martes 19 de enero de 2010

Roupas, papéis e sentimentos

Estou voltando ao Brasil, e isso significa, entre muitas coisas, eliminar o muito acumulado em mais de 6 anos em Barcelona. Primeiro foram as roupas. Tenho muitíssima, mas não pensem que sou a típica consumista, que precisa comprar roupas novas a cada estação. Como dizem algumas amigas tenho corpinho de pobre, tanto a tamanho P como M, e às vezes o infantil ou o G servem em mim. É realmente algo incrível. E para somar a esse fator tão adaptável de tamanho, não tenho um estilo definido e nem cores preferidas. Por tudo isso sou a pessoa perfeita para aceitar doações. E minhas amigas estão sempre me repassando o que elas não querem mais. Nunca tive problemas com roupa de segunda mão, muito pelo contrario, já no Brasil amava comprar em brexós. Durante anos minha grande terapia semanal e da minha mãe, era irmos ao “barracão”, como eu denominei um lugar que era exatamente um barracão, em que as freiras vendiam a preço absurdamente barato, uma vez por semana, roupas que viam em contaneirs de doações de pessoas de diversos lugares da Europa. Para mim representava poder, de forma barata e com qualidade, viver diferentes personagens no meu dia-a-dia e me vestir diferente das outras pessoas. Acredito que seja "culturalmente" consumismo a facilidade, que em alguns lugares, as pessoas tem para se desfazerem de seus objetos. Lembro-me que quando morava em Londres, uma vez encontrei dobradinhas em cima de um muro baixinho de uma casa, 25 peças de roupa em excelente estado, e acreditem todas serviram em mim. Isso foi há 8 anos atrás e até hoje ainda tenho algumas dessas peças de roupas. Aqui em Barcelona foram incontáveis as vezes que episódios semelhantes a esse sucederam. E assim fui acumulando roupas. Não pensem que tudo que acho pego, ou mantenho. Estou sempre reciclando, e repassando a outras amigas aquilo que não quero ou que acho que ficará melhor em elas, algumas vezes guardo peças especiais para levar ao Brasil e dar aos meu parentes, e eles adoram! E claro, também dôo muita coisa a lojas de segunda mão aqui, que a venda é revertida para ajudar crianças africanas.
Mas quanto mais eu repasso roupas, mas roupas me chegam, e uma energia que circula muito. Cheguei a desenvolver um poder especial, mentalizava que precisava de umas roupinhas de verão e encontrava uma bolsa cheia, às vezes encontrava tanta coisa ao mesmo tempo que mal conseguia levar para casa. Minha última metalização foi um casaco preto de inverno e uma amiga me deu dois, sem saber que eu estava precisando. Sei que não será assim no Brasil, mas de qualquer forma tinha que selecionar o que queria de fato levar, e não foi algo tão difícil de fazer, já que foi gostoso ver que minhas amigas ia querendo com entusiasmo ficar com aquilo deixava para trás.
O difícil foi chegar na eliminação de papéis, e sou daquela que le cada papelzinho que guardei antes de jogar fora. Uma primeira eliminação é fácil, cartões de gente que eu não me lembro quem é, contas, extratos antigos. Enfim, tranquilamente uma boa quantidade de papéis foi parar no lixo reciclável. Então chega às decisões mais difíceis, já que tenho muita informação acumulada de viagens feitas. Uma entrada no museu de Ana Frank me faz lembrar de toda sua historia e a emoção que senti visitando esse lugar. Um bilhete de trem a Cinque Terre, na Itália, me faz lembrar da minha aventura de viajar sozinha por essas paradisíacas praias. Uma bolacha de cerveja de um bar, me faz lembrar do dia que eu conhecia uma amiga fantástica que hoje sou madrinha de seu casamento. Um mapa do museu Louvre me recorda a viagem enamorada que fiz com Matheus a Paris. E assim, vou redescobrindo papéis em que tenho uma dificuldade enorme em me desfazer, porque são como um bilhete de viagem ao tempo, com direito a reviver emoções. E algumas delas de maneira mais forte. Assim cheguei em duas cartinhas, uma de meu pai e outra da minha mãe. São lindas, e me passam tanto amor e força. São de 2003, quando estava iniciando minha trajetória em Barcelona. Chegaram no natal desse ano, meu primeiro natal em terra estrangeira, estava tão deprimida naquela época que receber suas cartinhas acompanha de uma caixa cheia de mimos me fez ter mais fé e mais garra para finalizar o ano. Pensar no amor, e no apoio deles foi a arma que necessitava para seguir a batalha.
Reler essas cartas me emocionou tanto, primeiro me fez sentir o abençoada que sou por tê-los como pais. Mas tive também, em num piscar de olhos flashs de todos esses anos aqui. Da intensidade que vivi os momentos de sofrimento e de alegria, e pensar em algo que sempre tive presente em esses momentos, que tudo é passageiro.
Lembrei do amor e do apoio deles, mas também pensei em tantas pessoas novas que surgiram e foram, e são essenciais agora em minha vida, pensei nos amigos que tantos anos lealmente me acompanham a distancia, nos amigos feitos aqui, nos amigos de longa e curta data, mas que fizeram a diferença. Penso nas tantas viagens feitas... e como elas foram importantes para minha vivencia e amadurecimento. Sim, são só papéis, mas representam pessoas e fatos importantes de minha vida e quero levá-los comigo. Não confio na minha memória, mas sei que ela receberá uma carga de energia e se revigora cada vez que voltar a tocar essas pequenas jóias em forma de papéis.

