos, da vida que dentro em pouco não seria mais minha.
Para minha surpresa, foi um processo ultramente doloroso. Me emociono ainda de lembrar. Mesmo ciente que deveria mudar, que este era o momento mais adequado, e pelo qual vinha esperando desde algum tempo e tentando me preparar para ele descobri que não estava preparada. E que talvez nunca estamos quando é preciso romper com algo que se ama.
Eu sei que Espanha, Barcelona não vão sair do mapa, e que meus amigos de lá sempre me receberam de portas abertas, com vinho, batatas bravas, pão com tomate e jamón. Mas uma etapa importante e grandiosa da minha vida se finalizou, merecidamente e gratamente, para outra também relevante e magnífica se iniciar, mas é outra. É isso é sentir felicidade e tristeza “a la vez”.
Eu desconhecia que se podia sentir, por um tempo longo, esses dois sentimentos tão oposto dentro do mesmo coração.
E foi assim, entre a intensa alegria da nova vida que me esperava e a tristeza profunda do que já não mais existiria, me despedi da minha casa, do meu bairro, da cidade, das festas, das comidas, das viagens e principalmente das pessoas. Tentei levar a situação de maneira tranquila, porém em alguns momentos era impossível, porque meus amigos se despediam de mim com uma grande carga emocional, eles também sentia "a la vez" um grande de orgulho pelo o que eu havia conquistado e consternação por eu não mais fazer parte de seu convívio próximo. Achei que ia me desidratar de tanto chorar, e as choradeiras eram recíprocas, acho que nunca havia visto tanto amigo chorar.
Cheguei ao Brasil e precisei de colo, fui ficar uns dias em casa de mamazita y papito, ou melhor dizendo agora, de mainha e painho. Aproveitei todos os mimos deles, da minha irmã, do meu cunhado e dos 4 cachorros e 3 gatos que moram nesse maravilhoso lar.
Há uma semana estou em Salvador, ainda estou me centrando, mas estou amando a opção que fiz, mesmo que eu sinta que isso aqui talvez seja mais passageiro do que eu pudesse imaginar (já os contarei), e que não importa o tempo que fique aqui vai ser um aprendizado incrível. Enfim, finalmente posso começar a dividir com vocês minha nova vida, como diz um querido amigo catalán, a vida de uma ChicaBacanaCatalanaBahiana.

