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domingo, 10 de octubre de 2010

MultiComemorações 3.3

Sofrimento tem que ter data para acabar. Parece racional demais, e é, mas funciona. Afinal por mais que às vezes pareça que o coração vai para um lado, e a cabeça vai para outro, eles são parte do mesmo corpo.

Coloquei data para o fim do sofrimento. Sofrimento que é a maneira mais objetiva de se resumir àquela mistura que engloba, angustia, ansiedade, frustração, medo, saudade que machuca, paralisa. Sofrimento que nos faz pesado e com pouca agilidade para se movimentar, para seguir em frente.

Sou dançarina de (uni)versos. Dou piruetas entre meu mundo interno e o que está fora do meu centro, expandindo o movimento para muito além do que vejo e alcanço.

Para se dançar ao som do vento é preciso ser leve.

Por isso, meu aniversário, o marco do início de meu ano novo, é a data ideal para tomar aquele fôlego e transformar sofrimento em algo bom. É a oportunidade para dar chance mais uma vez para dançar ao som do vento, para acreditar que as coisas podem ser diferentes para melhor, que idade traz sabedoria, que o tempo é senhor das razões, que viver vale a pena quando se tem amigos, amores, bons projetos, se trilha o caminho do bem e da fé. Frases clichês que se tornam cada dia mais reais em minha vida.

Foi isso que aconteceu. Multicomemorei meu aniversário de várias maneiras.

Multicomemorações 3.3 que comecei celebrando em uma creche, com o carinho de crianças que são filhos de presidiários, banho de mar a tarde para limpar as energias e à noite salsa e janta mexicana com amadas amigas. Comemorações que seguiram no dia seguinte com entrada free para Mafaro, super show filme de André Abumjara, e festa com caruru em casa de meu amigo e também aniversariante Sivaldo.

Estive imensamente feliz, compartilhei fisicamente esses momentos com pessoas que há pouco tempo conheço, mas já significam tanto nesses apenas alguns meses de Bahia, e dividi virtualmente com um bando grande de amigos de todas as épocas, que vão (graças a Deus!) aumentando com o passar dos anos e fazendo a diferença, quando se é uma pessoa nômade como eu.

Só me resta agora agradecer. Agradecer todos os desafios, as conquistas, as mudanças, as pessoas e aos anos vividos. Agradecer até mesmo os momentos de sofrimentos que também fazem parte do que sou e me transformo. E desejar felicidades para todos nós!

Beijos, Besitosss, Petons

Quel

lunes, 6 de septiembre de 2010

Da sensação do intenso e do efêmero


Pronto já foi. Um novo segundo se inicia sem eu ter me dado conta que vários já passaram.

E quando consciente fico quero congelar o tempo. Não! Quero apenas viver bem esse Agora.

O tempo lento é mais intenso? A intensidade se da pelo efêmero? E o veloz?

Gostaria que intensidade e velocidade não se relacionassem.

Intensidade é força e tempo é força... assim prestes a fazer aniversário em um mês os questionamentos de inferno astral invadem meu ser.

Quanto mais o tempo passa mais força deveria eu ter? E tenho?

Se intensidade é força e eu quero ser leve, então nunca poderei ser intensamente leve?

Intensidade é bom mais cansa!

Principalmente para algumas pessoas que convivem comigo. Talvez, nesse próximo meu ano, que pronto se inicia, deveria mudar, deixar de ser intensa para ser serena...

Não, não seria eu...

Hey, you!

¿Yo?

¡Sí!

Você não é balança?

Ham Ham

Então põe cada adjetivo, cada emoção num prato dessa balança e deixa o tempo passar e brincar de equilibrar.

Ok! Vale! Já sei.

Vou viver no intensamente agora, no serenamente sempre e quem sabe assim poderei ser mais forte nos anos que celebro.


Raquel G. Oliveira @ComuniQuel

martes, 6 de octubre de 2009

O presente é estar presente


Mais um ano se inicia... para mim!
Como o Ano-novo, aniversário é hora de fazer uma limpeza, mental, espiritual e física, renovar as energias e as esperanças.
E é assim que me sinto.
Em relação à idade não sinto a diferença de um dia para o outro, pois são mudanças que não tem tanto a ver com o número de primaveras completadas, mas com experiências de vidas, com o amadurecimento que VIVER trás.
Claro que às vezes me sinto uma velha e bate o desanimo para determinados programas. E porque não, às vezes criança, rindo a toa de qualquer bobagem e achando que o mundo é uma grande fantasia. Em alguns momentos necessito ser um bebê que quer colo, atenção, que quer brincar, comer e deixar a vida passar sem questinamentos.
Adolescência? Não tenho saudade. Não estou dizendo que não tenho saudade daquele momento de vida, que no meu caso, foi maravilhoso, uma fase como deve ser, de muitas descobertas, e que para mim também foi um momento de arte e grandes amigos. O que não tenho saudades é de como me sentia. Era angustiada, ansiosa, muitas vezes excessivamente melancólica. Queria viver tudo e era para ontem.
No geral me sinto uma jovem menina mulher adulta, ou mais que uma definição, me sinto bem. Ainda sou angustiada, ansiosa e agora, apenas em alguns poucos momentos sou excessivamente melancólica. Aprendi a lidar melhor com esses e muitos outros sentimentos. Agora sou muito mais... Ampla!
Multisentimentos cabem em mim, transbordam e liberam espaço para novas sensações.
Querer tudo para ontem, é um esforço inútil, que consome muita energia. Saudade tem que ser dorzinha boa. Nostalgia só permito em pitadas leves e para temperar determinados pratos.
A grande lição constantemente a aprender é que o mais importante é o meu hoje! Vivendo bem hoje, passado e futuro sempre se complementam com equilíbrio. Assim aceito na boa que tudo é transitório, e ao mesmo tempo, transformo o que eu quiser em eterno dentro de mim.
Presente não é bom só no aniversário, é bom todo dia. E o melhor presente? Estar presente. Viver e sentir a vida!!!

Esse ano, depois de muitos anos, estou podendo passar meu aniversário com minha família (parte dela, ok!) isso dá um sabor especial. Nos últimos anos tive o privilégio de me programar e fazer acontecer meus aniversários em diferentes lugares do mundo, o último foi no México, outro na Tailândia, um foi celebrado em Paris e é claro em Barcelona. Esse ano aconteceu sem muito programar a oportunidade de passar no Brasil e a viagem é outra!
Já que as distrações externas de uma nova paisagem não me seduzem nessa data, viajo em mim, no que sinto, no que penso, no que meus sentidos ousam captar e transfomar. Seduzo-me por mim, pelos os que estão comigo, os que estão perto e os que estão longe, mas não me deixam esquecer que estão juntos, e me seduzo por uma lua linda, um presente dos céus.

Obrigada!


Quel