viernes, 9 de mayo de 2008

Bandeira de oração - Prayer flag



Ao se erguer estas bandeiras ao vento, as orações e preces contidas se expandirão como se estivessem sendo recitadas, contribuindo para que o mérito, boa fortuna, prosperidade, energia vital, virtude e longa vida aumentem para aqueles que as oferecem, assim como para todos seus familiares.
To if it raises these flags to the wind, the contained prayers will expand how if they were being recited, contributing so that the merit, good fortune, prosperity, vital energy, virtue and long life increase for that offer them, as well as for all his relatives.


jueves, 8 de mayo de 2008

Fim da trilogia "Alimentar-se em Tibet"



Meus dois últimos post trataram de temas que nada tinham de agradável aos sentindos, mas geraram muita reflexão. Finalizo a “trilogia do alimentar-se” comentando um pouco sobre os restaurantes tibetanos.
Por incrível que pareça posso dizer até que comi bem no Tibet. Claro, evitei comer carne, mas eles têm uma variedade de noodles, arroz frito e verduras que se torna possível alimentar-se bem. Não era raro, que muitas vezes, não sabia ao certo o que estava comendo. Vocês conseguem indenticar os alimentos da foto? Apesar de estar com cara de "não sei o que estou comendo", o sabor geralmente era agradável. E sempre tinha gratuitamente em qualquer restaurante, por mais simples que fosse, chá verde para acompañar, o que ajuda muito na digestao. Muitos pontos positivos para eles nesse aspecto.
Mudando um pouco de assunto…
Gosto muito das diversas ferramentas da comunicação. Cada arte, ou veículo pode transmitir a mesma mensagem de maneira diferente. As palavras fazem o leitor imaginar a cena descrita, as fotos têm a magia de retratar em uma só imagem toda força e sentimento de um momento, o video expõe mais e faz, muitas vezes, que o espectador "esteja lá", mais próximo da situação ou as veze criando um distaciamento reflexivo. Comento esses veículos, porque são os que utilizo aqui no GO, mas as possibilidades de comunicação são inúmeras e sou apaixonada por todas elas.
Das várias mensagens que recebi, quero ressaltar o do amigo Djabal no qual aborda uma expressão que inevitavelmente gera muita reflexão: diversidade cultural. Um dos motivos que mais amo viajar é justamente para conhecer essa diversidade cultural que esta aí, mas desconhecemos. E não precisamos ir muito longe para perceber esses contrastes. O Brasil é rico em diversidade cultural. Quanto conhecemos da cultura do nosso país além dos estereótipos de suas regiões?

E quando se viaja tanto quanto eu, devemos aprender a ser um pouco antropólogos, apreciadores da humanidade, da cultura e suas relações. E evitar julgamentos, principalmente os precipitados.
Ao saírmos do nosso mundinho, percebemos que tudo está conectado. Que na mesma cultura, tão diferente da nossa, pode existir aspectos que nos constranja, que nos repulse, que nos desagrade e nos faça sentir mal. Por outro lado, aspectos que apesar de diferente, nos aproxima, nos acolhe, nos descobre, nos expõe, nos identifica. E esse dualismo não é assim na nossa própria cultura? Conhecer outras culturas, nos faz reflexionar sobre a nossa e nos faz conhecer um pouco mais como indivíduos.

O video "A caminho do Tibet" é mais um video simples em qualidade técnica, pois foi gravado com uma camera de foto de apenas 3megapixel, mas que mostra muito dessa cultura e da nossa aventura. Espero que gostem! Para os que leram dia-a-dia minha narrativa, disfrutarão de várias imagens de passagens descritas nos textos.