Besitossss e Axé
Foto: Fim de tarde em Salvador por Raquel Gomes de Oliveira

martes, 19 de enero de 2010

Roupas, papéis e sentimentos

Estou voltando ao Brasil, e isso significa, entre muitas coisas, eliminar o muito acumulado em mais de 6 anos em Barcelona. Primeiro foram as roupas. Tenho muitíssima, mas não pensem que sou a típica consumista, que precisa comprar roupas novas a cada estação. Como dizem algumas amigas tenho corpinho de pobre, tanto a tamanho P como M, e às vezes o infantil ou o G servem em mim. É realmente algo incrível. E para somar a esse fator tão adaptável de tamanho, não tenho um estilo definido e nem cores preferidas. Por tudo isso sou a pessoa perfeita para aceitar doações. E minhas amigas estão sempre me repassando o que elas não querem mais. Nunca tive problemas com roupa de segunda mão, muito pelo contrario, já no Brasil amava comprar em brexós. Durante anos minha grande terapia semanal e da minha mãe, era irmos ao “barracão”, como eu denominei um lugar que era exatamente um barracão, em que as freiras vendiam a preço absurdamente barato, uma vez por semana, roupas que viam em contaneirs de doações de pessoas de diversos lugares da Europa. Para mim representava poder, de forma barata e com qualidade, viver diferentes personagens no meu dia-a-dia e me vestir diferente das outras pessoas. Acredito que seja "culturalmente" consumismo a facilidade, que em alguns lugares, as pessoas tem para se desfazerem de seus objetos. Lembro-me que quando morava em Londres, uma vez encontrei dobradinhas em cima de um muro baixinho de uma casa, 25 peças de roupa em excelente estado, e acreditem todas serviram em mim. Isso foi há 8 anos atrás e até hoje ainda tenho algumas dessas peças de roupas. Aqui em Barcelona foram incontáveis as vezes que episódios semelhantes a esse sucederam. E assim fui acumulando roupas. Não pensem que tudo que acho pego, ou mantenho. Estou sempre reciclando, e repassando a outras amigas aquilo que não quero ou que acho que ficará melhor em elas, algumas vezes guardo peças especiais para levar ao Brasil e dar aos meu parentes, e eles adoram! E claro, também dôo muita coisa a lojas de segunda mão aqui, que a venda é revertida para ajudar crianças africanas.
Mas quanto mais eu repasso roupas, mas roupas me chegam, e uma energia que circula muito. Cheguei a desenvolver um poder especial, mentalizava que precisava de umas roupinhas de verão e encontrava uma bolsa cheia, às vezes encontrava tanta coisa ao mesmo tempo que mal conseguia levar para casa. Minha última metalização foi um casaco preto de inverno e uma amiga me deu dois, sem saber que eu estava precisando. Sei que não será assim no Brasil, mas de qualquer forma tinha que selecionar o que queria de fato levar, e não foi algo tão difícil de fazer, já que foi gostoso ver que minhas amigas ia querendo com entusiasmo ficar com aquilo deixava para trás.
O difícil foi chegar na eliminação de papéis, e sou daquela que le cada papelzinho que guardei antes de jogar fora. Uma primeira eliminação é fácil, cartões de gente que eu não me lembro quem é, contas, extratos antigos. Enfim, tranquilamente uma boa quantidade de papéis foi parar no lixo reciclável. Então chega às decisões mais difíceis, já que tenho muita informação acumulada de viagens feitas. Uma entrada no museu de Ana Frank me faz lembrar de toda sua historia e a emoção que senti visitando esse lugar. Um bilhete de trem a Cinque Terre, na Itália, me faz lembrar da minha aventura de viajar sozinha por essas paradisíacas praias. Uma bolacha de cerveja de um bar, me faz lembrar do dia que eu conhecia uma amiga fantástica que hoje sou madrinha de seu casamento. Um mapa do museu Louvre me recorda a viagem enamorada que fiz com Matheus a Paris. E assim, vou redescobrindo papéis em que tenho uma dificuldade enorme em me desfazer, porque são como um bilhete de viagem ao tempo, com direito a reviver emoções. E algumas delas de maneira mais forte. Assim cheguei em duas cartinhas, uma de meu pai e outra da minha mãe. São lindas, e me passam tanto amor e força. São de 2003, quando estava iniciando minha trajetória em Barcelona. Chegaram no natal desse ano, meu primeiro natal em terra estrangeira, estava tão deprimida naquela época que receber suas cartinhas acompanhada de uma caixa cheia de mimos me fez ter mais fé e mais garra para finalizar o ano. Pensar no amor, e no apoio deles foi a arma que necessitava para seguir a batalha.
Reler essas cartas me emocionou tanto, primeiro me fez sentir o abençoada que sou por tê-los como pais. Mas tive também, em num piscar de olhos flashs de todos esses anos aqui. Da intensidade que vivi os momentos de sofrimento e de alegria, e pensar em algo que sempre tive presente em esses momentos, que tudo é passageiro.
Lembrei do amor e do apoio deles, mas também pensei em tantas pessoas novas que surgiram e foram, e são essenciais agora em minha vida, pensei nos amigos que tantos anos lealmente me acompanham a distancia, nos amigos feitos aqui, nos amigos de longa e curta data, mas que fizeram a diferença. Penso nas tantas viagens feitas... e como elas foram importantes para minha vivencia e amadurecimento. Sim, são só papéis, mas representam pessoas e fatos importantes de minha vida e quero levá-los comigo. Não confio na minha memória, e sei que ela receberá uma carga de energia e se revigorá cada vez que voltar a tocar essas pequenas jóias em forma de papéis.

