martes 7 de julio de 2009

Smile

Há momentos na vida que parece tão difícil sorrir. Mas é justamente nesses momentos que precisamos olhar para o céu é agradecer por estarmos vivos e mesmo com um esforço sorrir.
Estou triste por saber, hoje, da morte de uma amiga, estou triste pela morte de Michael Jackson...
Por isso deixo aqui minha homenagem à Adriana Cuel, através do própio Michael Jackson, com sua interpretação da canção Smile, composto por Charlie Chaplin para seu filme Tempos Modernos em 1936.
Em 1954, John Turner e Geoffrey Parsons, escreveram uma letra para esta música que foi interpretada por diversos artistas como: Barbara Streisand, Nat King Cole e até o nosso Djavan fez uma versão em português.
Como desejo um sorriso de cada leitor que lea/vea este post, os deixo com a letra, e o video com fragmentos dos filmes de Chaplin (uma marvilha!!! digna de vários sorrisos), com Smile interpretada por Michael Jackson. Brook Shields, na despedida de Michael, disse que esta era sua canção favorita. E eu, faz tantos anos que nem sei, desde que vi Tempos Modernos sempre gostei demais e me emociono toda vez que a ouço.

Smile though your heart is aching
Smile even though it’s breaking
When there are clouds in the sky, you’ll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll see the sun come shining through for you
Light up your face with gladness

Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?

You'll find that life is still worthwhileIf you just smile
That's the time you must keep on trying

Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile



Um abraço bem apertados a todos, com o meu melhor sorriso!
E o desejo que possamos sempre viver intensamente (e bem) todos os momentos de nossa abençoada vida.

Dri, doi saber da sua ausência, mas o seu sorriso, ao lembrar de você em vida, me enche o coração.

Quel

jueves 18 de junio de 2009

Na reta final!!!



Amigos,
Agora não tem mais jeito, já tem data marcada e vou fazer de tudo, e mais um pouco, para conseguir.
Dia 1º. de julho tenho que entregar minha Tesis de Doutorado para a comissão analisar e dar “el visto bueno” (ojalá!!!), para depois poder me programar para defendê-la.
Ainda tenho uma lista de coisas para fazer em relação a “mi gran chica" até que ela esteja pronta. Então, só venho justificar meu sumiço e pedir a boa vibração de vocês para que TUDO que ainda tenho que fazer esses próximos dias flua bem.
Besitosssss
Quel

domingo 7 de junio de 2009

Nua Lua

NUALUA


VESTESEDELUZ


EMEDEIXACHEIA


LUACHEIADELUZ


LUASEDUZ



Foto: Raquel Gomes.
Luna dorada en playa andaluza


Hoje é noite de lua cheia, não deixe de olhar o céu, iluminar-se e agradecer!

Uma semana cheia de luz a todos!
Besitos
Quel



Escrito sob a luz da lua do dia 20/05/2008.

martes 2 de junio de 2009

A dor da dúvida

Despertei-me com sua voz, que insistia em fazer meu sonho evaporar e viver a vida real.
Levantei-me preguiçosamente, Ele também se espreguiçava esticando todo o corpo e olhando-me fixamente. Sabia o que Ele esperava de mim. E como sempre, acaricei sua cabeça, seu corpo, falei algunas poucas palavras, alimentei-o e abri as portas de casa para seu passeio matinal.
Ele não tinha uma hora exata para voltar, às vezes passava o dia inteiro na rua, podia chegar de madrugada, ou até mesmo demorar algunos dias, mas sempre voltava.
Às vezes voltava inteiro, às vezes machucado, mas sempre voltava.
Até que nesse dia não voltou. Tentei me acalmar e pensar que ele apareceria a qualquer instante. Os dias passaram e nada. Não perdi a esperança e continuei acreditando que quando menos eu esperasse, Ele haveria retornado.
Andava pelas ruas tentando encontrar seu rastro, via seu rosto em outros rostos, e tentava me consolar, pois ainda tinha a companhia do Outro.
Mas cada um é um, e Ele não é igual ao Outro. Sentia falta de coisas que só Ele fazia, a nossa relação era única.
Amava intensamente Ele e o Outro, e só quando o Outro morreu foi que eu realmente perdi a esperança, mas a dor da desaparição é uma dor muito extranha. Por um lado a aflição de pensar em tudo de mal que pode ter acontencido, entretanto há também o lado, de sempre pensar que Ele seguia bem e vivo.
Havia passado tempo demais e tive que assimilar que Ele simplesmente desapareceu.
Saudades...


A vida é um constante jogo de ganhar e perder. Ganhar ou perder um trabalho, uma aposta, ou a concorrência. Ganhar ou perder um bichinho de estimação, filho, irmão, amigo, namorada, neta...
Ganhar, geralmente, é a parte supostamente fácil, boa, mas perder…
Perdemos porque desistimos, separamos...
Perdemos por morte ou desaparição.
Sumir, escafeder-se, ocultar-se, extinguirse…desaparecer!!!
Deixando aquela incognita no ar, aquela contradição de sentimentos, a sensação de ter que tocar a vida adiante e não conseguir, pensar que tudo está perdido e pensar que ainda há solução.
Desaparecer gera o sentimento horroroso da dúvida que não consegue ser sanada.

Por isso hoje, pensando no meu gatinho que desapareceu e como já pude reagir, mas pensando principalmente nas famílias dos passageiros do acidente do voo da Air France, pensando na família Amieiro com a desaparição da engenheira Patricia Franco, vendo o sofrimento dos pais de Marta Del Castillo e de todos os outros pais que tiveram seus filhos desaparecidos, e muitos outros casos distintos. Pensando na dor daquele que sofre a desapariçao de um ente querido, me solidarizo com essa dor e invoco justiça, eficiência na resolução dos casos, compaixão e respeito pelos que sofrem essa dor, essa dúvida.

