lunes, 29 de noviembre de 2010
domingo, 28 de noviembre de 2010
Itália: amores, filmes e viagens
Ai... ... (suspiros demorados)
Que mulher não gosta, em algum momento, de ver um bom filme romântico. Daqueles que fazem a gente não perder a fé no amor e no príncipe encantado. Naquele que prega que não existe idade para amar e que para viver um amor verdadeiro nunca é tarde. Pois é... tem muitos filmes assim. O último que me fez suspirar foi Cartas a Julieta. Um roteiro óbvio, mas ainda assim vale a pena, pois cumpre a missão de filme romântico de alimentar os sonhos de quem ainda não encontrou um grande amor, ou reforçar os ânimos de quem já vive esse regalo da vida.
O filme não é nenhuma releitura da famosa obra de Shakespeare, mas ele está presente e inspira momentos do filme. Para ver Romeo e Julieta no cinema a versão primorosa e bela de Franco Zeffirelli, 1968 ainda é a melhor recomendação. Para gostos mais modernos há o Romeo + Juliet, conhecido pelo participação de Leonardo Di Caprio, com uma linguagem mais urbana nos cenários, figurinos e trilha sonora, mas que matém o lirismo e romantismo do autor inglês. Ainda no âmbito audiovisual, para quem prefere uma visão alternativa e breve a sugestão é o vídeo clipe Romeo and Juliet, da banda britânica Dire Straits. Ou uma versão mais atual da canção com a interpretação do The Killers.
Voltando ao Cartas a Julieta, o melhor do filme para mim foi rever cenas que vivi na Verona de Julieta. Uma cidadezinha que tive o prazer de conhecer nessas minhas andanças por ai.
Fica a dica de filme romântico para um domingo à tarde ou outro momento de bobeira e a sugestão de viagem. Itália é linda mesmo. É tão obvio falar isso. E não é viagem só para comer, rezar ou amar. Eu fui sozinha e fui feliz. É viagem para aprender, para se perder, para consumir artes, beleza natural e arquitetônica, relaxar, festar, conhecer gente, ou caminhar sozinho. A famosa região da Toscana, já retratada lindamente em outro filme romântico Sob o Sol de Toscana é só um dos lugares imperdíveis para se passear. Claro que o roteiro de viagem precisa ter os lugares básicos e incríveis como Roma, Firenze e Veneza, mas quem for à Itália e gosta de praia, não pode deixar de conhecer a região de Cinque Terre, um charme!
Abaixo umas fotos de Verona e outros cantos da Itália para quem sabe, inspirarem vocês a ver algum filme ou viajar! Para quem acredita ou quer acreditar em amor único e verdadeiro então os filmes são uma boa pedida. Para quem acha que a vida é feita de vários amores, desamores, encontros e desencontros, e principalmente um constante auto-apaixonar-se, a melhor maneira de (se) amar é viajar.
Estátua de Julieta que está em sua na casa em Verona. Diz a lenda, que quem toca o busto direito da estátua terá sorte no amor. Eu transcendi a lenda e não quis só tocar, tive que beijar...
Cadeiras da casa de Julieta
Fotos: Raquel Gomes de Oliveira
miércoles, 24 de noviembre de 2010
Acontecer
lunes, 22 de noviembre de 2010
Labirinto de memórias

Palavras de outrem abrem a porta que me leva a um labirinto de memórias. Percorro por seus longos corredores sem saber onde vai dar... Tento um diálogo com o subconsciente:
O caminho se bifurca. Por qual dos dois caminhos seguir?
Qual dos três! Há sempre o caminho de volta.
Sempre?!
Perco-me no ir e vir de minhas lembranças e talvez o caminho de saída seja voltar ao antônimo da memória.
Qual o contrário de memória?
...
Ai... ... Esqueci

Imagem: Relativity ,1953. Em litografia. Do artista holandês Maurits Cornelis Escher, famoso pela sua capacidade de gerar imagens com impressionane efeito de ilusão de ótica, construções impossíveis que exploram o infinito e metamorfoses. Respeitando as regras geometricas do desenho e da perspectiva.
Encontro no labirinto da memória: Caravana da Ilusão, de Alcione Araújo.
Besitossss a quem passar por aqui
Quel
@ComuniQuel
martes, 16 de noviembre de 2010
Anedota de criança
- Quem usa brinco é menina!
Então, seu tio lhe pergunta:
- Julia, você sabia que seu pai tem um furo na orelha e que já usou brinco?
Ela olha a orelha do pai e constata que tem um furinho. Fica pensativa, enquanto todos aguardam sua próxima reação.
Ela interrompe o silêncio e olhando bem para seu pai pergunta:
- Papai, quando você era criança, você era menina?

