martes, 5 de abril de 2011

Da ausência e da vontade de dançar

Uma tristeza quis chegar porque ela se foi, mas ter estado com ela vale o princípio do sentimento estranho que a ausência dela deixou.

Logo, descubro a beleza da paz de estar só.

Inteira.

Sinto-me bela, alegre e uma antiga companheira volta com toda força:

A vontade de dançar!

E dança assim juntinha de mim, mexendo bem até coladinha ficar. Molhadinha!

A transpiração libera os poros para receber as boas vibrações que continuamente estão ai, e às vezes, simplesmente não deixamos entrar.

Não! Não basta deixar entrar.

Tem que permitir ficar, expandir, se transformar e transbordar... No que tiver que ser que o mestre tempo coreografar.

Que essa minha unidade que é impar se conecte ao coletivo de seres, situações, momentos, emoções, experiências únicas e se torne um todo muito maior que as somas das partes... O infinito vislumbrado em seu olhar, no meu olhar...

Assim, danço porque pequena sou.

Danço porque grande fico.

Danço porque conectada sinto.

Danço porque o instante existe, e como diz a poetisa, "minha vida está completa. Não sou alegre, nem sou triste". Sou contemplação intensa, atuação serena em movimento perpétuo que pode ter, por vezes, os pratos da balança desequilibrados, só para depois, centrada, ser Justamente encanto, endanço.

Sou feliz porque ela existe, e existindo, existo eu.

martes, 29 de marzo de 2011

Sobre o ir e vir dessa vida

Ontem fui dormir radiante de felicidade. Uma grande amiga, irmã escolhida, me dava a notícia que está grávida. Durmo agradecendo e sorrindo em pensar naquela gravidez tão desejada.

Hoje a emoção que transborda em meu ser é oposta. Uma amiga foi embora... por uma fatalidade.

Sentindo que o inesperado nos toca a cada instante, penso no efêmero que são os momentos, que são os seres e na importância de não perdemos uma só oportunidade de sermos felizes e fazer quem amamos e nos importa sentir isso.

Entender que a vida é esse eterno ciclo de transformação contínua, de emoções contraditórias, de vivências muitas vezes inexplicáveis e histórias com enredos que superam qualquer ficção faz da gente mais inteiro. Claro que nem por isso estamos preparados para o que der e vier. Porque simplesmente tem coisas que não da para se preparar, não tem ensaio. É na base do fazer acontecer, nos melhores dos casos, é improvisar com desenvoltura.

Nessa vida em que tudo parece tão passageiro e mutável, me pergunto o que pode ficar?

Os sentimentos e lembranças que guardamos das pessoas! Então que sejam bons. Se forem ruins que os transformemos até pelo menos nada sentir. Que os que tragam dose de dor e tristeza, sejam porque vem da falta do bom momento vivido e compartilhado. Assim, quando Kronos, o deus do tempo trouxer paz, a dor e tristeza não mais existirão, mas sim a saudade e novamente a lembrança daquilo que foi bem vivido e apreciado.

Uma amiga me disse um dia, que determinada coisa aconteceu porque ela amou demais. Recuso-me acreditar nisso, fatalidades não tem nada a ver com merecer ou não merecer, amar ou não amar. Temos que estar atentos e cuidadosos para os perigos que nos cercam, mas isso não garante que sairemos ilesos. O que não podemos é viver pela metade, viver com medo, viver sem arriscar, sem provar, sem ousar, sem confiar, e principalmente, sem amar. Coragem é minha melhor companhia.

Tantas vezes a vida não parece justa. É tão fácil olhar ao redor e ver tragédia, miséria e sofrimento. Mas a lógica da vida, sua justiça e engrenagem é maior que nosso poder de compreensão através da racionalidade. O tempo pode trazer algumas respostas, as sensações outras, mas mesmo quando ficamos sem o entendimento, acalenta pensar que nada é por acaso e que tudo acontece do jeito que é possível ser, e que sempre se pode fazer diferente do momento do agora, em diante.