Acessem:http://www.cadepatricia.com.br/
http://www.disquedenuncia.org.br/

sábado 30 de mayo de 2009

Momento coruja total!!!!!

Vou ser direta e verdadeira: estou aqui para fazer publicidade e para expor meu lado coruja total!!!!
Não sou mãe (ainda), mas há 18 anos sou madrinha. Mas a minha afilhada não é uma afilhada qualquer, claro!!! É um menina (para mim sempre será uma menina), que no auge da sua juventude, está descobrindo a vida e descobrindo-se.
A Laís é inteligente, adora escrever, tem bom gosto, é divertida, super amiga, enfim vou deixar para que descubram vocês mesmos o porquê sou tão coruja e orgulhosa de ser a dinda dela.
Então, acabando o momento babação de ovo, puxação de saco, fã, madrinha coruja total!!! Passo ao momento publicidade.
A Laís criou seu primeiro blog, ou seja, acaba de perder a virgindade da blogesfera, e claro, de maneira virtual, pretende ter experiências e relações no ciberespaço.
Entretanto, eu como madrinha que me preocupo, e que prezo muito mais pela qualidade do que pela quantidade de suas relações, venho divulgar o blog dela, a vocês meus amiGOs.
E que ela descubra que o bom de ter um blog é escrever um post caprinhado, compartir histórias, pensamentos, reflexões, descobertas e angústias, mas também receber comentários interessantes, e visitar blogs (como o de vocês) que oferecem tanto. E em alguns casos, dessas visitas e comentários, surgem "relações" passageiras, e outras de admiração, amor e amizade verdadeira.

Um ótimo fim de semana a todos!
BesitosQuel
http://www.leisdalais.blogspot.com/

Ah! No GO havia uma ferramenta para recomendar blog aos amigos, alguém sabe se isso também existe aqui, no blogger?

martes 19 de mayo de 2009

Empacada

Às vezes empaco.
Não posso retroceder e não consigo avançar
Não no ritmo que desejo.
Nessas horas o que fazer?

1ª opção: revoltar-se
2ª opção: sentar e chorar
3ª. opção: esperar “algo” acontecer e me desempacar
4ª opção: rezar para que algo aconteça
5ª opção: mudar de estratégia
6ª opção: ignorar, só por um tempo, e colocar atenção em outra coisa
7ª opção: dormir e esperar sonhar com a solução
8ª opção: adaptar-se à nova situação
9ª opção: dividir o empaco com outras pessoas e descubrir como cada um sai de situações empacatórias.
10ª opção: NDA - nenhuma das anteriores

Coloquei no meu msn a palabra empacada. No segundo dia uma amiga me disse:
- desempaca!!!
- tá difícil, levo dias empacatas
- eu tbem empaco às vezes.... na verdade eu congelo....paraliso!
- mas eu tô bem...saindo de uma dessas fases de congelamento...rs
- e dai qual a sua estratégia para descongelar, desparalisar, desempacar?
- ai sei lá viu.... chega um momento que eu saco que eu congelei...olho pra trás... consigo visualizar o ciclo... aí consigo começar o movimento contrário....
- hum…
- isso acontece às vezes.... já to meio acostumada...rs
-...interessante
- inclusive...tô indo na terapia agora mesmo...... preciso ir, beijos!!!!!!!
- e cada vez consegue iniciar o movimento contrário com menos dor e mais precisão, verdade?
- sim, cada vez é mais fácil
- vamos falar no skype qq hora dessas!
- claro! eu quero!!!
- qdo eu levanto de manhã e começo a arrumar a casa... meu quarto, faço café da manhã...percebo que tô descongelando.... é um sinal muito muito claro, que tô mudando de rota...Tenho que ir!
- ok! Tô com muitas saudades!
- eu tbém!!
- te adoro!!!
- eu tbém!!!!
-bjos
-bsitos

Com dois minutos de conversa já me sinto melhor. Empacar é um processo natural daquele que se move. Só quem quer seguir adiante pode se sentir empacado em algum momento.
Sei que em questões de dias me desempaco, enquanto isso avanço com outro ritmo, e aproveito para em cada momento agir de uma forma. Choro, rezo, ajo, mudo de estratégia, aceito, me rebelo, mudo o foco, durmo, sonho, desperto, tenho insônia, regulo o foco, adapto e divido o empaco.

E vocês, como desempacam?

Obs: na verdade é a tesis que está empacada, estou escrevendo o ÚLTIMO capítulo, um capítulo que já está todo estruturado, mas como dependo da boa vontade de outras pessoas para realizar algumas entrevistas, não posso avançar como quero.

Besitosss
Quel

Ah! Obrigada a todos aqueles que sempre tentam me desempacar dando um empurrãozinho.

domingo 17 de mayo de 2009

Para educar a uma criança, é preciso de toda a tribu

O dia de Internet se celebra hoje, 17 de maio, em Espanha, organizado pela Associação de Usuarios de Internet. Foi comemorou por primera vez no dia 25 de outubro de 2005. Pouco tempo depois, a Cumbre da Sociedade da Informação, celebrada en Tunísia em novembro de 2005, decidiu propor a ONU a designação do dia 17 de maio como o Dia Mundial da Sociedade da Informação, o que fez com que se alterasse o denominado Dia de Internet a esta data.

É um dia dedicado a fomentar, aproximar e comunicar os beneficios de Internet e das novas tecnologías. Pretende dar a conhecer as possibilidades que oferecem as novas tecnologias para melhorar o nível de vida dos cidadanos. Porém este ano o enfoque é distinto.

"Proteger a infância no ciberespacio" é o lema que escolheu este ano a ONU para a comemoração desse dia. Pertinente escolha, já que as crianças, muitas vezes, dominam mais as tecnologicas que os pais, mas saber como funciona, não quer dizer saber usar, usar adequadamente. As crianças e jovens teem accesso a uma ferramenta muito potente, mas desconhecem toda a sua magnitude, seja para as maravillas que se pode encontrar ou os perigos que contém a Red.