- Julia, você sabia que seu pai tem um furo na orelha e que já usou brinco?
Ela olha a orelha do pai e constata que tem um furinho. Fica pensativa, enquanto todos aguardam sua próxima reação.
Ela interrompe o silêncio e olhando bem para seu pai pergunta:
- Papai, quando você era criança, você era menina?
sábado, 6 de noviembre de 2010
Sentidos III - Silência
martes, 2 de noviembre de 2010
Sentidos II - Sinestesia

Impressiono-me com o poder dos sentidos, com a força que exerce o despertar de desejos e repulsas. De aproximar, transformar ou afastar.
Da sensação a reflexão muda apenas o modo de processo. Emocional ou racional, às vezes não faz diferença para o resultado que é gerado.
O que fica é o que entra e quer estar. O que quer entrar e não é bem-vindo impregna para ser expelido. Sem juízo de valor, apenas a sensação que agrada ou desanima.
Sentidos que geram memória emotiva. Um olor remete a um lugar. Uma música a um momento. Um gosto a uma pessoa.
Sinestesia: a excitação dos sentidos.
Um roçar de pele e o espetáculo está feito. Toda cena é montada com luz, ação e a câmera é a vista, que expande qualquer sentido e traz todos eles a tona.
Uma imagem que remete a um cheiro, a um gosto, a um lugar, a sons, a toques, a coisas, a algo mais...
Pelos sentidos penso e me emociono, retenho e descarto.
Deleito-me ou desprezo.
Completo-me ou reparto.
Sou inteira sensação.
Raquel G. Oliveira

lunes, 1 de noviembre de 2010
Sentidos I - Autenticidade

Dizem que os olhos são a janela da alma...A minha alma tem vários acessos: olhos, boca, ouvidos, narinas, porosSentidos que dão sentido ao existir e o transformam.
Raquel G. de Oliveira
"É só dos sentidos que procede toda a autenticidade,
toda a boa consciência,
toda a evidência da verdade."
Friedrich Nietzsche
Pintura: Gustav Klimt
Acaso

Me pierdo fácilmente,
pero el acaso siempre
me posibilita reencontrarme.
O encontrar algo mejor que yo.
Raquel G. Oliveira
jueves, 21 de octubre de 2010
Desvio de percurso

Quantas vezes não pegamos um desvio de percurso e ao caminhar por essa trilha, queremos apenas andar o necessário para voltar ao trajeto original, planejado para chegar ao destino almejado.
Porém, outras vezes, ao pegarmos algum desvio, nos surpreendemos com a beleza do caminho e por decisão racional ou emocional vamos permanecendo neste novo trajeto, observando os detalhes da paisagem e refletindo ou sentindo, se o tal desvio não devia se tornar o caminho principal.
Há aqueles que jamais pegam um desvio. Estes podem evitar ver seu plano alterado, e com isso evitam se sentirem perdidos e correr o risco de não alcançar a linha de chegada visualizada, mas também podem evitar descobrir que a vida é muito maior e melhor que nossos planos e devaneios.
Não há garantias. Um desvio pode ser o caminho mais rápido ou mais lento de se chegar a um objetivo. Pode ser o reforço do objetivo já traçado ou pode ser reconstrução total da meta pensada. E às vezes, o desvio não interfere no ponto final, mas apenas nos faz pensar mais na própria caminhada e esquecer um pouco do “para onde vou” e sentir mais o “onde estou”. Atentamente perceber se os passos dados, a respiração e as batidas do coração estão em paz, em harmonia com o ecossistema em volta. Certamente, um bom desvio, em alguns momentos, deve trazer algo de desritmia. É que sem emoção a razão é tão chata. O importante é encontrar o ponto de conforto quando se está em território desconhecido. E se você descobre esse ponto de paz, então não importa se você esta no desvio ou na estrada principal, você está no caminho certo.
Besitosss e boa caminhada a todos!
Quel

Raquel Gomes de Oliveira
@comuniquel
domingo, 10 de octubre de 2010
MultiComemorações 3.3