Hoje estou inevitavelmente triste, mas a certeza que esse sentimento é passageiro e mutável me acalenta a alma. E sobre o inevitável, Chaplin tem uma frase que gosto muito: “A única coisa tão inevitável quanto a morte é a vida”.

Vou pensar na vida do baby que está chegando.

E que venha a Paz! Aos que vão, aos que ficam e aos que chegam.


Obs.: Hoje também partiu José de Alencar, ex- vive presidente do Brasil. Um homem admirável, cheio de fé, que demonstrou um amor incondicional pela vida e serenidade, força e bom humor diante um cancêr que durou 13 anos.


Imagem: Gustav Klimt, death and Life, 1916.


lunes, 21 de febrero de 2011

Fé no desconhecido

Sabe aquele papo que todo mundo já ouviu, seja num livro de auto-ajuda, algum mais espiritual ou em filosofia de botequim, que quando você está em sintonia com o universo as coisas acontecem. Provavelmente todo mundo já experimentou a sensação do universo conspirar a seu favor. Ouso mais! Quando se está em sintonia, atenta ao presente, você é capaz de sentir as coisas antes mesmo que elas aconteçam. E isso serve para qualquer área da vida. Das grandes, as pequeníssimas coisas.

Eu tenho me descoberto nessa sintonia. É sem dúvida nenhuma uma loucura! Porque mesmo os acontecimentos aparentemente desagradáveis, quando acontecem você não se abala, porque de alguma maneira você já tinha sentido o que iria passar.

Invade uma paz! A certeza que você está no caminho certo, mesmo quando o que sucede não é o que você desejou. Porque a experiência diz que algo melhor sempre vem pela frente. E vem! Mais uma vez, possivelmente não no tempo que você quer, nem do modo como havia idealizado, mas o desconhecido pode ser melhor que qualquer fantasia e imaginação. Ele é o campo, muitas vezes das potencialidades impensadas, mas sempre de alguma maneira, em algum nível sentidas.

A materialização do inconsciente é um exercício de auto-conhecimento e conexão com o todo. Ao nos permitirmos vibrar dessa maneira a corrente emanada só pode trazer o bem.

Minha fé é no desconhecido, nas manifestações fresquinhas que surgem a cada instante para quem se rende e se entrega.

miércoles, 26 de enero de 2011

Aquele Abraço! (pleno e grato)

Acabaram minhas merecidas férias. Depois de um 2010 conturbado entre mudanças e adaptações, tudo que mais queria e necessitava no fim do ano era de férias. Pensei em fazer uma viagem sozinha para algum lugar que ainda não conheço. Adoro viajar porque é o caminho mais rápido e fácil de estar em harmonia comigo e desenvolver minha consciência sobre o mundo exterior e o meu mundo interior. Mas me sentia tão esgotada energeticamente que minha necessidade maior parecia economizar energia, me reconectar com a fonte e estar com pessoas que amo.

Foi exatamente isso que aconteceu. Não! Melhor. Foi muito mais do que isso que aconteceu.

Minhas férias foram repletas de amor. De reencontros com pessoas incríveis, algumas há 8 anos não via, outras 7 ou 4 anos. Outras tantas não havia tanto tempo assim, mas o abraço dado foi com a mesma intensidade de quem encontra alguém que se gosta muito, depois de anos.

Abraços... abraços apertados, sem pressa, peito com peito, com respiração ofegante de excitação no começo, que vai dando lugar a paz de sentir que o tempo realmente é tão subjetivo quando o assunto é querer bem, amizade e amor verdadeiro.

Teria vários nomes para colocar aqui e agradecer do fundo de meu coração por esses momentos de abraços de almas, mas quem sentiu o mesmo que eu, sabe que seu ser está neste texto, apesar do nome não reluzir. E outros nomes, de pessoas que não foi possível encontrar dessa vez, mas desejei bastante e espero que na próxima oportunidade o desejo se torne realidade.

As férias acabaram e o objetivo foi plenamente cumprido: recarreguei energias, reconectei-me com a fonte produtora e estive com lindas e amadas pessoas em Salvador, Itajaí, Curitiba e Rio de Janeiro.