"Ao navegar pelo ciberespacio à procura de informação e diversão e criar suas redes sociais, também resultam serem os mais expostos à exploração", afirma o mandatario da ONU. "Sem a devida proteção, suas valiosas vidas correm graves riscos no perverso mundo dos ciberdelinquentes e dos pedófilos, que sempre estão a procura de presas fáceis". diz Ban Ki-Moon

É preciso orientar, educar e se preciso, controlar a maneira como os pequenos usam Internet. Em muitos casos a educação passa primeiro por professores e pais.
Ciberfamilias é uma web dedicada aos país e educadores interessados em conhecer melhor Internet e se informar sobre as questões relativas a segurança dos menores.
Outra iniciativa que vale a pena conhecer é a
Universidad de padres. Um projeto pedagógico para colaborar com os pais durante todo o processo educativo de seus filhos. A idéia fundamental deste projeto é que toda a sociedade deve ajudar nesta tarefa.
O lema deles é claro: “para educar a uma criança, é preciso de toda a tribu”.
Estejamos sempre atentos a nossas crianças!

domingo 10 de mayo de 2009

No mesmo compasso


Hoje é dia das mães ai no Brasil, aqui na Espanha foi domingo passado e vai saber se a data não é diferente em algum outro lugar do mundo. Isso só prova que essa história de UM dia para celebrar o dias das mães, como minha mãe diz: “É besteira!”.
Está certo, não posso negar. Acredito sim, que todos os dias são dias das mães, pais, crianças e amigos. E não perco uma oportunidade de dizer as pessoas que amo o quanto elas são importantes para mim. Mas eu gosto de datas pré-esbelecidas. Sou assim. Gosto da expectativa de ver aquela data chegar e pensar em algo especial para o ocasião. Sou tão boba que gosto até de comemorar aniversário de mês do meu namoro, quando já levamos 4 anos juntos.

Mas hoje é dia das mães (no Brasil) e quero fazer minha homenagem a minha mãezinha. É que ela não para de me surpreender com sua generosidade e seu espírito jovem. São muitas as histórias. A que vou dividir com vocês é sobre um tema muito comentado por nós, o fechamento da comunidade do GO.

Quando comentei com ela que ia fechar, ela ficou super triste, porque é umas das minhas fiéis leitoras e me disse que eu tinha que copiar todos os textos e não perder nenhum! Sempre que nos falávamos ela perguntava se eu já havia copiado tudo, e eu sempre respondia que ainda não havia terminado, afinal eram muitos textos.
Ela parou de perguntar e quando contei que estava escrevendo um novo ComuniQuel, ela me disse que havia impresso todos os textos do outro blog. Que foi num lugar e ficou lá mais de uma hora, para a “menina” poder imprimir, e me disse: “agora tenho um montão bem grosso dos seus textos, parece um livro. E posso ler os textos que gosto pouco a pouco e quando eu quiser”.
Vai dizer que isso não foi “fofo”?
A grande vantagem de escrever agora no blogspot, é que o endereço do blog ficou bem mais fácil (www.comuniquel.blogspot.com), já que ela sempre reclamava que era muito difícil passar o endereço (www.globoonliners.com.br/icox.php?mdl=pagina&op=listar&usuario=6707&mostrar=meublog) ou explicar como acessar para suas amigas.

Aproveito para publicar aqui um texto que escrevi para ela no ano passado e estava publicado lá no GO.
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Uma das piores coisas de morar na Catalunha não é adaptar-se aos costumes, a comida, ao tempo, as pessoas, ou a possibilidade de às vezes não ter trabalho ou onde morar. A pior de todas elas é a SAUDADE. Estar distante, e por longo tempo, dos familiares e dos amigos queridos muitas vezes, é a pior dor. Para amenizar a maior de todas as saudades, a da minha mãe, tentamos nos falar com frequência por computador e telefone. E uma ligação é o suficiente para aquecer minha alma, me deixar com um sorriso no rosto e o coração mais tranquilo. Minha mãe é daquelas pessoas naturalmente sábias. E da nossa última conversa ao telefone surgiram essas palavras:

Da minha mãe aprendi a ser amada e amar.
Da minha mãe aprendi a ser tolerada e tolerar.
Da minha mãe aprendi a ser perdoada e perdoar.
Da minha mãe aprendi a ser respeitada e respeitar.
Com minha mãe aprendi a ter fé, fazer minha parte e acreditar que o melhor sucederá.
Com minha mãe rio, choro, confesso, grito, danço e me completo.
Minha mãe diz que sou um sol, uma benção, um presente de Deus em sua vida.
E eu, digo que ela é uma graça divina dia-a-dia na minha.
Minha mãe me faz sentir sua presença em minha alma, quando pela distância, não é possivel de seu corpo um abraço.
Minha mãe esta comigo e eu estou com ela, quando olhamos, o céu, as estrelas, a lua e o sol.
Sou a extensão da minha mãe e muito mais...
E nosso coração bate no mesmo compasso.

A orquídea e a flor preferida da minha mãe e significa a entrega do coração. Perfeito para presentear a minha mãezinha Simone e todas as mamães que por aqui passarem. Meu abraço forte a todas as mães e um especial para minha!
Quel

viernes 8 de mayo de 2009

Um vírus pior que porcina? O medo!