jueves 7 de enero de 2010

Reis Magos e "rebajas"


Ontem foi dia da visita dos Reis Magos, tradição muito forte na Espanha. Dia 6 de janeiro é o feriado mais aguardado das crianças daqui. E a popularidade dos Reis deixa o Papai Noel cheio de inveja já que as cartinhas (e os e-mails!) são escritos para Baltazar, Melquior e Gaspar.
Os Reis chegam desde Ásia, África e Europa na noite do dia 5 e passeiam em carros alegóricos pelas ruas da cidade distribuindo balas e doces. Acontecimento disputadíssimo não só pelas crianças, mas também por gente que não pensa na idade que tem ao dar tchauzinho para os Reis e disputar entre cotoveladas os doces que as majestades jogam para a multidão.
Minha amiguinha Shiadani, uma adolescente mexicana de 12 anos descobriu a tradição dos Reis em Barcelona há 6 anos atrás. Antes, suas cartinhas pediam por bonecas e jogos, a carta deste ano pedia um CD do Green Day e outro do Coldplay, mas não é porque seus gostos mudaram que ela deixou de curtir e esperar com ansiedade pelo desfile dos Reis e pela manha do dia 6, quando pode abrir os presentes deixados embaixo da árvore de natal.
Ela perguntou ao seu pai o que os Reis faziam com as cartas enviadas pelas crianças. Possivelmente ela já conhecia a resposta, mas esperava que seu pai ainda alimentasse a tradição. Quando ele respondeu simplesmente que as jogavam fora, ela ficou chateada com ele e disse: Eu não quero escutar isso, seu ladrão de ilusões!
Parece terno que ela, que já quer ter um namoradinho, que se preocupa cada vez mais com o estilo de roupa que veste, que deseja que seus seios cresçam rápido, que adora escutar rock e tocar guitarra, nesse dia mostra com toda força que ainda quer manter seu lado infantil. Talvez todos nós, em algum momento da vida defendemos o direito de manter nosso lado infantil e se alguém trata de jogar um balde de água fria em nossas ingênuas crenças, nós nos recusamos a aceitar.
Lembro que quando era criança, depois que passava o natal, não via sentido que minha mãe deixasse a árvore, o presépio e os enfeites de natal até o dia 6 de janeiro, e depois quando chegava esse dia, guardava tudo sem mais.
Eu conhecia a tradição cristã em que dizia que Melquior entregou ao menino Jesus ouro em reconhecimento de sua realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltasar, mirra em reconhecimento da humanidade (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).
Aqui na Espanha encontrei o sentido do dia dos Reis Magos. É o dia em que, não importa a idade que tenha, a ilusão e a fantasia voltam a estar no coração dos espanhóis, e naqueles que vem de outras culturas, mas se contagiam com esta festividade.
Claro, o consumismo também ganha espaço. Já que todos querem um presentinho dos “Reis”. E as “rebajas” (promoção) começam hoje!!! Vou ser sincera, quando não estiver mais na Espanha, vou sentir igualmente saudades das comemoraçoes dos Reis e das "rebajas". Ou será que mais que das "rebajas"? Pois só quem já viveu uma sabe o quanto é bom. O quanto ela te devolve a fantasia, te da vontade de ser irresponsavelmente infantil e sair comprando com uma rainha.