Sofrimento tem que ter data para acabar. Parece racional demais, e é, mas funciona. Afinal por mais que às vezes pareça que o coração vai para um lado, e a cabeça vai para outro, eles são parte do mesmo corpo.
Coloquei data para o fim do sofrimento. Sofrimento que é a maneira mais objetiva de se resumir àquela mistura que engloba, angustia, ansiedade, frustração, medo, saudade que machuca, paralisa. Sofrimento que nos faz pesado e com pouca agilidade para se movimentar, para seguir em frente.
Sou dançarina de (uni)versos. Dou piruetas entre meu mundo interno e o que está fora do meu centro, expandindo o movimento para muito além do que vejo e alcanço.
Para se dançar ao som do vento é preciso ser leve.
Por isso, meu aniversário, o marco do início de meu ano novo, é a data ideal para tomar aquele fôlego e transformar sofrimento em algo bom. É a oportunidade para dar chance mais uma vez para dançar ao som do vento, para acreditar que as coisas podem ser diferentes para melhor, que idade traz sabedoria, que o tempo é senhor das razões, que viver vale a pena quando se tem amigos, amores, bons projetos, se trilha o caminho do bem e da fé. Frases clichês que se tornam cada dia mais reais em minha vida.
Foi isso que aconteceu. Multicomemorei meu aniversário de várias maneiras.
Multicomemorações 3.3 que comecei celebrando em uma creche, com o carinho de crianças que são filhos de presidiários, banho de mar a tarde para limpar as energias e à noite salsa e janta mexicana com amadas amigas. Comemorações que seguiram no dia seguinte com entrada free para Mafaro, super show filme de André Abumjara, e festa com caruru em casa de meu amigo e também aniversariante Sivaldo.
Estive imensamente feliz, compartilhei fisicamente esses momentos com pessoas que há pouco tempo conheço, mas já significam tanto nesses apenas alguns meses de Bahia, e dividi virtualmente com um bando grande de amigos de todas as épocas, que vão (graças a Deus!) aumentando com o passar dos anos e fazendo a diferença, quando se é uma pessoa nômade como eu.
Só me resta agora agradecer. Agradecer todos os desafios, as conquistas, as mudanças, as pessoas e aos anos vividos. Agradecer até mesmo os momentos de sofrimentos que também fazem parte do que sou e me transformo. E desejar felicidades para todos nós!
Beijos, Besitosss, Petons
Quel
sábado, 2 de octubre de 2010
Semsentido
Falta-me o ar
Respiro fundo e ainda assim não consigo exalar uma quantidade suficiente para encher os pulmões
O ar está rarefeito e eu estou sob o efeito de uma tontura que me faz perder o eixo
A cabeça pesa, o corpo pesa e os olhos vê tudo desfocado
O corpo não encontra forças para permanecer ereto
Respiro fundo uma vez mais na esperança de tranquilizar a mente
Pois sei que o coração precisa mais do que ar para encontrar novamente seu ritmo
Na sua desritmia, por momentos, ele me aperta o peito fazendo com que falte espaço na caixa toráxica, e por momentos, ele o amplifica e eu já não estou segura que o meu coração permanece nesta parte corpórea
A garganta seca e meus olhos estão cada vez mais mareados
O que me da algo de conforto é pensar que não importa o tempo que este estado de torpes dure, passará
O que passa também é meu sono
Frito na cama sem conseguir achar uma posição em que meus músculos estejam menos tensos
Mais uma tentativa de respirar, dessa vez ainda mais profundamente, com toda a força e concentração que encontro neste momento em meu ser... ...o ar começa a trazer algum alento
Concentro-me cada vez mais nela, em seu ritmo, no ir e vir de meu ventre, em cada aspirada e espirada, sigo pirada
Paro de respirar e perco os segundos
Dessa vez me sinto melhor
Desisto de lutar contra o que seja
Já que não sei bem o que, ou quem é meu adversário.
Certamente sou eu mesma
O que me faz perceber o nonsense da situação
Na cena sem sentido que vivo
Sou um quase ontem e um talvez amanhã
Sendo que tudo o que quero (nesse exato momento)
É ser um simples hoje, sem passado, sem futuro, simplesmente sendosemsentir (tanto).
Raquel G. de Oliveira @ComuniQuel
Foto: Eu sentada no chão do Louvre, por Matheus de Moraes
Obs. É desabafo de fim de inferno astral. E sim Saly, eu acredito nessas "coisas"... rsrsrs :P
domingo, 12 de septiembre de 2010
O exercício da representação através da imagem