Comecei a me preocupar com a gripe porcina. Não com a gripe especificamente, mas com a manera que vem sendo noticiada, me parece um exagero, um alarme mediático, que mais assusta aos cidadanos que informa. E expalha um vírus muito pior: o medo. Pensei em escrever sobre o assunto, mas encontrei alguém muito mais capacitado e adequado para expor sobre a gripe e como a noticia está sendo transmitida pelos meios de comunicação. Marc Siegel é especialista em gripe porcina, professor de Medicina da Universidade de Nova York e concedeu uma entrevista ao periodista Lluís Amiguet do cibermedio espanhol La Vanguardia.es

Reproduzo abaixo esta relevante entrevista em espanhol, acreditando que está fácil compreender, qualquer dúvida estou a disposição.

"Esta gripe durará lo que dure en los informativos"
Hoy he llevado a mis tres hijos al cole como cada mañana y he notado que el conductor del autobús al que saludo cada día antes de que salga de ruta tenía ojeras y cara de preocupación...
Me ha dicho que se sentía mal, que tenía miedo de tener la gripe porcina...
¿Qué le ha dicho usted?
¡Que, por Dios, se dejara de virus y cuidara de la vida de mis hijos descansando bien para conducir! Y que si yo tuviera la mínima duda sobre la posibilidad de un contagio, no dejaría que mis hijos fueran al colegio.
Un buen argumento.
El pobre hombre sufría hipocondría causada por los medios de comunicación y esa gripe del miedo me preocupa más que la porcina. Y la están alimentando los estados: ¿Por qué tiene que salir todo un jefe de Estado a hablar por la tele de una vulgar gripe?
Es una oportunidad de lucirse.
Bastaría con un subsecretario; cualquier portavoz médico sería suficiente. Ese pánico irresponsable alimentado por las autoridades está causando mucho más daño que ningún virus y un enorme perjuicio económico en billones de dólares.
La economía mexicana está colapsada.
¡Y ni siquiera está claro que no viajar allí reduzca los contagios! ¡Pobre México! Mire, cuando uno va a México, la gripe porcina es, con mucho, la última en la lista de cosas por las que preocuparse.
¿Tan poco le preocupa esta gripe?
Es incluso más benigna de lo que imaginaba en un principio; está resultando suave: poco contagiosa y poco peligrosa.
Hay muertos.
Como cada año. Cada año la gripe causa miles de muertos sin que merezcan ni un segundo de televisión ni un titular ni siquiera en internet. Les pido que utilicen su circuito humano neuronal de la razón y el sentido común y bloqueen el centro neuronal del miedo que compartimos con los animales.
Ayúdenos, doctor.
Vayamos al epicentro de la pandemia: México DF tiene 20 millones de habitantes; pues bien: apenas ha habido un millar de casos.
Tal vez las autoridades mexicanas no han sido ni precisas ni eficaces.
¡Eso es otra barbaridad: afirmarlo alegremente así sin pruebas! ¡Qué linchamiento moral de todo un país sin más fundamento que los clichés y nuestra pretendida superioridad! Ya veremos quién se ha equivocado.
¿No cree que ha habido mala gestión de la pandemia en sus inicios mexicanos?
No lo sé. Simplemente no lo sé. Y tampoco creo que nadie lo sepa ahora mismo. Me parece injusto que se dé esa impresión sin contrastarla con datos. Lo sabremos más adelante cuando la pandemia no salga en la tele y ya sólo nos interese a los especialistas.
Tal vez sean miles los infectados y los contagios hayan sido ocultados.
Incluso si fueran cinco veces más de lo que han declarado las autoridades, seguirían siendo estadísticamente inapreciables: cinco mil contagios sobre veinte millones. Adecue su temor a esa estimación estadística.
¿Esta gripe no le parece preocupante?
Desde luego no debemos ignorarla: hay que monitorizarla, controlarla y seguir su evolución, pero es de las benignas: ni siquiera superará a la de Hong Kong de 1968.
¿Podría transformarse en muy dañina?
El virus puede evolucionar a peor: eso es posible, pero no entra dentro de mis pronósticos y he estudiado muchas gripes. Este virus no aguanta más de dos contagios y ya está debilitado. Es una pandemia suave.
Con cobertura mediática virulenta.
Eso sí es preocupante: la propagación instantánea del virus del miedo a través de los medios nos está perjudicando más que la gripe. Lo realmente nuevo en este virus es esa cobertura que internet ha convertido en instantánea: ¿cuántas veces al día oímos la palabra gripe o la leemos?
Así no hay quien la olvide.
Esta gripe, la del 2009, durará lo que dure en las teles, radios y portadas de internet y de diarios. Poco a poco los programadores y directores verán que no da audiencia y la relegarán a espacios secundarios y al final no darán nada sobre ella.
¿Porcina es el nombre adecuado?
Está claro que proviene de los cerdos. Esta mañana yo estaba en la tele cuando un ciudadano nos ha enviado un correo: "Dice usted doctor que esta gripe viene del cerdo, tiene similitudes con la gripe aviar y se contagia entre humanos: ¿Eso significa que los cerdos por fin van a volar?"
Tiene gracia, pero no sé si ahora...
Al contrario: desdramaticemos. Sólo así eres capaz de actuar con acierto. El miedo es el que hace bajar la guardia. A ver: recuerde en todo momento que tenemos antivirales que funcionan y que estamos diseñando una vacuna sin problemas si es que al final hace falta. Más o menos como nos pasa cada año con las gripes.
¿Y si el virus se transforma y empeora?
En el peor de los casos, con quedarnos en casa un tiempo desactivaríamos con eficacia su propagación.
Se especula con un virus fabricado.
Si fuera un virus creado por terroristas sería más letal: se lo aseguro. Tampoco está concebido en un laboratorio multinacional: no sería tan benigno. No es tan diferente de otras gripes - muchas ni fueron noticia-de nuestra historia.