miércoles 30 de diciembre de 2009

Carta para mim


Querida Quel,


Pois não me surpreende nada saber que você está doente. Gripe no inverno é bem você. Todo mundo que te conhece sabe que seu corpo não foi projetado para baixas temperaturas e se for acompanho de dias chuvosos, então piorou. E eu sei de um detalhe extra para você se sentir assim borocoxo: sua família esta reunida no Brasil, num momento inédito. Primeiro fim de ano de seus pais e sua irmã, junto ao seu irmão, sua cunhada e sua sobrinha chinesa. Sei, sei...que não são só eles, tem sua afilhada, tem amigos, tem sua vó, suas tias, seus primos... Fica tranqüila que ano que vem você estará com eles.
Mas também tem outra coisa, esse mal estar que você está sentido, é a última queixa do seu corpo e da sua mente a este 2009, que foi tão difícil. Pode ter certeza que virando o ano, se o dia amanhecer ensolarado (detalhe bem importante), você vai ser estar novinha em folha, com corpo, mente e alma renovados. Afinal isso é o que todos desejamos para um ano que se inicia. Eu desejo isso e muito mais a você!
Você está vivendo um momento delicado de sua vida, tendo que se acostumar com a idéia que terá que deixar muitas coisas para trás, afinal são mais de 6 anos em Barcelona. Sei que é difícil até de alguém entender como pode ser prazeroso e sofrido deixar Barcelona. Prazeroso, porque você volta para o SEU país, para uma boa oportunidade na sua carreira profissional e para mais pertos da família e dos amigos queridos, deixará de se sentir comouma emigrante sem oportunidade, numa Espanha em crise. A vida de "subemprego" já é coisa do passado.
Sei também, que apesar de todas as dificuldades que passou, você ama essa cidade!!! Nela descobriu tantas coisas, viveu tantas experiências distintas, conheceu tanta gente bacana do mundo inteiro, ampliou sua cultura, amdureceu, endureceu, amoleu... cresceu e se multiplicou.
E o conflito não é só deixar para trás e começar vida nova. É não saber onde essa nova vida será. Que será dentro de você, isso é certo!
Mas em que estado? Em que cidade? Quem será seus novos amigos? Conseguirá manter com o mesmo calor as amizades distantes? Estará sozinha ou acompanhada? Como será sua nova casa? E que trabalho realmente terás?
São perguntas que você ainda não tem como saber. E claro, qualquer um pode entender que é muito angustiante.
Enquanto isso, eu te conheço, você segue em frente... por um lado arrematando o fechamento do ciclo, pois ainda está em Barcelona e cada dia resolvendo um probleminha novo (como pode ser tão burocrático e lento a legalização de alguns documentos?), ou aposto que você usa seu tempo escolhendo o que quer levar para sua nova vida e o que deve abrir mão. Desapego nunca foi seu forte, mas tente ver como uma ótima oportunidade para trabalhar uma lição importante a ser aprendida. Dizem que só quando nos desfazemos das coisas que não usamos, criamos espaços para surgirem as coisas que tem importância.
Entretanto, eu também sei que tem um lado seu que está planejando o futuro, que vai abrindo caminhos, para que diversas possibilidades se manifestem e por fim, você saiba onde te destina viver em 2010 e que vida terá.
Como sua mãe sempre diz , as coisas para você nunca são fáceis, nunca vem de “mão beijada”, por falar nisso de onde surgiu essa expressão? Vou perguntar para ela qualquer dia desses. Por isso, não esquece que você é uma batalhadora, uma guerreira, e 2009 você pode terminar muita satisfeita e contente, pois você saiu vencedora.
E sinceramente, acho que não será diferente em 2010. É acreditar e agir. Estar atenta e serena. Ser feliz e ser tudo que você sempre quis.

Ah! Reparei que você mudou o banner do ComuniQuel, ficou a sua “cara”. Ou melhor com a sua cara, com seu umbigo, com Magritte, com Dali e outras miscelânias mais. Chicabacana, é bom que o ComuniQuel já anuncie mudanças, porque a Quel muitas mudanças mais terá para postar aqui durante todo 2010.

Besitossss

Quel

Obs1: A Silmara do blog “A menina da flauta” escreveu uma ótima carta para ela mesma. Gostei da idéia e estou fazendo o mesmo. E iria adorar ler mais cartas destinadas ao próprio remetente, nos blogs dos amigos.


Feliz 2010 a todos que passarem por aqui!!!!!