jueves, 7 de enero de 2010

Reis Magos e "rebajas"


Ontem foi dia da visita dos Reis Magos, tradição muito forte na Espanha. Dia 6 de janeiro é o feriado mais aguardado das crianças daqui. E a popularidade dos Reis deixa o Papai Noel cheio de inveja já que as cartinhas (e os e-mails!) são escritos para Baltazar, Melquior e Gaspar.
Os Reis chegam desde Ásia, África e Europa na noite do dia 5 e passeiam em carros alegóricos pelas ruas da cidade distribuindo balas e doces. Acontecimento disputadíssimo não só pelas crianças, mas também por gente que não pensa na idade que tem ao dar tchauzinho para os Reis e disputar entre cotoveladas os doces que as majestades jogam para a multidão.
Minha amiguinha Shiadani, uma adolescente mexicana de 12 anos descobriu a tradição dos Reis em Barcelona há 6 anos atrás. Antes, suas cartinhas pediam por bonecas e jogos, a carta deste ano pedia um CD do Green Day e outro do Coldplay, mas não é porque seus gostos mudaram que ela deixou de curtir e esperar com ansiedade pelo desfile dos Reis e pela manha do dia 6, quando pode abrir os presentes deixados embaixo da árvore de natal.
Ela perguntou ao seu pai o que os Reis faziam com as cartas enviadas pelas crianças. Possivelmente ela já conhecia a resposta, mas esperava que seu pai ainda alimentasse a tradição. Quando ele respondeu simplesmente que as jogavam fora, ela ficou chateada com ele e disse: Eu não quero escutar isso, seu ladrão de ilusões!
Parece terno que ela, que já quer ter um namoradinho, que se preocupa cada vez mais com o estilo de roupa que veste, que deseja que seus seios cresçam rápido, que adora escutar rock e tocar guitarra, nesse dia mostra com toda força que ainda quer manter seu lado infantil. Talvez todos nós, em algum momento da vida defendemos o direito de manter nosso lado infantil e se alguém trata de jogar um balde de água fria em nossas ingênuas crenças, nós nos recusamos a aceitar.
Lembro que quando era criança, depois que passava o natal, não via sentido que minha mãe deixasse a árvore, o presépio e os enfeites de natal até o dia 6 de janeiro, e depois quando chegava esse dia, guardava tudo sem mais.
Eu conhecia a tradição cristã em que dizia que Melquior entregou ao menino Jesus ouro em reconhecimento de sua realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltasar, mirra em reconhecimento da humanidade (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).
Aqui na Espanha encontrei o sentido do dia dos Reis Magos. É o dia em que, não importa a idade que tenha, a ilusão e a fantasia voltam a estar no coração dos espanhóis, e naqueles que vem de outras culturas, mas se contagiam com esta festividade.
Claro, o consumismo também ganha espaço. Já que todos querem um presentinho dos “Reis”. E as “rebajas” (promoção) começam hoje!!! Vou ser sincera, quando não estiver mais na Espanha, vou sentir igualmente saudades das comemoraçoes dos Reis e das "rebajas". Ou será que mais que das "rebajas"? Pois só quem já viveu uma sabe o quanto é bom. O quanto ela te devolve a fantasia, te da vontade de ser irresponsavelmente infantil e sair comprando com uma rainha.