Um fim de semana com muita tranquilidade e bom humor, que essa é sempre a melhor maneira de enfrentar qualquer situação.
Ah! O cartoon acima foi enviado pelo bem humorado amigo Marcos Santos.
Besitossss
Quel


domingo 3 de mayo de 2009

“Antes mesmo de fazer teatro, nós somos teatro”

Quando li a manchete da morte de Augusto Boal imediatmente senti um nó na garganta. Lembrei-me de seu entusiasmo em um workshop que tive o prazer de fazer com ele.
Entristeci-me em pensar que aquele dramatugo, ensaista, diretor de teatro e criador do Teatro do Oprimido não estava mais entre nós.
Ao ver uma cobertura pobre na mídia sobre Augusto Boal senti vontade de escrever, para contribuir com um grãozinho de areia, para que esse homem receba as homenagens que mereça e que mais pessoas percebam a grandiosidade desse ser.
Augusto Boal, 78, faleceu neste sábado (2) de insuficiência respiratória, no Rio. Mesmo diagnosticado com leucemia não deixou de viver intensamente sua história. Sempre atuante, ainda no final de março encontrou forças para participar de uma confêrencia da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em Paris, onde recebeu o título de Embaixador Mundial do Teatro. Também um título desse EMBAIXADOR MUNDIAL DO TEATRO, merecia um derradeiro esforço.
Em 2008, foi indicado ao prêmio Nobel da Paz devido ao reconhecimento a seu trabalho com o Teatro do Oprimido, uma metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro à ação social. No dia 16 de março do mesmo ano, atores, teatrólogos e militantes da cultura comemoraram pela primeira vez o Dia Mundial do Teatro do Oprimido. A data foi escolhida por ser a mesma do nascimento de Augusto Boal.

Esse post não é para escrever sobre a história de Boal ou do Teatro do Oprimido é simplesmente meu desejo que seu exemplo, de uma pessoa que dedicou a vida à transformação social por meio da arte , seja um exemplo a seguir por muitas outras pessoas.

Augusto Boal será cremado essa tarde de domingo. Melhor escolha para a decomposiçao do seu corpo não poderia existir. O fogo, na Idade Média era considerado como o mais nobre dos elementos, aquele que mais se aproximava à Divinidade. O fogo passou a ser utilizado em rituais religiosos e predominou a creencia que ao queimar o cadáver, com ele seria queimado todos os seus defeitos e ao mesmo tempo a alma se libertaria. A cremação teve como base a força purificadora do fogo. Os orientais acreditam que nas ceremonias de cremação se pode esperar obter atitudes benévolas dos deuses, buscando conducir as almas ao Reino dos Mortos e ali, quando chegassem seriam recebidas e cuidadas com carinho.

Pensando em tudo isso, na ritualidade do fogo, do teatro, não me entristeço mais por pensar que a presença fisica de Augusto Boal não está mais entre nós, já que seu legado investigativo, cultural, artístico, social e político terá a benção dos deuses para ser imortalizado em países de todo o mundo.

Abaixo está um video, que mostra mais sobre Augusto Boal e seu trabalho.



Paginas Amarelas do Teatro do Oprimido: http://www.theatreoftheoppressed.org/

Site do centro do teatro do oprimido:http://www.ctorio.org.br/

CENTRO DE TEATRO DO OPRIMIDO. Av. Mem de Sá, 31 - Lapa Rio de Janeiro - RJ
Tel:(21) 2232-5826

"Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!" Augusto Boal

jueves 30 de abril de 2009

Tesis

Tenho escrito pouco neste blog e no cantinho de vocês, e pensei que assim continuaría, já que ando super envolvida em escrever minha Tesis. Acho que a maioria de vocês sabem que faço um doutorado em Comunicaçao Social, afinal está ai ao lado, no meu perfil. Finalizei um “máster en ciberperiodismo y lenguaje” e minha tesis da sequencia com o estudo da produção digital de dois jornais do Brasil e dois aqui da Espanha: Folha Online, O Globo Online, La Vanguardia.es e El País.es
Se vocês quiserem outra hora conto com detalhes (aos poquinhos) os muitos aspectos que analizo desses cibermeios. E essa é minha proposta para vocês, uma viagem diferente. Como não estou em condiçðes mentais e físicas de escrever sobre outras coisas, me proponho a dividir com vocês as viagens e neuroses de uma doutoranda... cruzcredo!!!!!! hehehe

Claro que vou acabar me desabafando com vocês em algum momento, porém mais que tudo, quero dividir um monte de coisas bacanas que vou descubrindo na Internet, que faz parte e às vezes não..rsrsrs dos meus estudos. E claro, quero feedback, ou “retroalimentación”, como se diz em espanhol, afinal uma das coisas mais interassantes da Red (e dos jornais digitais) é sua interactividad.


Besitosssss

Quel

viernes 24 de abril de 2009

Movimento Blog Voluntario - Cibernarium

O que tem de comum: espanholes, brasileiros, romenos, magrebíes, angoleses, colombianos, peruanos, mexicanos, chilenos,eslovenos, nigerianos, mulheres, homens, jovens, senhores e senhoras, aposentados, desempregados e trabalhadores, deficientes fisicos e mentais, presidiárias, cidadãos livres e outros nem tanto, gente pobre, bem pobre e com dinheiro?
Difícil saber a resposta?
Todas essas pessoas foram meus alunos. Sou formadora de alfabetização digital em um centro que se chama Cibernarium em Barcelona.
Cibernarium é um multiespaço impulsado pela prefectura de Barcelona dedicado a divulgação e capacitaçao gratuita sobre Internet e novas tecnologías.

Por um lado, Cibernarium imparte formação de nível básico orientada às pessoas que não estão familiarizadas com as nuevas tecnologias, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida pessoal e laboral dessas pessoas.

E por outro lado, organiza sessões, seminários e oficinas de capacitação digital específicos para professionais (desempregados e em ativo), empreendedores e empresas de todos os setores. Presta especial atenção a divulgação tecnológica no mundo educativo e aos coletivos com especiais dificuldades.