sábado 19 de diciembre de 2009

Natal humano


Este ano quero dizer que o Natal me faz lembrar o quanto é importante ter fé no ser humano.
Este ano descobri uma fé imensurável em mim, para conseguir ultrapassar todos os problemas para finalizar a Tese Doutoral, e apresentá-la com todo rigor e confiança que era necessário.
Este ano mantive a fé em meus pais, que eles estariam comigo, para o que desse e viesse, como na verdade, eles têm feito desde que eu e meus irmãos existimos.
Este ano vacilei e me fortifiquei na fé que meu companheiro iria ter paciência e tolerância com esse período tão complicado e estressante que eu vivi, e que passado a tormenta seguiríamos juntos e melhor.
Este ano tive fé que meus amigos, irmãos e familiares seriam compreensivos com minhas ausências e seguiriam me apoiando e me querendo apesar de qualquer problema, tempo ou distância.
Este ano senti fé pelo poder no amor pelos animais (que por não serem humanos não deveriam estar nesta lista), mas justamente por serem criaturas da natureza como nós, nos faz sentir conectados a eles e com nós mesmo. Este ano quase perdi meu gato Dali, mas com fé recuperei um companheiro que me faz sentir serena, lúdica e amada.
Este ano percebi com fé como novas pessoas entraram em minha vida e fizeram a diferença.
Em 2009 aprendi não só a fortificar minha fé no humano, para aceitar pessoas e atitudes que pareciam atrapalhar meus planos, ou que não me beneficiavam em nenhum aspecto, para desenvolver a fé no tempo.
Fé em aceitar que temos que fazer a nossa parte, da melhor maneira possível, mas que a resposta, conseqüência, reação, resultado, seja lá o nome que tenha o que nos faz ficar ansiosos, tem seu tempo para acontecer.
E é preciso respeitar esse tempo.
Respeitar que as pessoas não são como queremos que elas sejam, que elas não reagem como gostaríamos, e que o tempo tem seu ritmo próprio para fazer ocorrer.
Quando tenho mais fé em mim, no próximo e no tempo, inevitavelmente tenho mais fé em Deus. Que está dentro de todo aquele que deseje.
Que neste Natal e em 2010, o nosso lado divino encha de luz nosso lado mais humano. E assim possamos ser felizes, abençoados, solidários, agradecidos e renovar nossos sonhos.

Obrigada!

viernes 11 de diciembre de 2009

Quando eu era...

Ontem assisti um peça de teatro que me fez pensar em quem eu fui.
Petita feina per a pallasso vell conta a história de três palhaços que se encontram por responderem a um anuncio de trabalho solicitando um palhaço velho.
Juntos, na sala de espera, recordam os tempos que foram os reis do circo. Entretanto, a ansiedade por demonstrar sua superioridade para conseguir o que pode ser o último trabalho de suas vidas faz surgir a lado escuro de cada um, o conflito e a incoerência que habita em todo ser humano.
Por que lhes conto isso? Porque já fui palhaça.
Quando trabalhava como atriz tinha uma predileção pelo drama, mas sabia que um bom ator era aquele capaz de emocionar nas situações mais diversas. E lá fui eu me matricular em uma escola de clown. No começo lembro que foi difícil me despojar e me permitir ser uma nova eu. Pois é assim que se sente quando se descobre o palhaço que se leva dentro. É preciso nenhuma autocrítica e muito ridículo para rir de si mesmo, e poder fazer o outro rir da gague mais tonta.
Mas quando se descobre essa vertente, o mundo se amplia.
O meu mundo se expandiu. Descobri algo em mim que desconhecia e detalhes que estavam ali, mas eu fazia que não via. Foi preciso exacerbar as emoções, as caras, bocas e coração, e depois achar o tom certo. Quando se descobre o palhaço pessoal, o ser se torna mais completo e mais que tudo: há uma grande sensação de liberdade.
Gostei tanto de ser palhaça que levo na bagagem bons espetáculos em ruas, parques, festas infantis, circo e teatro.
E voltando ao teatro...
O espetáculo começou com momentos cômicos sutis, e na mágica hora que cada personagem se vestiu de palhaço e fez os números de circo, a platéia do íntimo auditório se multiplicou em risos que se emendavam em mais risos.
Por um momento não sabia se olhava o palco ou a platéia se deleitando com o espetáculo.
Que sensação boa rir e estar com gente rindo.
Sim, sei bem que tem muito palhaço sem graça por ai. Sempre gostei de circo, mas me lembro de algumas vezes que fui e a pior parte era quando entrava os palhaços. Também tive o prazer de ver a espetáculos que realmente o palhaço era a alegria do circo e o número mais esperado, em que não importa a idade que tenha ou o momento de sua vida, você ri e se sente criança.
E que sensação boa é se sentir criança quando se é adulto.
Sai do espetáculo de alma lavada, e ao mesmo tempo pensativa como só uma boa obra nos faz sentir.
Fiquei pensando no excelente texto (e absurdo!) do dramaturgo romano Matei Visniec, nos fantásticos palhaços Jordi Martínez (Filippo), Monti (Nicollo) y Claret Clown (Peppino), no respeito e admiração aos que se entregam a esse oficio e fiquei pensando se eu ainda era uma palhaça...

jueves 3 de diciembre de 2009

Ressaca “cum laude”!