Trago agora a certeza que 2011 será melhor, com novas conquistas (meu novo lar, por exemplo :D), com melhores produções, com saúde, evolução, prosperidade, criatividade, diversão, aventura, alegria, leveza e muito mais amor!!!

O fim de férias faz com que eu veja que algumas coisas devem ser levadas para o cotidiano. A atemporalidade do viver conscientemente o Agora é lição a ser lembrada para todo sempre. O reencontro com o bom conhecido e o encontro com o desconhecido sem julgamento deve sempre ter espaço.

Abraços verdadeiros sempre!

Estado de plenitude. Plena assim estou neste Agora que lhes escrevo, sabendo que me basto e que isso, não interfere no fato da presença de vocês (real, virtual ou por telefone...hehehe) me fazer imensamente bem, no sentido mais amplo que essa palavrinha de 3 letras tem.

O encantamento pelo reencontro com vocês e com o mistério da evolução\transformação pessoal é presente. É graça!


Gracias!


Aquele Abraçooooo!!!

Y besitossss

Quel

martes, 21 de diciembre de 2010

Brinde ao desejo - Feliz Natal e Próspero 2011

Eu não sei andar pela vida como quem não quer nada.
Eu quero muito!
Eu desejo tanto!!

Já quis para ontem e já quis no futuro, hoje o desejo é presente, mas não no presente, passado, futuro. Ele é atemporal. O desejo é brinde do viver.

É desejo que aprende a saber que se realizará no tempo que tiver que ser, e se tiver que ser.

O que muitas vezes gera um choque de tempos. Entre o tempo do desejo se realizar e o tempo de querer que ele se realize. Dar tudo para sua concretização e ainda sim, sentir que algo se perdeu no caminho, ou que eu perdi o caminho ou o caminho me perdeu.

Assim, surgem atalhos, desvios, novos caminhos e velhos caminhos que voltam a se cruzar. Surgem novas coisas que desejam ser encontradas, novas pessoas a transitar, passar ou ficar. Já as pessoas e lugares de sempre podem ganhar resignificações. Algumas antigas memórias, lugares e pessoas nos fazem sentir que valem a pena serem resgatadas.

Por isso, cada ano que chega é um ano de recarregar energias para dar forças aos desejos, sejam eles velhos ou novos. Cada ano que passa é o balanço inevitável do que se concretizou, do que ficou pelo caminho, do que veio sem esperar, do que mudou, do que segue igual, do que nasceu, do que morreu, do que cresceu, do que ficou contido... mais que o balanço das conquistas e desventuras é o balanço da transformação.

A minha balança, mais um ano teve o saldo super azulzinho, bem positivo! Não pensando na relação do que desejei no começo do ano de 2010 e o que obtive, mas pensando na quantidade de coisas boas inesperadas que me transformaram. Algumas das quais foi difícil saber que eram boas. As passei sozinha, dançando, escrevendo e rezando. Outras compartilhei virtualmente e fisicamente das mais diversas maneiras, com pessoas que fizeram a diferença. Claro, que mais um ano teve aqueles que o contato não foi próximo, porém que já me fazem sentir bem, pelo simples fato de existirem e eu saber que uma hora a oportunidade surge, ou é criada e estamos próximos novamente.

Assim, minha felicidade por ser quem eu sou, por ter a família que tenho e os amigos que mantenho deve ser exposta, para que entedam o meu grande desejo de agradecê-los.

O desejo que não é apenas de felizes festas. É o desejo que sintam e estejam atentos durante todo ano aos sentimentos, sensações, pensamentos, sonhos e claro, aos desejos.
Atentos ao que foi, ao que vem, mas sobre tudo ao que É.
Que o Agora seja na maior parte do tempo doce, leve e colorido. Nem que que doce, às vezes seja agridoce, o leve se vá com o vento, e o colorido seja qualquer cor, ou mesmo sua ausência, mas que respeite o humor de cada dia e não se repita em dias que trazem outra cor.