Esse final de semana revivi fortes emoções. É que há um ano atrás, justamente na primeira quinzena de setembro, quando eu também vivia um momento de inferno astral, eu dei uma entrevista a Lilian Ucker para o trabalho de investigação da tese de doutoramento dela, com o título: Transitos y (re)posiciones de identidad de estudiantes brasileños: una investigación desde la pedagogia internacional, dentro do programa de pós-graduação “Educación y Artes Visuales: un enfoque construccionista" na Universidade de Barcelona, sob a tutoria do professor Fernando Hernandez.
A tese dela gira em torno de histórias de vida de estudantes brasileiros que estão em Barcelona em processo de doutoramento (sou a unica dos 12 entrevistado que terminou o doutorado). Tem como objetivo analisar como os alunos se (re)posicionan frente às mudanças pessoais e profissionais durante seu processo de formação e mudança de país. É uma tentativa de abrir espaço para que os estudantes possam falar sobre seus processos de tomada de consciência, levar a um pensamento reflexivo através de suas histórias de vida, sua trajetória pessoal e profissional e assim compreender seu processo de formação identitaria. E a coleta de dados foi feita num primeiro momento através de entrevistas.
Imaginem, eu lendo o que eu falei há um ano atrás, quase 30 páginas sobre a minha vida, no período de 6 anos em Barcelona. Foi inevitável não chorar, não rir, não sentir que às vezes aquele passado já estava distante demais, e em outros momentos, presente demais, não sentir que aquelas reações eram tão minhas e ao mesmo tempo sentir que tudo aquilo parecia vivido por uma personagem que não era eu. Era a jovem protagonista em busca de conhecimento, fé, amor, de viagens, cultura, de um livro que eu estava lendo.
Na segunda parte da pesquisa de Lilian, ela me pergunta como eu me representaria através de imagens minha experiência vivida em Barcelona. Claro que são várias as imagens que me representam numa experiência como essa, longa e diversificada, que preferi escolher apenas uma imagem que representa como muitas vezes eu me sentia. Lógico que Lilian pede para eu explicar o porquê. E esta foto, com a explicação que eu compartilho com vocês.

Estou na rua mais conhecida e movimentada da cidade, Las Ramblas de Barcelona. Estou no centro da foto, que esta na rua que é o centro da cidade. Eu sou o meu centro
Estou no meio de uma multidão, mas estou só e bem. Todos a minha volta estão sem foco, eu focada. As pessoas usam roupas escuras e eu uso branco e cores. Sou unica. Sou uma parte que se destaca desse todo. Eu me visto com uma saia que comprei no Tibet e com uma blusa que era de uma amiga, e ela já não queria mais. Esse jeito de se vestir é tão meu.
A minha postura corporal também fala. Eu estou com o corpo querendo seguir a diante, mas levemente virado para trás. Olho para trás porque essa é minha referência, mas quero seguir
Essa foto foi tirada por Matheus que também representa muito do meu tempo
Ele ficou muito feliz que eu gostei desta foto, porque eu sou chata com foto. Ele precisava tirar várias para eu elogiar e gostar de alguma. E isso foi bom, porque ele adquiriu algo de técnica e sensibilidade para fotografar. Eu acho que a idéia da foto foi minha. Ele não se lembra de quem foi a idéia, mas se foi dele igualmente eu fico feliz. Porque eu adoro essa imagem e foi um exercício de auto conhecimento interessante descrever o que eu sinto através dela. Logo que Lilian propôs se definir através de uma foto eu pensei nesta.
Raquel focada numa Barcelona sem foco. Raquel no centro da rua que é o centro de Barcelona. O lugar mais conhecido da cidade é o lugar onde eu me (re)conheço.
1ª foto: Minha imagem refletida na obra de Salvador Dali, no Museu de Figueres. Por Luiz Valcazaras
2ª foto: Matheus H. de Moraes Aita
Besitosss a todos que passam por aqui.
Raquel G. Oliveira @ComuniQuel
lunes, 6 de septiembre de 2010
Da sensação do intenso e do efêmero

Pronto já foi. Um novo segundo se inicia sem eu ter me dado conta que vários já passaram.
E quando consciente fico quero congelar o tempo. Não! Quero apenas viver bem esse Agora.
O tempo lento é mais intenso? A intensidade se da pelo efêmero? E o veloz?
Gostaria que intensidade e velocidade não se relacionassem.
Intensidade é força e tempo é força... assim prestes a fazer aniversário em um mês os questionamentos de inferno astral invadem meu ser.
Quanto mais o tempo passa mais força deveria eu ter? E tenho?
Se intensidade é força e eu quero ser leve, então nunca poderei ser intensamente leve?
Intensidade é bom mais cansa!
Principalmente para algumas pessoas que convivem comigo. Talvez, nesse próximo meu ano, que pronto se inicia, deveria mudar, deixar de ser intensa para ser serena...
Não, não seria eu...
Hey, you!
¿Yo?
¡Sí!
Você não é balança?
Ham Ham
Então põe cada adjetivo, cada emoção num prato dessa balança e deixa o tempo passar e brincar de equilibrar.
Ok! Vale! Já sei.
Vou viver no intensamente agora, no serenamente sempre e quem sabe assim poderei ser mais forte nos anos que celebro.
Raquel G. Oliveira @ComuniQuel
martes, 24 de agosto de 2010
Ego como sintoma da contemporaneidade