Foto: Manel Lopez diretor da Tese
José Manuel Perez Tornero presidente do tribunal
Raquel Gomes de Oliveira a mais nova doutora!
Josep Lluis Mico doutor y professor da Universidad Ramon Llull de Barcelona
Andreu Casero Ripollés doutor y professor da Universidad Jaume I de Castellón

Um dia antes, do tão esperado dia, me deu um “bajon”, como se diz aqui na Espanha. Fiquei borocoxo mesmo. Senti meu corpo dolorido, minha cabeça pesada, meu intestino acelerado, como estava tudo preparado me permiti ficar de “molho” e viver um dia de economizar energias. Sabia que no dia seguinte teria que ser forte, então me recolhi.
Antes de deitar, olhei o céu, como muitas noites faço, e uma lua cheia, brilhante me fez sentir mais tranquila. Dormi muito, para minha surpresa. Pensei que a última noite antes do grande dia seria de insônia, ou pelo menos mal dormida, como várias noites anteriores. Mas não. Dormi 10 horas seguidas de um sono reparador. E no dia D (de doutora mesmo) estava a mil. Um sol lindo me dava a energia que tanto necessitava. As horas passaram como minutos e logo chegou o grande momento.
Como sabia que era o espetáculo mais importante da minha vida, cuidei com carinho do figurino, da maquiagem e do penteado. Repassei o texto uma vez mais.
Na hora da atuação sou surpreendida que não teria 40 minutos para apresentar a tese, como é de costume, e sim 25 minutos. Com tal notícia começo a encenação, um pouco nervosa tenho que assumir, porém pouco a pouco a confiança vai tomando conta do meu ser e consigo sintetizar mais de 600 páginas de trabalho no tempo estabelecido. Ponto para mim!
Só que a grande prova ainda estava por vir. Os membros do tribunal fariam suas críticas e perguntas e eu teria todo o tempo que quisesse para a réplica. Fui anotando os vários pontos comentados por eles e os questionamentos que me lançavam. Depois, foi organizar o pensamento para conseguir ser mais clara o possível e mostrar que dominava o assunto.
Depois da minha réplica ainda tiveram novas perguntas e lá fui eu respirar fundo e encontrar forças para seguir explicando. Chegou um momento em que queria que tudo aquilo acabasse de uma vez. Sentia minha boca seca e as palavras em espanhol começaram a sumir do meu vocabulário.
Parecia que se davam por satisfeitos, falaram que foi um trabalho "titânico", que havia muitas teses dentro daquela tese, que a investigação despertava muitos questionamentos e discussão, o que era positivo, e que eu demonstrava que sabia muito mais do que havia escrito. Entretanto eu não estava satisfeita. Sabia que poderia seguir defendendo, e realmente é esta palavra, DEFENDENDO meu trabalho. Mas também sentia que minhas forças se estavam esgotando. Dei por encerrada minhas reflexões e eles também.
Era o momento da deliberação. Ficamos esperando do lado de fora, enquanto os membros do tribunal chegavam num acordo de como deveriam me qualificar. O tempo demorou a passar e finalmente nos chamaram novamente a sala, para dar o veredicto.
Todos de pé para o grande anuncio: “Doutora qualificada com excelente cum laude” . Escutei os aplausos e apesar de ter um sorriso imenso no rosto ainda não assimilava o que aquela frase queria dizer. O tempo parou, por alguns segundos não sabia como reagir. Fui então cumprimentar meu companheiro Matheus, que começou a chorar. Abracei meu diretor de tese, Manuel, que estava emocionadíssimo. Depois os membros do jurado e os amigos. Realmente foi uma emoção muito forte, ver meu esforço de tantos anos reconhecido. E não contive as lágrimas de alegria.
Sinceramente não esperava esta qualificação. Estava tranquila que tinha dado meu melhor, mas também sabia que havia pontos que necessitavam de aperfeiçoamentos... Obviamente a desejava, mas fui avisada de como estavam sendo rígidos para dar a nota máxima a uma tese de doutorado. Fiquei radiante, agradeci em pensamento a Deus, ao Espírito Santo, aos anjos e a Nossa Senhora, aos meus pais e a todos os demais, que sei que estiveram de longe rezando e torcendo por mim.
Ligar para minha casa no Brasil e contar a notícia aos meus pais foi outra grande emoção, ver a felicidade deles, faz valer a pena qualquer esforço.
Depois, proporcionei um jantar brasileiro, com direito a feijoada, picanha e caipirinha para aqueles que tinham me julgado. Foi realmente um jantar delicioso. Voltei como Doutora ao restaurante que havia trabalhado mais de um ano como “chica de la caipiriña” e fui recebida com muito carinho pelos colegas que continuavam trabalhando ali.
Voltei para casa zonza... de felicidade, de caipirinha, de cansaço. Hoje o dia está estranho. Um ciclo importantíssimo em minha vida se fechou. Estou curtindo um dia introspectivo, mas não de “bajon”, é de ressaca mesmo. Ressaca pela noite celebrada, pela tarde duramente vivida e pelos 6 anos de inacreditáveis experiências em uma terra estrangeira.
É ressaca, só que “cum laude”!