Como o meu desejo a vocês é tudo de bom e o desejo de vocês deve ser o mesmo, desejamos para nós muito amor, saúde, paz, sabedoria, alegrias... Enfim, como diz Woody Allen em Whatever Works "`as vezes os clichês são a melhor forma de dizer as coisas".
Desta maneira, resumo meu desejo brindando com vocês o maior clichê de todos os desejos de fim de ano:

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!
HOHOHOHOHO

Beijos estalados e abraço apertado

Quel

@ComuniQuel

martes, 7 de diciembre de 2010

Dias




Tem dias que há tanto a dizer que as palavras não dão conta e o medo é de ruído.

Tem dias que quase nada precisa ser dito.

Tem dias que são silêncios.

E dos silêncios novos dias, diferentes e iguais nascem.

lunes, 29 de noviembre de 2010

Sentidos IV - memória






Falar da memória
é reverberar o passado
em ouvido/olvido presente
que conectam sentidos esquecidos.

domingo, 28 de noviembre de 2010

Itália: amores, filmes e viagens

Ai... ... (suspiros demorados)

Que mulher não gosta, em algum momento, de ver um bom filme romântico. Daqueles que fazem a gente não perder a fé no amor e no príncipe encantado. Naquele que prega que não existe idade para amar e que para viver um amor verdadeiro nunca é tarde. Pois é... tem muitos filmes assim. O último que me fez suspirar foi Cartas a Julieta. Um roteiro óbvio, mas ainda assim vale a pena, pois cumpre a missão de filme romântico de alimentar os sonhos de quem ainda não encontrou um grande amor, ou reforçar os ânimos de quem já vive esse regalo da vida.

O filme não é nenhuma releitura da famosa obra de Shakespeare, mas ele está presente e inspira momentos do filme. Para ver Romeo e Julieta no cinema a versão primorosa e bela de Franco Zeffirelli, 1968 ainda é a melhor recomendação. Para gostos mais modernos há o Romeo + Juliet, conhecido pelo participação de Leonardo Di Caprio, com uma linguagem mais urbana nos cenários, figurinos e trilha sonora, mas que matém o lirismo e romantismo do autor inglês. Ainda no âmbito audiovisual, para quem prefere uma visão alternativa e breve a sugestão é o vídeo clipe Romeo and Juliet, da banda britânica Dire Straits. Ou uma versão mais atual da canção com a interpretação do The Killers.

Voltando ao Cartas a Julieta, o melhor do filme para mim foi rever cenas que vivi na Verona de Julieta. Uma cidadezinha que tive o prazer de conhecer nessas minhas andanças por ai.

Fica a dica de filme romântico para um domingo à tarde ou outro momento de bobeira e a sugestão de viagem. Itália é linda mesmo. É tão obvio falar isso. E não é viagem só para comer, rezar ou amar. Eu fui sozinha e fui feliz. É viagem para aprender, para se perder, para consumir artes, beleza natural e arquitetônica, relaxar, festar, conhecer gente, ou caminhar sozinho. A famosa região da Toscana, já retratada lindamente em outro filme romântico Sob o Sol de Toscana é só um dos lugares imperdíveis para se passear. Claro que o roteiro de viagem precisa ter os lugares básicos e incríveis como Roma, Firenze e Veneza, mas quem for à Itália e gosta de praia, não pode deixar de conhecer a região de Cinque Terre, um charme!

Abaixo umas fotos de Verona e outros cantos da Itália para quem sabe, inspirarem vocês a ver algum filme ou viajar! Para quem acredita ou quer acreditar em amor único e verdadeiro então os filmes são uma boa pedida. Para quem acha que a vida é feita de vários amores, desamores, encontros e desencontros, e principalmente um constante auto-apaixonar-se, a melhor maneira de (se) amar é viajar.

Estátua de Julieta que está em sua na casa em Verona. Diz a lenda, que quem toca o busto direito da estátua terá sorte no amor. Eu transcendi a lenda e não quis só tocar, tive que beijar...

