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martes, 7 de diciembre de 2010

Dias




Tem dias que há tanto a dizer que as palavras não dão conta e o medo é de ruído.

Tem dias que quase nada precisa ser dito.

Tem dias que são silêncios.

E dos silêncios novos dias, diferentes e iguais nascem.

miércoles, 24 de marzo de 2010

A dança da narcisa contente


Danço sozinha,
Feliz
Porque sou minha melhor companhia
Danço a vida
A morte
O estar presente
Danço o fim
O recomeço
O seguir sempre em frente
Danço com música
Danço com o vento
Com o mar
Com tudo que haja movimento
Danço por que amo
Porque sofro
Danço pelo riso
Pelo choro
Ou por qualquer emoção que nasça do peito
Danço pelo Sou
Pelo Estou
Pelo fui, pelo estive
Pelo serei, pelo irei
Danço nua
Danço bela
Dança etérea
Dança que regenera
Bailo livre,
em comunhão com o universo
o ritmo que toca no meu coração.


Raquel Gomes de Oliveira


jueves, 1 de octubre de 2009

Volver

Voltar tem sempre o mesmo gosto e ainda sim é diferente.
Sei que serei recebida com os braços abertos e depois fechados num abraço bem caloroso, com o melhor dos sorrisos, possivelmente acompanhado com lágrimas, mas de alegria pelo reencontro. Com uma mistura de silêncio de contemplação pelo momento que está sendo vivido e um turbilhão de frases que iniciam vários assuntos que não se concluem, porque uma nova pergunta precisa ser feita, ou um novo fato deve ser anunciado.
Voltar a casa tem sempre essa sensação gostosa que se repete, de aconchego, colo, proteção. De voltar ao um lugar seguro e cheio de amor. Mas também tem o diferente.
Detalhes da casa que mudaram, um animal novo que faz parte da família, e a transformação de cada ser que ao se reencontrar percebe, que a essência segue igual, mas que os anos trazem mudanças, algumas beneficiosas, outras nem tanto, mas todas fazem parte de um processo natural chamado viver.
São mudanças que podem ser mais notadas, como as mudanças físicas de um cabelo que está mais grisalho, uma pele com mais rugas, ou um corpo com uns quilinhos a mais ou que já não tem a mesma saúde de outrora.
Também são mudanças sutis, transformações que expandem a alma, e talvez, só porque estive distante sou capaz de perceber com tal nitidez. Mudanças de força de vontade, de devoção, de agradecimento, de sabedoria e tranquilidade. E nessa, acabo notando que eu também já não sou a mesma de quando parti, trago uma bagagem cultural e experiências de vida que só foram possíveis graças aos meus anos no exterior.
Meu coração agora está dividido entres dois países e pessoas de ambos lugares e ainda sim sou a mesma filha, irmã e amiga de sempre.
O tempo e a distância nem sempre é esquecimento, ou servem para curar feridas, mas sim, para fortalecer os laços de amor que são reais, onipotentes, subversivos e transcendentais.

É muito bom "volver"a escrever no blog!
Besitossss a todos
Quel