Obrigada a todos que me apoiaram durante todos esses anos!
Besitosss
Quel

lunes 9 de noviembre de 2009

Berlim abre os braços para mim e para o mundo









domingo 18 de octubre de 2009

O mais óbvio desejo

Desejo a vocês o mais óbvio que se pode desejar a um casal: MUITO AMORRR!!!
Amor infinito, sereno, apaixonado, infantil, maduro, platônico, intenso, devorador e criador... Amor seja lá como for.
Amor de muitas fases, momentos, contextos, que se perde o eixo, mas ganha-se o bom senso.
Amor de não perder nunca os olhos nos olhos, o toque carinhoso, o bom dia sorridente, e o boa noite "caliente".
Amor que permite a tolerância necessaria para superar as divergencias, que estimula a comunicação que sempre aproxima, o bom-humor para rir dos problemas e das bobagens do dia-a-dia, o companherismos para estar junto admirando a individualidade de cada um.
Amor que cuida dos detalhes e ganha novas dimensões.
Amor que cresce, se multiplica e da força para se seguir sempre adiante...
Amor!
Para dançar, sonhar, realizar, viajar, criar e procriar.
Para sentir, viver, brilhar, seduzir, errar, aprender e recomeçar...
Amar para ser sempre feliz!

Amo vocês!
Raquel

Obs. À Patrícia e Octávio, casadinhos há uma semana, e a todos que amam e curtem o blog.

martes 6 de octubre de 2009

O presente é estar presente


Mais um ano se inicia... para mim!
Como o Ano-novo, aniversário é hora de fazer uma limpeza, mental, espiritual e física, renovar as energias e as esperanças.
E é assim que me sinto.
Em relação à idade não sinto a diferença de um dia para o outro, pois são mudanças que não tem tanto a ver com o número de primaveras completadas, mas com experiências de vidas, com o amadurecimento que VIVER trás.
Claro que às vezes me sinto uma velha e bate o desanimo para determinados programas. E porque não, às vezes criança, rindo a toa de qualquer bobagem e achando que o mundo é uma grande fantasia. Em alguns momentos necessito ser um bebê que quer colo, atenção, que quer brincar, comer e deixar a vida passar sem questinamentos.
Adolescência? Não tenho saudade. Não estou dizendo que não tenho saudade daquele momento de vida, que no meu caso, foi maravilhoso, uma fase como deve ser, de muitas descobertas, e que para mim também foi um momento de arte e grandes amigos. O que não tenho saudades é de como me sentia. Era angustiada, ansiosa, muitas vezes excessivamente melancólica. Queria viver tudo e era para ontem.
No geral me sinto uma jovem menina mulher adulta, ou mais que uma definição, me sinto bem. Ainda sou angustiada, ansiosa e agora, apenas em alguns poucos momentos sou excessivamente melancólica. Aprendi a lidar melhor com esses e muitos outros sentimentos. Agora sou muito mais... Ampla!
Multisentimentos cabem em mim, transbordam e liberam espaço para novas sensações.
Querer tudo para ontem, é um esforço inútil, que consome muita energia. Saudade tem que ser dorzinha boa. Nostalgia só permito em pitadas leves e para temperar determinados pratos.
A grande lição constantemente a aprender é que o mais importante é o meu hoje! Vivendo bem hoje, passado e futuro sempre se complementam com equilíbrio. Assim aceito na boa que tudo é transitório, e ao mesmo tempo, transformo o que eu quiser em eterno dentro de mim.
Presente não é bom só no aniversário, é bom todo dia. E o melhor presente? Estar presente. Viver e sentir a vida!!!

Esse ano, depois de muitos anos, estou podendo passar meu aniversário com minha família (parte dela, ok!) isso dá um sabor especial. Nos últimos anos tive o privilégio de me programar e fazer acontecer meus aniversários em diferentes lugares do mundo, o último foi no México, outro na Tailândia, um foi celebrado em Paris e é claro em Barcelona. Esse ano aconteceu sem muito programar a oportunidade de passar no Brasil e a viagem é outra!
Já que as distrações externas de uma nova paisagem não me seduzem nessa data, viajo em mim, no que sinto, no que penso, no que meus sentidos ousam captar e transfomar. Seduzo-me por mim, pelos os que estão comigo, os que estão perto e os que estão longe, mas não me deixam esquecer que estão juntos, e me seduzo por uma lua linda, um presente dos céus.

Obrigada!