Cadeiras da casa de Julieta

O famoso balcão

Veneza

Cinque Terre - Patrimonio da Humanidade Unesco

Catedral de Milão


Pisa - Região Toscana
Firenze

Roma

Coliseu - Roma

Fotos: Raquel Gomes de Oliveira



miércoles, 24 de noviembre de 2010

Acontecer


Momento fazer acontecer:

Desejar intensamente alguma coisa,

Ter motivação que ebuliciona o que há dentro do peito,

Saber como fazer

(Às vezes, basta com intuir)

E confiar no que tiver que ser.



Raquel G. Oliveira

@ComuniQuel

lunes, 22 de noviembre de 2010

Labirinto de memórias

Palavras de outrem abrem a porta que me leva a um labirinto de memórias. Percorro por seus longos corredores sem saber onde vai dar... Tento um diálogo com o subconsciente:

O caminho se bifurca. Por qual dos dois caminhos seguir?

Qual dos três! Há sempre o caminho de volta.

Sempre?!

Perco-me no ir e vir de minhas lembranças e talvez o caminho de saída seja voltar ao antônimo da memória.

Qual o contrário de memória?

...

Ai... ... Esqueci


Imagem: Relativity ,1953. Em litografia. Do artista holandês Maurits Cornelis Escher, famoso pela sua capacidade de gerar imagens com impressionane efeito de ilusão de ótica, construções impossíveis que exploram o infinito e metamorfoses. Respeitando as regras geometricas do desenho e da perspectiva.

Encontro no labirinto da memória: Caravana da Ilusão, de Alcione Araújo.

Besitossss a quem passar por aqui

Quel

@ComuniQuel

martes, 16 de noviembre de 2010

Anedota de criança


Minha sobrinha Julia, de 4 anos, estava toda faceira na mesa do almoço contando aos convidados que furou a orelha e completando diz:
- Quem usa brinco é menina!
Então, seu tio lhe pergunta:
- Julia, você sabia que seu pai tem um furo na orelha e que já usou brinco?
Ela olha a orelha do pai e constata que tem um furinho. Fica pensativa, enquanto todos aguardam sua próxima reação.
Ela interrompe o silêncio e olhando bem para seu pai pergunta:
- Papai, quando você era criança, você era menina?

sábado, 6 de noviembre de 2010

Sentidos III - Silência


Do sem sentir ao sem sentido

há um sem fim

de nãos e sins.

R.G.


Pintura: Surrealista belga René Magrite, 1937.

martes, 2 de noviembre de 2010

Sentidos II - Sinestesia


Impressiono-me com o poder dos sentidos, com a força que exerce o despertar de desejos e repulsas. De aproximar, transformar ou afastar.
Da sensação a reflexão muda apenas o modo de processo. Emocional ou racional, às vezes não faz diferença para o resultado que é gerado.
O que fica é o que entra e quer estar. O que quer entrar e não é bem-vindo impregna para ser expelido. Sem juízo de valor, apenas a sensação que agrada ou desanima.
Sentidos que geram memória emotiva. Um olor remete a um lugar. Uma música a um momento. Um gosto a uma pessoa.
Sinestesia: a excitação dos sentidos.
Um roçar de pele e o espetáculo está feito. Toda cena é montada com luz, ação e a câmera é a vista, que expande qualquer sentido e traz todos eles a tona.
Uma imagem que remete a um cheiro, a um gosto, a um lugar, a sons, a toques, a coisas, a algo mais...
Pelos sentidos penso e me emociono, retenho e descarto.
Deleito-me ou desprezo.
Completo-me ou reparto.
Sou inteira sensação.

Raquel G. Oliveira

lunes, 1 de noviembre de 2010

Sentidos I - Autenticidade



Dizem que os olhos são a janela da alma...
A minha alma tem vários acessos: olhos, boca, ouvidos, narinas, poros
Sentidos que dão sentido ao existir e o transformam.


Raquel G. de Oliveira


"É só dos sentidos que procede toda a autenticidade,
toda a boa consciência,
toda a evidência da verdade."

Friedrich Nietzsche


Pintura: Gustav Klimt

Acaso



Me pierdo fácilmente,
pero el acaso siempre
me posibilita reencontrarme.
O encontrar algo mejor que yo.


Raquel G. Oliveira