Tenho pensado muito no meu ego. No assumidamente ególatra que sou. E no ego que ganha força em cada um com a Web 2.0, com os perfis em redes sociais e a exposição da individualidade.
Em 2004 com intuito de entender melhor a linguagem dos sites, aprendi a fazer página web e criei a minha. Mas sobre o que iria falar? Como iria chamá-la? Eu não sou uma expertise em nada, agora depois do doutorado posso até considerar que sim, mas naquele entonces eu estava no início da minha caminhada acadêmica e achava que com minha curta experiência eu pouco iria aportar se resolvesse ter um blog sobre novas tecnologias ou assuntos afins. O único tema que passava pela minha cabeça que eu poderia criar categorias e diferentes textos era a minha história. Como chamar então este espaço virtual? A palavra ComuniQuel veio a mente. Porque como comunicóloga poderia deixar meu gosto pela contação de história ainda mais amplo, podia falar sobre qualquer coisa ligada a comunicação e Raquel.
Simplesmente não conseguia pensar em outro nome, foi o primeiro e único nome que pensei. Que falta de imaginação! Que excesso de ego! Criei um site que mais parecia um blog. Foi bacana porque aprendi sobre linguagem HTML, mais logo percebi que não tinha muito sentido manter aquilo com formato de site e ainda ter custo.
Mais uma vez com o intuito de aprender sobre comunidades virtuais, pois tanto aprender sobre sites ou comunidade virtual era enriquecedor para a pesquisa do doutorado, entrei no Globoonlines (GO), uma comunidade de blogs do Globo Online (naquela época era este o nome do ciberjornal). Mantive com o mesmo nome o novo blog e um dos meus assuntos mais recorrentes era as muitas viagens que eu fazia. O ponto alto foi quando contei da minha travessia no Tibet durante umas duas semanas e a cada dia ganhava mais leitores para me acompanhar nessa aventura.
Depois o GO fechou e dessa experiência desenvolvi um gosto ainda maior por compartilhar minhas experiências, minhas histórias e aprendi sentindo como os ambientes virtuais podem gerar laços de amizade e de confiança (capital social). Havíamos feito um grupo de amigos que tinha blog no GO e agora se sentiam órfãos, foi então que resolvemos criar novos blogs independentes em outros espaços, porém conectados pela vontade de estar reunidos.
Assim é. Posso ficar sem escrever um tempo, e isso acontece mais frequente do que eu gostaria, mas sempre recebo a visita dos mesmos leitores-amigos da época do GO de 2006-2007, e claro novos leitores vão aparecendo.
Continuo escrevendo aqui sobre minhas vivencias pessoais, por mais que em vários momentos achasse que devia dar um ar mais profissional, mas não consigo. O ComuniQuel é isso, sou eu falando sobre mim e minhas coisas. Um diário digital (sem ter essa periodicidade).

Esse jeito de diário é o motivo da existência de muitos blogs, principalmente feminino. Mulher tem essa necessidade de falar e ser ouvida, de dividir mais, às vezes beirando a experiência adolescente de ter um diário, só que agora não tem a menor graça se ele não for público. Apesar de já estar quase com 33 anos sou assumidamente adolescente em alguns aspectos, na cor desse blog por exemplo.
O meu ego está por toda parte. No nome do blog, nos textos e na montagem de fotos da cabeceira. ComuniQuel ficou tão forte para mim que meu perfil do Twitter leva o mesmo nome e acabei usando o mesmo nome no perfil do novo blog, o sério, o de docente da disciplina da Póscom.
Semana passada, na comemoração dos 20 anos do programa de pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA, assisti a conferência “Logos sensorial: tempo e sensação na contemporaneidade”, pelo Doutor em semiótica Julio Pinto, que disse muito sobre o ego como uma sintoma da contemporaneidade, da relação do EU com o tempo Presente e as sensações. Tema também de outros posts por aqui. Ai me senti aliviada. Pode não ser bom, ou pode que seja, ou como tudo, tem aspectos positivos e negativos, mas esse meu ego é algo compartilhado por outros egos contemporâneos.
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