Quel

jueves 1 de octubre de 2009

Volver

Voltar tem sempre o mesmo gosto e ainda sim é diferente.
Sei que serei recebida com os braços abertos e depois fechados num abraço bem caloroso, com o melhor dos sorrisos, possivelmente acompanhado com lágrimas, mas de alegria pelo reencontro. Com uma mistura de silêncio de contemplação pelo momento que está sendo vivido e um turbilhão de frases que iniciam vários assuntos que não se concluem, porque uma nova pergunta precisa ser feita, ou um novo fato deve ser anunciado.
Voltar a casa tem sempre essa sensação gostosa que se repete, de aconchego, colo, proteção. De voltar ao um lugar seguro e cheio de amor. Mas também tem o diferente.
Detalhes da casa que mudaram, um animal novo que faz parte da família, e a transformação de cada ser que ao se reencontrar percebe, que a essência segue igual, mas que os anos trazem mudanças, algumas beneficiosas, outras nem tanto, mas todas fazem parte de um processo natural chamado viver.
São mudanças que podem ser mais notadas, como as mudanças físicas de um cabelo que está mais grisalho, uma pele com mais rugas, ou um corpo com uns quilinhos a mais ou que já não tem a mesma saúde de outrora.
Também são mudanças sutis, transformações que expandem a alma, e talvez, só porque estive distante sou capaz de perceber com tal nitidez. Mudanças de força de vontade, de devoção, de agradecimento, de sabedoria e tranquilidade. E nessa, acabo notando que eu também já não sou a mesma de quando parti, trago uma bagagem cultural e experiências de vida que só foram possíveis graças aos meus anos no exterior.
Meu coração agora está dividido entres dois países e pessoas de ambos lugares e ainda sim sou a mesma filha, irmã e amiga de sempre.
O tempo e a distância nem sempre é esquecimento, ou servem para curar feridas, mas sim, para fortalecer os laços de amor que são reais, onipotentes, subversivos e transcendentais.

É muito bom "volver"a escrever no blog!
Besitossss a todos
Quel

viernes 11 de septiembre de 2009

Open to the Opera


Poucas vezes tive a oportunidade de assistir uma ópera. Há vários anos atrás assisti a “Flauta mágica” de Mozart e pensei: Por que será que eu tinha a errônea idéia que ópera era chata? Talvez, naquele momento, pensasse que era muito erudito, e por ser em um idioma estrangeiro não entenderia nada. Equívoco total. Com um mínimo de conhecimento sobre a história da ópera que se vai assistir é possível entender perfeitamente, porque os sentimentos das canções se vivenciam com tal plenitude pelos cantores e pela orquestra, que é impossível não se sentir envolvido por tal arte e história.
Passaram-se vários anos sem que eu assistisse outra ópera, pois sempre me parecia caro as entradas deste tipo de espetáculo.
Nos últimos tempos tive a oportunidade de ganhar entrada a duas óperas. Uma nada convencional, Ópera y Flamenco, uma combinação a principio estranha, mas que resulta num espetáculo único e grandioso de expressão artística intercultural. (Vale a pena ver o link!)
Ontem assisti “La Traviata” e mais uma vez fui invadida por uma grande emoção por presenciar tamanha arte no meu teatro favorito, o Palau de la Música Catalana.
Senti-me privilegiada por novamente entrar nesse espaço sagrado da arte e da cultura modernista catalana e ver a maravilhosa obra de Verdi.
Ali sentada desejei que mais gente tivesse oportunidade de visitar aquela obra de arte em forma de teatro e "se abrir" para assistir uma ópera.

Há dias estou pensando que tenho que voltar a escrever no ComuniQuel, e claro, como ando tão ocupada, os dias vão passando... mas hoje não podia deixar de dividir esse encantamento com vocês. E convida-los a ver um vídeo de "Sempre Libera", uma das canções que mais gosto da “La Traviata”.





Obs1: Saudades e espero em breve poder voltar a visitar o blog de vcs.
Obs2: Joice, simplesmente: Obrigada!

besitosss
Quel

jueves 23 de julio de 2009

Arriscar é preciso


Ás vezes aposto, mesmo sabendo que o jogo será arriscado.
Tenho a certeza que pode falhar, e a esperança que pode dar certo.
E se existe esperança, então porque não arriscar?
Arrisco!
Afinal posso perder, mas também posso ganhar, e de todos modos tenho a convicção que tentei. Que fiz o meu melhor, porém o meu melhor naquele instante, não é o melhor que posso fazer com algo mais de tempo, de tranqüilidade, de discernimento...
Na hora que a roleta pára e o número apostado não é vencedor, penso no que perdi ao apostar: a energia, o tempo, a ilusão.
E por um momento esqueço o que ganho com a perda. Porque sempre ganho. Não no exato momento da perda, porque o foco está muito direcionado para a o sentimento da derrota, do fracasso. É o prêmio pode ser uma incognita ainda por desvelar.
Depois que a fumaça se dissolve e a luz volta a incidir, num clarão se faz presente à conclusão: O jogo não acabou, ainda tenho mais fichas para apostar, preciso me preparar para jogar melhor a próxima partida.
Eu jogo não pela vitória de cada partida, ou da totalidade do jogo, mas por aquela vitória mais complicada, que expressa tão bem Aristóteles: “A vitória mais difícil é a vitória sobre si mesmo”.
Por um instante já me sinto autenticamente vitoriosa, pois fui derrotada sem me render. Passado alguns minutos não sou a vitória, nem a derrota, sou A eterna guerreira. A vitória e o fracasso por si só são impossíveis, é preciso recebê-los com idêntica serenidade e um saudável toque de desdém.