Muchos Besitosss
Quel

video

miércoles, 7 de mayo de 2008

Alimentar-se - Parte II - Vai uma carninha ai? Açougue Tibetano


Estamos fazendo o caminho inverso.
Primeiro apresentei o banheiro tibetano para vocês. Agora mostro os alimentos, o açougue e a feira desse povo e no próximo post um restaurante.
Porque são estágios de um mesmo processo. Alimentar-se! E consequentemente eliminar os "resíduos não absorvidos pelo corpo". Processo este que independente de qual destino escolhemos sempre nos acompanhará.
Entretanto, esta experiência pode ser muito diferente de lugar para lugar. E só viajando e que nos damos conta disso. Mais uma vez falamos de cultura, hábitos, costumes...
Não deixe de ver esse
video aba ixo"Show de Horror" feito pelo meu irmão Rogério. É totalmente "roots" como as próprias imagens, e vai fazer você pensar duas vezes antes de entrar num restaurante tibetano. Quando se vê a maneira com que essas pessoas tratam o alimento passa-se a entender como podem encarar tão bem banheiros como àqueles.

Besitossss
Quel

video

lunes, 5 de mayo de 2008

Alimentar-se - Parte I



Voltando a imagens do Tibet, hoje trago uma foto a vocês e faço a pergunta: adivinhem o que é?

Pensem e deixe no comentário a resposta e agora podem seguir lendo o texto.

Fiz a mesma pergunta em outro blog meu e as respostas foram as mais divertidas. A partir delas surgiu o texto abaixo que mesclo as respostas com a minha experiência visual, mas também auditiva, e sobretudo olfativa.

A foto acima não é uma cela. Nem um hotel 5 estrelas, muito menos onde os monges lavam a roupa. A opção de túmulo também está descartada. Assim como a do relógio solar. Algo ligado a agricultura eu já nao posso afirmar, nem eliminar, porque não sei o que fazem com os resíduos alí depositados. Sim, residuos ou restos não absorbidos pelo corpo humano. É um banheiro! Algumas pessoas acertaram. O lugar não tem porta. A pessoa não corre o risco de ficar presa. Aquela janela extranha que parece grade é a única passagem de luz que há. Ou seja, durante o dia você ainda consegue ver os buracos, mas e a noite? Claro que o fato de não haver luz do lado de fora não é tao preocupante, porque o necessitado encontra o banheiro pelo cheiro, quero dizer pelo péssimo cheiro. Não tem descarga (lógico) e muito menos uma torneira com um balde d´água. Papel higiênico cada um que ande com o seu.

O que não consegui entender mesmo foi o porque dos dois buracos. Ajudem-me!

Seria um buraco para as damas e outro para os cavalheiros?

Ou seria um para sólidos e outro para líquidos?

Ou ainda, não importa, contanto que tenha alguém para fazer compania, para bater um papo, já que devida a falta de luz fica imposível ler alguna coisa.

Na falta de compania deve servir como lugar de meditaçao, como disse o amigo Carlos Oliveira, “essa turma lá adora essas coisas”.

Sem contar que se para eles fazerem o número 1 e o número 2 necessitam de toda essa técnica descrita pelo Ricardo: “Os homens devem mirar a fenda ao urinar. E para evacuar as fezes, devem abaixar o traseiro na fenda, apoiando o corpo com os braços flexionados e as mãos sobre os dois apoios de alvenaria das extremidades da fenda.” O lugar acaba virando uma academia de ginástica. Ou um lugar para pagar os pecados.

Depois de um tempo ou eu ficava craque na arte de segurar a respiraçao enquanto estava dentro desses inesquecíveis lugares, ou buscava um lugarzinho escondido ao ar livre. Por mais contragedor que pudesse ser, afirmo que não era mais que dentro do próprio banheiro, onde em muitos casos, eram repartiçoes sem porta, e com as paredes laterais baixas. E o pior, as pessoas conversavam e se viam enquanto cagava.

Esse papo todo é meio asqueroso, mas não podemos esquecer que merda também é cultura.

O jeito que os tibetanos se relacionam com tudo isso é muito natural e para nós é bastante difícil de aceitar e assimilar. Não é apenas nos lugares mais pobres que o banheiro é assim. É geral! Nos hoteis, restaurantes...
Nós só encontramos um único vaso sanitário como os nossos. Era num hotel caríssimo, que claro, nós não estávamos hospedados. Paramos simplesmente para pedir informaçao. E vendo o requinte do lugar imaginamos que poderia existir um banheiro de verdade ali.

Foi uma alegria muito grande quando pude deixar de ficar de cócoras para me sentar.
Besitosss
Quel