Tenho o privelegio de atuar no berço do projeto, mas o sucesso foi tanto que não demorou a se extender entre 9 cidades da Europa e da América Latina. E nosso Brasil está entre elas. Com a missão de desenvolver estratégias locais para fazer frente à exclusão digital estão as seguintes cidades: Barcelona e San Sebastian na Espanha, Bruxelas na Bélgica, Tampere na Finlândia, Maule no Chile, David no Panamá, Quito no Equador e Porto Alegre e São Paulo.

O Cibernarium conta uma sala on-line, onde os cidadãos podem utilizar os computadores e acessar a Internet sem custo nenhum, e a sala de formação, onde são oferecidas mais de 200 vagas por mês, em um curso que aborda temas como introdução a informática, Windows, edição de textos, planilhas eletrônicas, power point, photoshop, creação de blog, HTML e navegação de Internet.

Os contatos de Cibernarium
Em São Paulo são:
Av. São João 473, térreo
Galeria Olido - Térreo
Perto do metrô República - Centro de São Paulo/Capital
Fone: 3223-3694

Em Porto Alegre:
Unidade Usina do Gasômetro
Av. Presidente João Goulart, 551
4º andar
3433-7652

Divulguem, conheçam e participem do Cibernarium!

Colaborem com o Movimento Blog Voluntario

martes 10 de febrero de 2009

Pra lá de Marrakech - Final


Em nosso último dia em Marrakech, eu fui parar pra lá de Marrakech. Literalmente. Eu quería ir muito além de “pra lá”, queria ir ao deserto desse país e passar a noite acampando, mas isto estaria a uns 500 km de distância e com apenas uns poucos dias nesse país não seria possível. Planos para uma outra viagem.
Nosso destino era muito mais próximo, porém bem diferente do visto e vivido na metrópole, e pela manhã um motorista marroquino nos apanhou no hotel e nos dirigimos ao Vale Ourika.
Sentada no banco detrás do carro, fui contemplando pela janela a paisagem que mudava paulatinamente de grandes edifícios a rústicas construções, independente se era uma arquitetura elaborada ou simples, todas tinham a mesma cor.
Cheguei a pensar que era a própria cor do cimento deles, mas esta teoria não tinha sentido ao pensar nos suntuosos edifícios dos bancos e hotéis.
Voltei minha atenção ao interior do carro e então lembrei porque havia desconectado da conversa daquelas pessoas e me deixado absorver pela paisagem e meus pensamentos. O assunto que se estava discutindo no carro era…adivinham? Como encontrar a mala. Era solidaria ao sentimento de perda e frustração do Paulino, mas aquele assunto tomou proporções enormes e nos perseguiu durante toda a viagem.
Interrompi, perguntando ao motorista por que todas as construções tinham a mesma cor. E a resposta foi óbvia:
-É lei. Cada cidade é obrigada a pintar suas casas da mesma cor.
E o homem continuou nos contando, que as cidades imperiais marroquinas têm cada uma sua cor. Marrakech é ocre, Fez é a cidade azul, Méknes a cidade amarela e Casablanca, como se espera é branca. As construções, nas cidades, obedecem aos tons destas cores. E completa a informação dizendo que cada cidade é formada por, digamos assim, três bairros principais - a Medina, bairro antigo, onde moram os berberes e árabes, a Melah, bairro judeu e o bairro europeu, onde obviamente, moram a maioria dos europeus.
Sua explicação foi interrumpida quando vimos uma multidão de jovens e perguntamos o que era aquilo, e ele nos conta que é uma manifestação pacífica de estudantes contra o massacre israelí en Gaza. Nesse momento, penso que o mundo está conectado nesta causa e desejo que logo esse genocídio tenha fim.
Meu desejo é lançado ao universo e logo sou obrigada a resgatar meu pensamento que vagueia por diferentes reflexões para me concentrar no que vivenciaria naquele instante. Chegávamos a primeira casa de uma família berbere no Vale Ourika. Busquei em meus registros mentais o que conhecia sobre essa cultura. E me veio a mente que era o povo considerado nativo daquele país, que ainda preservavam laços tribais e tinham uma língua própria (a maioria da população fala francês e árabe - idiomas ensinados nas escolas). Lembrava me ainda das fotos que havia visto de suas casas nas montanhas, com construções que se harmonizavam com a natureza. Venho a descubrir que por conta das constantes invasões, os berberes se refugiaram nas montanhas e, hoje vivem camuflados em casas que se misturam às paisagens áridas do país.
Parecia me todo um privilégio conhecer uma autêntica kasbahs (como suas residências são conhecidas), com suas paredes feitas de argila misturada com água e palha. Lembrei me nostalgicamente das casinhas de sapê que um dia visitei dos meus antepassados no Quiririm (interior de São Paulo).
Uma família de berbere vivía nesta casa e as visitas eram uma fonte de renda a mais. Visitando a casa sentia ainda mais a semelhança com as casas da roça, com seus fogões a lenha e currau. Assisitimos o ritual do chá de menta e pudemos observar todos os detalles da elaboração desta bebida que eles tomam com frequência e oferecem a todos os seus visitantes.
Apesar de estar observando aquela cena, por um momento, senti o cheiro de café sendo passado em coador de pano na casa de minha avó e o gosto do bombocado de fubá que ela tão bem fazia, e que eu tinha que me controlar para não comer vários pedaços ainda quente e correr o risco de ter dor de barriga, como ela me advertia.
Mas o que meu paladar sentiu foi o gosto do pão feito na hora, com o azeite de olivas mais saborosos que desgustei em minha vida, pois era elaborado naquela mesma casa. O mais virgem dos virgens.
Podia contar a vocês uma série de outros detalhes dessa casa (colocarei fotos sobre a casa em outro post), mas havia outras coisas que fazer nesse ensolarado dia.