miércoles, 30 de diciembre de 2009

Carta para mim


Querida Quel,


Pois não me surpreende nada saber que você está doente. Gripe no inverno é bem você. Todo mundo que te conhece sabe que seu corpo não foi projetado para baixas temperaturas e se for acompanho de dias chuvosos, então piorou. E eu sei de um detalhe extra para você se sentir assim, borocoxo: sua família esta reunida no Brasil, num momento inédito. Primeiro fim de ano de seus pais e sua irmã, junto ao seu irmão, sua cunhada e sua sobrinha chinesa. Sei, sei... que não são só eles, tem sua afilhada, tem amigos, tem sua vó, suas tias, seus primos... Fica tranqüila que ano que vem você estará com eles.
Mas também tem outra coisa, esse mal estar que você está sentido, é a última queixa do seu corpo e da sua mente a este 2009, que foi tão difícil. Pode ter certeza que virando o ano, se o dia amanhecer ensolarado (detalhe bem importante), você vai ser estar novinha em folha, com corpo, mente e alma renovados. Afinal isso é o que todos desejamos para um ano que se inicia. Eu desejo isso e muito mais a você!
Você está vivendo um momento delicado de sua vida, tendo que se acostumar com a idéia que terá que deixar muitas coisas para trás, afinal são mais de 6 anos em Barcelona. Sei que é difícil até de alguém entender como pode ser prazeroso e sofrido deixar Barcelona. Prazeroso, porque você volta para o SEU país, para uma boa oportunidade na sua carreira profissional e para mais perto da família e dos amigos queridos, deixará de se sentir como uma emigrante sem oportunidade, numa Espanha em crise. A vida de "subemprego" já é coisa do passado.
Sei também, que apesar de todas as dificuldades que passou, você ama essa cidade!!! Nela descobriu tantas coisas, viveu tantas experiências distintas, conheceu tanta gente bacana do mundo inteiro, ampliou sua cultura, amadureceu, endureceu, amoleu... cresceu e se multiplicou.
E o conflito não é só deixar para trás e começar vida nova. É não saber onde essa nova vida será. Que será dentro de você, isso é certo!
Mas em que estado? Em que cidade? Quem será seus novos amigos? Conseguirá manter com o mesmo calor as amizades distantes? Estará sozinha ou acompanhada? Como será sua nova casa? E que trabalho realmente terás?
São perguntas que você ainda não tem como saber. E claro, qualquer um pode entender que é muito angustiante.
Enquanto isso, eu te conheço, você segue em frente... por um lado arrematando o fechamento do ciclo, pois ainda está em Barcelona e cada dia resolvendo um probleminha novo (como pode ser tão burocrático e lento a legalização de alguns documentos?), ou aposto que você usa seu tempo escolhendo o que quer levar para sua nova vida e o que deve abrir mão. Desapego nunca foi seu forte, mas tente ver como uma ótima oportunidade para trabalhar uma lição importante a ser aprendida. Dizem que só quando nos desfazemos das coisas que não usamos, criamos espaços para surgirem as coisas que tem importância.
Entretanto, eu também sei que tem um lado seu que está planejando o futuro, que vai abrindo caminhos, para que diversas possibilidades se manifestem e por fim, você saiba onde te destina viver em 2010 e que vida terá.
Como sua mãe sempre diz , as coisas para você nunca são fáceis, nunca vem de “mão beijada”, por falar nisso de onde surgiu essa expressão? Vou perguntar para ela qualquer dia desses. Por isso, não esquece que você é uma batalhadora, uma guerreira, e 2009 você pode terminar muita satisfeita e contente, pois você saiu vencedora.
E sinceramente, acho que não será diferente em 2010. É acreditar e agir. Estar atenta e serena. Ser feliz e ser tudo que você sempre quis.

Ah! Reparei que você mudou o banner do ComuniQuel, ficou a sua “cara”. Ou melhor, com a sua cara, com seu umbigo, com Magritte, com Dali e outras miscelânias mais. Chicabacana, é bom que o ComuniQuel já anuncie mudanças, porque a Quel muitas mudanças mais terá para postar aqui durante todo 2010.

Besitossss

Quel

Obs1: A Silmara do blog “A menina da flauta” escreveu uma ótima carta para ela mesma. Gostei da idéia e estou fazendo o mesmo. E iria adorar ler mais cartas destinadas ao próprio remetente, nos blogs dos amigos.


Feliz 2010 a todos que passarem por aqui!!!!!