"Não fique pensando que essas vitórias serão fáceis
Pois nesta vida de perde e ganha,
ganha quem sabe perder
E perde, perde, que não sabe ganhar
Por isso você precisa aprender a jogar" Jorge Ben Jor

sábado 18 de julio de 2009

Tão natural, tão natureza, tão integrada

Expectativas, fechamento de um longo ciclo, motivação e receio pelo novo, dúvidas, certezas, tristezas, alegrias, conquistas, decepções, desapego, despedidas, questionamentos, reflexões, confirmações, mudanças, planos, gratidão e fé…
Fases da mesma lua, que a cada momento se mostra única, diferente e ainda assim é a mesma.
Cada dia distinta, capaz de sentir muito ou não sentir nada.
Turbilhão de emoções ou pura calmaria.
Tão natural, tão natureza, tão integrada.
Quando o dia desperta ensolarado, sorri e se entusiasma.
O corpo aquecido pelo flerte do sol traz aconchego à alma que sente gratidão.
Se uma brisa acaricia seu rosto, imediatamente sente a nostalgia de momentos vividos. A saudade gostosa dos momentos bem vividos, das pessoas que passaram...
E se acaba nublando, e o céu fica cinza, as memórias dos tempos difíceis vem à tona, mas já quase não sente dor...
Se o tempo é imprevisível, e não sabe que clima tocará no próximo instante, conhece sem vacilação que o bola de fogo no céu mais uma manhã estará… mesmo que se esqueça de olhar para o alto e verificar ou que as nuvens insistam em cobri-la.
Assim procura pensar quando esta numa enrascada, e a certeza de dias melhores a faz avançar. A certeza que algumas coisas sempre estarão em seu lugar, quando dentro dela tudo é um caos.
Sente o Amor!
Quando chove, nem sempre chora, às vezes ri e dança porque sacia sua sede de viver e recomeçar.
Equilibra seu yin yang como os movimentos circulares e fluidos do Tai chi chuan, que parece uma dança, mas sua essencia é de luta, de arte marcial, afinal sabe que seu corpo e sua mente sempre estão “peleando”. Nada impede que a respiração se faça mais presente e um passo de kung fu quebre o ritmo.
Mas se a música toca forte, sua mente abre passo e seu corpo cae no samba.

martes 7 de julio de 2009

Smile

Há momentos na vida que parece tão difícil sorrir. Mas é justamente nesses momentos que precisamos olhar para o céu é agradecer por estarmos vivos e mesmo com um esforço sorrir.
Estou triste por saber, hoje, da morte de uma amiga, estou triste pela morte de Michael Jackson...
Por isso deixo aqui minha homenagem à Adriana Cuel, através do própio Michael Jackson, com sua interpretação da canção Smile, composto por Charlie Chaplin para seu filme Tempos Modernos em 1936.
Em 1954, John Turner e Geoffrey Parsons, escreveram uma letra para esta música que foi interpretada por diversos artistas como: Barbara Streisand, Nat King Cole e até o nosso Djavan fez uma versão em português.
Como desejo um sorriso de cada leitor que lea/vea este post, os deixo com a letra, e o video com fragmentos dos filmes de Chaplin (uma marvilha!!! digna de vários sorrisos), com Smile interpretada por Michael Jackson. Brook Shields, na despedida de Michael, disse que esta era sua canção favorita. E eu, faz tantos anos que nem sei, desde que vi Tempos Modernos sempre gostei demais e me emociono toda vez que a ouço.

Smile though your heart is aching
Smile even though it’s breaking
When there are clouds in the sky, you’ll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll see the sun come shining through for you
Light up your face with gladness

Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?

You'll find that life is still worthwhileIf you just smile
That's the time you must keep on trying

Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile



Um abraço bem apertados a todos, com o meu melhor sorriso!
E o desejo que possamos sempre viver intensamente (e bem) todos os momentos de nossa abençoada vida.

Dri, doi saber da sua ausência, mas o seu sorriso, ao lembrar de você em vida, me enche o coração.

Quel

jueves 18 de junio de 2009

Na reta final!!!



Amigos,
Agora não tem mais jeito, já tem data marcada e vou fazer de tudo, e mais um pouco, para conseguir.
Dia 1º. de julho tenho que entregar minha Tesis de Doutorado para a comissão analisar e dar “el visto bueno” (ojalá!!!), para depois poder me programar para defendê-la.
Ainda tenho uma lista de coisas para fazer em relação a “mi gran chica" até que ela esteja pronta. Então, só venho justificar meu sumiço e pedir a boa vibração de vocês para que TUDO que ainda tenho que fazer esses próximos dias flua bem.
Besitosssss
Quel