Outra tradição entre esses povos é a confecção dos tapetes. As peças são feitas manualmente pelas mulheres e depois comercializadas pelos homens. Os tapetes marroquinos são tingidos com pigmentos encontrados na natureza. As estampas representam o cotidiano da população. Muitas famílias se unem em cooperativas e algumas dessas associações chegam a empregar três mil mulheres. Os tapetes estão à venda por toda parte. Entre os berberes, tanto as mulheres quanto os homens têm suas funções definidas e todos trabalham.
Os tapetes eram realmente lindos e caros e como eu não tinha intenção (e condições) de levar nenhum deles comigo, aproveitei e me diverti fazendo muitas poses, pois os tapetes ficavam belíssimos como fundo, como cenário para as fotos.
O passeio seguiu e fomos parar em uma outra coopertiva, essa de produtos naturais. Um guia nos apresentou uma horta com suas plantas curativa e depois nos encaminharam à uma das 8 salas da persuassão.
Fecharam a porta atrás de nós. Ninguém entra, ninguém sai. Um dos homens que trabalha na cooperativa mostrou produto por produto e seus efeitos terapêuticos, que no discurso dele mais pareciam efeitos milagrosos. Um substância estranha para acabar com o ronco, um chá para emagrecer, um óleo para rejuvenecer, um creme para hemorraidas, uma pilula para impotência, um pó para dor de cabeça… Naquel lugar, qualquer problema físico tinha solução.
Eles realmente são bons na arte de persuadir, pois mesmo os produtos sendo caros, e bem caros, todo mundo acaba comprando alguma ilusão. Conosco não foi diferente.

Ainda no Vale Ourika não pude deixar de fazer algo que sempre tive vontade, dar uma volta de camelo. Deu até para sentir um medinho, já que estar na corcova desse animal é estar a mais de dois metros de altura. Mas o camelo era muito simpático e carinhoso, querendo até dar me um beijinho, como de beijo babado estou fora, desviei o rosto. Mas ele não se ofendeu e me levou a passear numa boa.
De volta a Marrakech passamos por um desses lugares que tingem com pigmentos naturais o couro. Por sensatez só Matheus desceu para conferir o lugar, e ao deparar com a carnificina e o olor de putrefação decidiu que deveríamos voltar a medina.
Na célebre praça da cidade fizemos a nossa última e farta refeição antes de voltarmos à Espanha.
A viagem foi curta, faltou conhecer muito lugares, mas mesmo assim deu para aprender e vivenciar muito da cultura desse país.
A sensação no fim do dia, no fim da viagem foi de felicidade por voltar para casa. A viagem não foi do jeito que eu imaginei que seria, mas ir a um lugar novo é sempre esta emoção desconhecida, pois nunca posso realmente estar segura do que vou encontrar, o que vou viver, e esse é um dos sentimentos que me faz gostar tanto de viajar. A surpresa, o desconhecido, a aventura, mas saber que tudo isso é passageiro.
Voltar…regresar ao lar é um prazer conhecido, é uma sensação de crescimento físico e espiritual, é voltar ao cotidiano, mas com uma parte, pode ser bem pequenininha, diferente em meu ser. Porque viajar me ajuda a conhecer mais do outro, mas principalmente conhecer mais de mim, e em meu lar, olhando as fotos, escrevendo esses textos à vocês e que tenho certeza que por mais difícil que seja uma viagem, SEMPRE VALE A PENA!!!!.
Ah! A mala só foi encontrada uma semana depois que voltamos.

Besitossss
Quel

domingo 8 de febrero de 2009

Pra lá de Marrakech - parte IV


Caros amigos leitores, os pouparei dos detalhes do fatídico dia passado em função da busca da mala trocada.
Resumo dizendo que tudo que era possível fazer, e muito mais, foi feito na intenção de encontrar a bagagem, e mesmo assim, o dia passou sem que a dita cuja aparecesse. Todos eram unânimes em dizer que era a primera vez que viam um caso de mala trocada, o que complicava ainda mais a história. E vocês já ouviram algo parecido? Que a identificação de outra pessoa acabe parando em sua mala e a sua na mala de outro alguém? Já havíamos mal gastado o dia por conta desse infortúnio, sem poder fazer mais nada em relação ao assunto, resolvemos não desperdiçar a noite.
E na “High Society” de Marrakech fomos parar, um lugar com pessoas bonitas (ocidentais e orientais) e uma decoração lindíssima que misturava o tradicional e o moderno daquela cultura, com um toque internacional, porque começamos a noite tomando caipirinha e mojito.

Depois nos deliciamos com a comida, esse foi um dos meus maiores prazeres durante toda a viagem.
Sinto minha boca salivar só de lembrar do gozo de meu olfato e paladar por tão sublime comida.
A casa ainda oferecia shows com lindas mulheres e seus suntuosos e agéis ventres. O público estava enlouquecido pelas dançarinas, e a agitação era muita. Falando em público, faço um aparte para contar o que vi e me surpreendeu a respeito das mulheres.
Primeiro, fora dos âmbitos daquele lugar, melhor dizendo em qualquer lugar por onde andei em Marrakech era comum ver mulheres viajando sozinha.
Eu sempre alimentei a vontade de ir à Marrocos, mas todos me diziam que não deveria ir sozinha ou com uma amiga e que a presença de um homem se fazia necessaria.

