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jueves, 1 de octubre de 2009

Volver

Voltar tem sempre o mesmo gosto e ainda sim é diferente.
Sei que serei recebida com os braços abertos e depois fechados num abraço bem caloroso, com o melhor dos sorrisos, possivelmente acompanhado com lágrimas, mas de alegria pelo reencontro. Com uma mistura de silêncio de contemplação pelo momento que está sendo vivido e um turbilhão de frases que iniciam vários assuntos que não se concluem, porque uma nova pergunta precisa ser feita, ou um novo fato deve ser anunciado.
Voltar a casa tem sempre essa sensação gostosa que se repete, de aconchego, colo, proteção. De voltar ao um lugar seguro e cheio de amor. Mas também tem o diferente.
Detalhes da casa que mudaram, um animal novo que faz parte da família, e a transformação de cada ser que ao se reencontrar percebe, que a essência segue igual, mas que os anos trazem mudanças, algumas beneficiosas, outras nem tanto, mas todas fazem parte de um processo natural chamado viver.
São mudanças que podem ser mais notadas, como as mudanças físicas de um cabelo que está mais grisalho, uma pele com mais rugas, ou um corpo com uns quilinhos a mais ou que já não tem a mesma saúde de outrora.
Também são mudanças sutis, transformações que expandem a alma, e talvez, só porque estive distante sou capaz de perceber com tal nitidez. Mudanças de força de vontade, de devoção, de agradecimento, de sabedoria e tranquilidade. E nessa, acabo notando que eu também já não sou a mesma de quando parti, trago uma bagagem cultural e experiências de vida que só foram possíveis graças aos meus anos no exterior.
Meu coração agora está dividido entres dois países e pessoas de ambos lugares e ainda sim sou a mesma filha, irmã e amiga de sempre.
O tempo e a distância nem sempre é esquecimento, ou servem para curar feridas, mas sim, para fortalecer os laços de amor que são reais, onipotentes, subversivos e transcendentais.

É muito bom "volver"a escrever no blog!
Besitossss a todos
Quel

jueves, 8 de mayo de 2008

Fim da trilogia "Alimentar-se em Tibet"



Meus dois últimos post trataram de temas que nada tinham de agradável aos sentindos, mas geraram muita reflexão. Finalizo a “trilogia do alimentar-se” comentando um pouco sobre os restaurantes tibetanos.
Por incrível que pareça posso dizer até que comi bem no Tibet. Claro, evitei comer carne, mas eles têm uma variedade de noodles, arroz frito e verduras que se torna possível alimentar-se bem. Não era raro, que muitas vezes, não sabia ao certo o que estava comendo. Vocês conseguem indenticar os alimentos da foto? Apesar de estar com cara de "não sei o que estou comendo", o sabor geralmente era agradável. E sempre tinha gratuitamente em qualquer restaurante, por mais simples que fosse, chá verde para acompañar, o que ajuda muito na digestao. Muitos pontos positivos para eles nesse aspecto.
Mudando um pouco de assunto…
Gosto muito das diversas ferramentas da comunicação. Cada arte, ou veículo pode transmitir a mesma mensagem de maneira diferente. As palavras fazem o leitor imaginar a cena descrita, as fotos têm a magia de retratar em uma só imagem toda força e sentimento de um momento, o video expõe mais e faz, muitas vezes, que o espectador "esteja lá", mais próximo da situação ou as veze criando um distaciamento reflexivo. Comento esses veículos, porque são os que utilizo aqui no GO, mas as possibilidades de comunicação são inúmeras e sou apaixonada por todas elas.
Das várias mensagens que recebi, quero ressaltar o do amigo Djabal no qual aborda uma expressão que inevitavelmente gera muita reflexão: diversidade cultural. Um dos motivos que mais amo viajar é justamente para conhecer essa diversidade cultural que esta aí, mas desconhecemos. E não precisamos ir muito longe para perceber esses contrastes. O Brasil é rico em diversidade cultural. Quanto conhecemos da cultura do nosso país além dos estereótipos de suas regiões?

E quando se viaja tanto quanto eu, devemos aprender a ser um pouco antropólogos, apreciadores da humanidade, da cultura e suas relações. E evitar julgamentos, principalmente os precipitados.
Ao saírmos do nosso mundinho, percebemos que tudo está conectado. Que na mesma cultura, tão diferente da nossa, pode existir aspectos que nos constranja, que nos repulse, que nos desagrade e nos faça sentir mal. Por outro lado, aspectos que apesar de diferente, nos aproxima, nos acolhe, nos descobre, nos expõe, nos identifica. E esse dualismo não é assim na nossa própria cultura? Conhecer outras culturas, nos faz reflexionar sobre a nossa e nos faz conhecer um pouco mais como indivíduos.

O video "A caminho do Tibet" é mais um video simples em qualidade técnica, pois foi gravado com uma camera de foto de apenas 3megapixel, mas que mostra muito dessa cultura e da nossa aventura. Espero que gostem! Para os que leram dia-a-dia minha narrativa, disfrutarão de várias imagens de passagens descritas nos textos.

Muchos Besitosss
Quel