jueves, 15 de julio de 2010

Tudo pode dar certo

Tenho estado atenta as minhas emoções e quando um sentimento de angustia, ansiedade e preocupação, que são todos facetas disfarçadas do medo, querem ganhar vida dentro de mi, eu simplesmente aborto.
Ultimamente vinha percebendo uma ponta de preocupação relacionada a um artigo que tenho que escrever. A princípio o tal trabalho tinha um prazo longo, parecia perfeitamente tranquilo desenvolve-lo naquele período, mas o tempo foi passando e eu tinha o tema do artigo, mas não encontrava o objeto de estudo que me despertava motivação em investigar e ai, o prazo agora ficou curto.
Ontem depois de muito navegar pela internet e pesquisar, me rendi a mais um dia sem encontrar o foco da pesquisa e uma vez mais senti a tal da preocupação e ansiedade dialogarem com o meu ego.
Sem censura disse a mim mesma que o melhor seria dormir, mentalizar positivo, e viver o poder do Agora, que naquele momento era um sono reparador.
Hoje pela manhã, em minhas visitas rotineiras as mídias sociais, encontro um link de meu interesse no twitter, que me leva a outro link e mais outro, e pimba! Lá estava a experiência que faltava para completar o que queria investigar e escrever.
E a partir daquele instante, uma sensação já conhecida estava (e esta) presente em mim. Tudo vai dar certo!
O que fez minha cabeça linkar outro pensamento, o novo filme do Woody Allen "Whatever Works", ou traduzido aqui no Brasil como "Tudo poder dar certo".
Desde que li a crônica de Martha Medeiros sobre o filme há alguns meses atrás fiquei com uma enorme vontade de assistir e há dias venho ensaiando pegar a matinê, porque aqui em Salvador só tem um cinema passando e no horário da tarde.
Os últimos filmes que vi de Woody Allen me agradaram justamente pela leveza, o humor e verborragia continuam presente, mas a filosofia é mais simples e não menos reflexiva.

Boris, o protagonista mal humorado da obra já avisa por onde o filme caminha com as frases no inicio: “As pessoas tornam a vida pior do que é preciso”, “Às vezes, os clichês são a melhor forma de dizer as coisas”. Mas a idéia do filme se completa com o que a Martha expõe em sua crônica, para ela Woody Allen se havia dado alta.
“Em seus filmes anteriores, mais ricos e consistentes em questionamentos existenciais, o diretor parecia dizer: “Não há cura”. Em sua resignada fase atual, ele parece dizer: “Não há doença”. O diretor está apenas confirmando que não temos nenhum domínio sobre os mistérios que nos rondam e sobre as experiências nunca testadas. Então, não importa o que façamos, o risco de dar certo é o mesmo de dar errado, e, até quando parece que dá errado, funciona. Qualquer coisa funciona".

E eu complemento as palavras de Martha. O deu errado, é um deu certo de outro modo. Whatever works!

Volto para minha rotina, de investigar e escrever, com a certeza que é besteira ter certezas, que o caminho certo, seja o do meu artigo ao qualquer outro é aquele em que eu me sinta bem.

Besos e axé!
Raquel

7 comentarios:

Lau Milesi dijo...

Quel muito bom, excelente!! É assim mesmo que temos "que/de" agir. Tudo tem seu tempo e, nesse tempo, tudo dará certo . Ou não, quem sabe, mas o importante é que tentou-se.

Esse "não" foi para complemenetar o meu pensamento, porque o que você está procurando virá às suas mãos. Para isso existem os "insights" e nós tenmos os nossos, não é? Esse filme é hilário, já assisti.

Um beijo e me conte quando achar o que você. procura.

Raquel dijo...

Oi Lau, é isso mesmo! Ah! o tempo...
ele traz o que precisamos na hora certa. E o filme é hilário mesmo, divertidíssimo.
Depois te conto sobre o que ando escrevendo.

Bsossss

Raquel dijo...
Este comentario ha sido eliminado por el autor.
Salete Cardozo Cochinsky dijo...

Boa noite Quel
É assim mesmo! às vezes temos medo de iniciar uma gestação, e mais, nada como o tempo e a inspiração que outros nos proporcionam.
Um texto, um trabalho é como uma gestação, portanto, é até saudável que tenhamos segurança e confiança para iniciar essa gestação.
E ainda saber que depois de parir esse que foi parido tem vida própria e levará tempo e através das interlocuções que promovem vão crescer, acrescentar...

Parabéns,
Beijos
Saletita

Djabal dijo...

Nós somos beliscados pela vaidade de conseguirmos alguma coisa fruto de nossa própria vontade. Ao passo que a cada dia que passa parece sermos muito mais conduzidos pelos próprio destino, "no matter what".
Você descrevendo o seu processo criativo mostra que apesar da sua vontade, as coisas vão se encaixando, e a nossa possibilidade se reduz a cumprir um prazo, abrir os olhos e ver melhor o que nos cerca e voilá: a obra estará pronta. Besitos.

Raquel dijo...

Ai Saletita saudades de ti...
É verdade querida amiga, está gestando mais pedaço de mim que em breve estará no mundo, é dolorido é prazeroso, e faz sempre a gente crescer... seguir avançando.

Bsossss

Raquel dijo...

Ai amigo Djabal que os cosmos te escute! hehehe
Já te contarei sobre o resultado da obra, o processo tem sido pleno!
Bsistossss