Bobagem! Vi muitas mulheres viajando sozinha ou acompanhadas por uma amiga. Agora voltando ao restaurante boate, observei vários grupos de jovens mulheres árabes solteiras, na verdade nesse lugar, para meu espanto, havia mais mulheres que homens. Será isso sinal que as mulheres árabes estão batalhando mais por seu espaço na sociedade e pelo direito de se divertir? Depois de bebermos bem, comermos ainda melhor, rirmos, dançarmos, conversamos um pouco sobre tudo e sobre a mala (não aguento mais!!!), posarmos para as fotos, saímos dali e fomos a um cassino.
O tio Paulino é fanático por um cassino, e não podia deixar de dar uma passadinha para conhecer e jogar, é claro. Para mim, não era o fim de noite ideal, já que não gosto de ver pessoas jogando por dinheiro, eu então, nem pensar!!!
Como não fizemos coro a jogatina, o tio Paulino logo desistiu de seu vicio, e óbvio, também porque estava perdendo dinheiro… trocamos as mesas de apostas, pela aposta certa de nossas camas.
Eu estava contente que aquele dia havia acabado, que a noite havia sido muito melhor que o dia e sentia que o dia de amanhã seria ainda melhor, era o nosso último dia e iríamos fazer uma passeio pelo Vale de Ourika e conhecermos mais sobre a cultura Berbere. E quem sabe a mala não aparecia e a viagem realmente poderia ter "happy end". ...continua...

A todos um ótimo domingo e começo de semana!

Besitossss Quel

lunes 2 de febrero de 2009

Pra lá de Marrakech - parte III


O sol brilhou.
Brilhou intesamente como estava previsto pela meteorologia no primero dia do ano. 2009 será um ano regido pelo grande astro de luz e com seus raios acordei. Sentia que algo havia mudado. Não apenas o número do ano, mas o fato era que dia chuvoso de 31 de dezembro já era história e eu me sentia diferente.
E no primeiro dia do ano me propus a ser feliz.
Com as energias renovadas por uma noite bem vivida, dormida, sonhada e bem amanhecida sai a caminar pelas ruas de Marrakech.
A cidade terracota era puro calor e buscamos um lugar para nosso café da manhã.
Entramos num café estilo parisiense, há muitos desses pela cidade, e me sentindo mais na Europa que na África tomei meu café com croissant.
Satisfeita sai em busca do autêntico marrocos, e não há nada mais autêntico nessa cidade que a praça Jema el Fnaa . A sensação de novamente em seus solos pisar foi diferente. Já não me assustaba aquele caos, e comocei a achar tudo fascinante. Claro, que essa sensação com seus devidos limites, já que não eramos livres para fazer foto ou filmar sem ser bombardeado por árabes querendo uma moeda.

Uma mulher toda coberta se aproximou, pegou minha mão e disse:
-¿Hablas español?
-Sí, por supuesto. Contestei mirando para única parte exposta de sua face, seus olhos negros.
Foi bom escutar novamente aquele idioma em boca alheia, mas quando me dou conta ela já estava com uma seringa fazendo um desenho rebuscado em minha mão.
-No, muchas gracias.
-No problema.
E segue segurando ainda mais forte minha mão e esparramando henna pelos meus dedos.
- No tengo dinero.
E ela sem me escutar pergunta meu nome e diz que está escrevendo em árabe para me trazer sorte, assim como também está escrevendo a palavra filho. Nisso chega Matheus e ela, finalizando rapidamente minha mão, pega em seu braço com a seringa a todo gatilho.
Matheus reforça:
-Somos pobres estudiantes, no tenemos dinero.
- No problema.
E pergunta pelo nome dele, repete a operação de escrever o nome para trazer sorte ao lado da palabra filho.
Digo a Matheus que de dois euros a ela. Ela olha aquelas moedas com desdém, ri e diz:
- Eso es muy buen trabajo, trabajo para traer suerte. Son 200 Dirham (cerca de 20 euros)
Replicamos prontamente:
-No hemos pedido por su trabajo.
-Vale, hago descuento. Son 150 Dirham.
Não queríamos discutir, afinal o dia não estava para isso, demos os 2 euros e viramos as costas.
Depois tivemos muito mais cuidado com qualquer pessoa que se aproximasse, as fotos e o video foram feitos a distância com muito zoom.
Saímos da praça e entramos em um ruazinha que da praça nascia, entrávamos em uma e depois em outra até nos perdermos e voltarmos a nos encontrar. Olhávamos tudo, mas poucas vezes perguntávamos o preço de algo. Pois só vale a pena se você realmente tiver a intenção de pichinchar para conseguir o melhor desconto e comprar. E a impressão, depois da compra efetuada é que sempre se poderia conseguir um preço ainda melhor. É a cultura deles, para comprar qualquer coisa é assim…mas cansa.
E o dia nao estava para desperdigar energia com qualquer coisa que pudesse nos aborrecer.
Não compramos quase nada, estávamos ali para curtir a atmosfera do lugar, e isso fizemos.
Num beco sem saída umas crianças jogavam futebol com uma bolsa plástica, Matheus entrou no jogo e triblou a garotada, eles sorriram ao ver o estilo do brasileiro jogando.
Quando demos conta o dia já estava acabando, foi uma sensação muito boa deixar o sol nos guiar.
Voltamos ao hotel tomamos um banho e esperamos pelos tios de Matheus que estavam vindo de Portugal.
Eles chegaram através de um vôo de Casablanca e nos ligaram avisando que uma mala não havia chegado.
Foram então fazer a ocorrência e descobriram que haviam uma mala com o nome de Paulo Costa, mas que a mala na verdade não era a dele. A que se extraviou tinha uns 20 kilos e essa não pensava nem 10kg. Deixando a mala de outro ser para trás saíram do aeropuerto muitas horas depois de aterrizarem lamentando o ocorrido.

Fomos comer em um dos melhores restaurantes de Marrakech, em uma terraça envidraçada onde se podia apreciar toda a praça, mas nem a bela vista, nem a boa comida do local, nem as garrafas de vinho esvaziadas foram suficientes para mudar o rumo da prosa, e o assunto mala foi protagonista do jantar.
Despedidas feitas, cada um para o seu hotel e a missão do próximo dia seria recuperar a mala.
Eu já imaginava que não seria uma missão agradável e desejei que aquele dia ensolarado não tivesse passado tão rapido.

...continua...