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miércoles, 18 de mayo de 2011

Yo Papallona

PASSA UMA BORBOLETA
(do "Guardador de Rebanhos" - Alberto Caeiro)

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.

Ilustração: Julie Morstad



A vontade é de voar

Mas bem gritar com os braços

e agradecer em multiformas

Escrever

Chorar

Dançar

Rir

Cantar

Silenciar

Para sentir mais intima e profundamente o momento da magia, da transformação.


Das conexões que se estabelecem dos longínquos tempos sem sentido para o presente onde o sentido não faz falta. Tudo é compreensão pelos sentidos.


Apreensão do presente que é o presente que tudo cabe e para o todo se transtorna.


O futuro assim é a incerteza que tudo será ainda melhor.


Se é que isso é possível.



Petonets a tots, Raquel G. Oliveira



martes, 2 de noviembre de 2010

Sentidos II - Sinestesia


Impressiono-me com o poder dos sentidos, com a força que exerce o despertar de desejos e repulsas. De aproximar, transformar ou afastar.
Da sensação a reflexão muda apenas o modo de processo. Emocional ou racional, às vezes não faz diferença para o resultado que é gerado.
O que fica é o que entra e quer estar. O que quer entrar e não é bem-vindo impregna para ser expelido. Sem juízo de valor, apenas a sensação que agrada ou desanima.
Sentidos que geram memória emotiva. Um olor remete a um lugar. Uma música a um momento. Um gosto a uma pessoa.
Sinestesia: a excitação dos sentidos.
Um roçar de pele e o espetáculo está feito. Toda cena é montada com luz, ação e a câmera é a vista, que expande qualquer sentido e traz todos eles a tona.
Uma imagem que remete a um cheiro, a um gosto, a um lugar, a sons, a toques, a coisas, a algo mais...
Pelos sentidos penso e me emociono, retenho e descarto.
Deleito-me ou desprezo.
Completo-me ou reparto.
Sou inteira sensação.

Raquel G. Oliveira

domingo, 10 de octubre de 2010

MultiComemorações 3.3

Sofrimento tem que ter data para acabar. Parece racional demais, e é, mas funciona. Afinal por mais que às vezes pareça que o coração vai para um lado, e a cabeça vai para outro, eles são parte do mesmo corpo.

Coloquei data para o fim do sofrimento. Sofrimento que é a maneira mais objetiva de se resumir àquela mistura que engloba, angustia, ansiedade, frustração, medo, saudade que machuca, paralisa. Sofrimento que nos faz pesado e com pouca agilidade para se movimentar, para seguir em frente.

Sou dançarina de (uni)versos. Dou piruetas entre meu mundo interno e o que está fora do meu centro, expandindo o movimento para muito além do que vejo e alcanço.

Para se dançar ao som do vento é preciso ser leve.

Por isso, meu aniversário, o marco do início de meu ano novo, é a data ideal para tomar aquele fôlego e transformar sofrimento em algo bom. É a oportunidade para dar chance mais uma vez para dançar ao som do vento, para acreditar que as coisas podem ser diferentes para melhor, que idade traz sabedoria, que o tempo é senhor das razões, que viver vale a pena quando se tem amigos, amores, bons projetos, se trilha o caminho do bem e da fé. Frases clichês que se tornam cada dia mais reais em minha vida.

Foi isso que aconteceu. Multicomemorei meu aniversário de várias maneiras.

Multicomemorações 3.3 que comecei celebrando em uma creche, com o carinho de crianças que são filhos de presidiários, banho de mar a tarde para limpar as energias e à noite salsa e janta mexicana com amadas amigas. Comemorações que seguiram no dia seguinte com entrada free para Mafaro, super show filme de André Abumjara, e festa com caruru em casa de meu amigo e também aniversariante Sivaldo.

Estive imensamente feliz, compartilhei fisicamente esses momentos com pessoas que há pouco tempo conheço, mas já significam tanto nesses apenas alguns meses de Bahia, e dividi virtualmente com um bando grande de amigos de todas as épocas, que vão (graças a Deus!) aumentando com o passar dos anos e fazendo a diferença, quando se é uma pessoa nômade como eu.

Só me resta agora agradecer. Agradecer todos os desafios, as conquistas, as mudanças, as pessoas e aos anos vividos. Agradecer até mesmo os momentos de sofrimentos que também fazem parte do que sou e me transformo. E desejar felicidades para todos nós!

Beijos, Besitosss, Petons

Quel